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segunda-feira, 6 de julho de 2015

DISPENSO MODINHAS


Por Neto Salvatore

Recentemente a Suprema Corte dos EUA aprovou o casamento de pessoas do mesmo sexo. Várias personalidades americanas saudaram com clamor a decisão do governo, postaram fotos e frases elogiando Barack Obama e a Suprema Corte pela decisão.
A notícia percorreu o mundo, inclusive o Brasil, que por meio de uma ferramenta do facebook coloria a foto das pessoas cor do arco íris em ato de comemoração. Personalidades brasileiras aderiram à moda e contagiaram grande parte dos usuários. O fato é que ao estar navegando pela internet me deparei com a seguinte imagem:

"Dispenso Modinhas"...
Havia prometido que não me manifestaria sobre o assunto, mas pensei bastante e encontrei uma resposta menos agressiva.
O motivo pelo qual as pessoas mudaram a foto do perfil no facebook foi em comemoração a mudança da legislação dos EUA que só firmaram a ideia de igualdade, pois, independente de raça, cor, credo ou orientação sexual, somos a mísera mesma coisa. No caso, casais do mesmo sexo terem os mesmos direitos, perante a lei, que um casal heterossexual.
As pessoas de orientação homossexual não querem entrar de véu e grinalda na Igreja Católica Apostólica Romana ou qualquer outra crença que não aceita esse tipo de união. Querem apenas se unir com os mesmos direitos que outros casais possuem perante a Constituição do seu país. O fato de copiarem noivas e noivos entrando na Igreja são apenas para firmar a ideia de casamento (pelo menos eu acho... Por que iria me unir com a pessoa que eu amo em um lugar onde não sou bem vindo? Que diferença fará isso para mim se meu Deus se encontra ao meu lado e não apenas na Igreja?).
Existem várias ONGs, telefones e endereços para doações em prol das crianças africanas ou até mesmo de sua cidade. Basta pesquisar e contribuir para a conquista de tal proeza.
Então, se não for mudar a cor da foto do seu perfil em qualquer rede social, se não for doar para instituições que necessitam, faça somente um favor: permaneça em silêncio.

NETO SALVATORE é estudante do último ano de Comunicação Social - Jornalismo e também colabora com nosso blog.
 

 

quinta-feira, 2 de julho de 2015

O BOM É INIMIGO DO ÓTIMO

Por Nilmaer Souza
Uma das características de uma democracia é o exercício do livre pensamento. Outro aspecto, e a vontade da maioria.
Ainda que eu não seja um jurista, é muito razoável considerar que a legislação evolua em comunhão com a evolução da sociedade. A sociedade (leia-se os jovens) têm evoluído e muito. Tudo é precoce! Ocorre cedo e, em contrapartida, é bem natural que assumam os ônus dos seus atos.
Sei, porém, que uma boa parcela dos jovens infratores no Brasil (criminosos) vivem à... margem da sociedade. Assim, tal como o "bom é inimigo do ótimo", até que a sociedade e as políticas públicas evoluam - que seria o ótimo -, é importante que esses jovens ( os criminosos) estejam separados dos homens de bem (o que é bom), pois o ideal não seria a punição, mas sim o evitar dos maus feitos!
Com isso, e pela primeira vez (desde que me lembro) a câmara dos deputados prestou um bom serviço à sociedade brasileira, aprovando, ainda que com alterações, a (PEC) 171/93.

NILMAER SOUZA possui graduação em Administração pela Universidade do Oeste Paulista, especialização em Administração Financeira e MBA em Finanças Corporativas e é mestre em Bioenergia pelo Centro de Ciências Exatas da UEL. É também um colaborador do nosso blog.

PEÇA TEATRAL ENCENADA PELA CÂMARA DOS DEPUTADOS


Por Elianderson Muniz

PEC 171/93 e a Peça Teatral encenada pela Câmara dos Deputados, apresentando uma utópica sensação de Segurança Pública.

Primeiramente se faz necessário entender o que é a PEC171/93, de autoria do Deputado Benedito Domingos, tem por objetivo alterar o artigo 228 do texto Constitucional, com finalidade de se reduzir de 18 anos para 16 anos a idade mínima ali prevista para aquisição da maioridade penal, como escopo o maior desenvolvimento mental dos jovens da atualidade em comparação à época da edição do Código Penal, nos anos quarenta.
O texto original tramitou acerca de duas décadas no plenário, entre acertos, comissões, relatórios, ressalvas, contradições e adições, até culminar na madrugada do último dia 02 de julho de 2015, na aprovação em 1º turno do texto de Emenda Constitucional da alteração da maioridade penal, nota-se que se trata de 1º turno, pois muita água ainda deverá passar embaixo desta ponte até que o Projeto possa se tornar uma realidade e lei.
Numa sociedade carente de Segurança Pública, e diante do atual cenário político falido ao qual encontra-se nossa nação, entra em cena um “teatro” coordenado por um Diretor que mais visa seus interesses políticos do que os interesses reais de toda uma população. Instala-se a utopia de Segurança na esperança de se vislumbrar a garantia de que nada de mau possa nos acontecer e acredita-se que todos os problemas da delinquência se resolverá como a um passe de mágica.
Saindo do conto de fadas e voltando a realidade atual, temos primeiramente que visualizar como se dá todo o tramite processual para este Projeto de fato ser aprovado e promulgado.
Em um primeiro momento, trata-se de um projeto que fere frontalmente uma cláusula pétrea, imutável do ponto de vista jurídico, e segundo, o projeto deverá passar novamente por votação na casa de origem, ou seja na Câmara dos deputados, senão vejamos:
I – Depois de aprovada em primeiro turno, a PEC precisa voltar ao plenário para ser aprovada em 2º turno. O texto não pode ter alterações em relação àquele votado no 1º turno. No caso da PEC 171, a votação poderá ser feita já na semana que vem.
II – Aprovada em dois turnos na Câmara, a PEC precisa ir para o Senado.
III – Antes de ir ao plenário do Senado, a PEC precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa.
IV – O texto também precisará ser aprovado em dois turnos no plenário do Senado.
Como se trata de uma PEC, não há necessidade de sanção presidencial.
Caso os senadores façam qualquer modificação no texto que foi aprovado pela Câmara, o processo retorna aos deputados. Ou seja, precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, pela Comissão Especial e pelo plenário da Casa.
Se os deputados aceitarem as mudanças do Senado e aprovarem a PEC em dois turnos, o texto passa a valer. Entretanto se houver qualquer alteração, o texto volta novamente ao Senado.
Por se tratar de uma PEC, deputados e senadores precisam aprovar exatamente o mesmo texto, sem nenhuma modificação. Sendo, portanto, impossível definir um prazo para a mudança entrar em vigor. Se houver discordância entre as duas casas, o projeto pode até mesmo ser engavetado, sim exatamente, poderá até mesmo ser engavetado, não sejamos crianças ao qual sacia a sua fome com leite, comamos alimentos sólidos a ponto de não nos deixarmos enganar com a verdadeira realidade que estão nos impondo acreditar que mudanças serão feitas, não sejamos marionetes, nas mãos daqueles que foram eleitos para representar o povo.
Se assim não fosse, doutores da lei e conhecedores do Direito não seriam contra essa PEC, entre os quais o ex Ministro Joaquim Barbosa, que diz: “quem conhece as prisões brasileiras (e os estabelecimentos de "ressocialização" de menores) não apoia essa insensatez”; o constitucionalista Alexandre de Moraes: entende-se impossível essa hipótese, por tratar-se a inimputabilidade penal, prevista no art. 228 da Constituição Federal, de verdadeira garantia individual da criança e do adolescente em não serem submetidos à persecução penal em juízo, tampouco poderem ser responsabilizados criminalmente, com consequente aplicação de sanção penal”; o doutrinador Francisco Clávio Saraiva Nunes: “se a idade fosse fator positivo, os maiores de 18 anos não cometeriam crimes, quando, na verdade, são protagonistas de mais de 90% deles.”; o Ministro do STF, Marco Aurélio de Mello: “a proposta não resolverá o problema no país. Temo que, a sociedade movida por argumentos passionais, opte por uma solução, que na sua interpretação, não contribui para efetivamente reduzir a criminalidade”, entre tantos outros que não são favoráveis a redução da maioridade penal. A nação almeja segurança e não usar os menores com o pretexto que a garantia de segurança é puni-los com severidade, não adianta estancar a ferida aberta com sal, limão e gelo.
 
ELIANDERSON ANTONIO MUNIZ, possui graduação em Direito pela UNIESP Campus Presidente Prudente/SP, penalista e Analista Técnico Jurídico na Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo. É também um colaborador do nosso blog.

sábado, 27 de junho de 2015

QUANDO A ÁGUA BATE NA BUNDA É QUE SE APRENDE A NADAR... MAS QUE ÁGUA?

 
 
Por Henrique Mendes
 
A questão é antiga, a novidade é que atualmente atinge cidades grandes, o que não significa que só agora é importante. O tema "falta d'água" é tratado desde muito tempo atrás e sempre soubemos o deveria ser feito e fizemos o contrário. E ao dizer "fizemos", estou incluindo todos nós, governo e cidadãos. Alguns dizem que devemos aprendrer com o fantasma da crise hídrica, mas prefiro acreditar no ditado popular: "quando a água bate na bunda é que se aprende a nadar", ou seja, sem água, sem aprendizado.
Os grandes culpados somos nós, não adianta culpar as questões climáticas. O clima é influenciadopor nossos avanços econômicos e tecnológicos, que demandam destruição do meio ambiente e poluição. O aquecimento global está aí e não me deixa mentir. Em tese, o conceito de sustentabilidade visa buscar alternativas para o desenvolvimento econômico com menos impacto possível no meio ambiente. Mas o que vemos é que na prática a teoria é outra...
Como aprender com a crise quando se tem Estados brasielrios desperdiçando um volume grande de água tratada? Se olharmos para os dados, até mesmo os Estados que desperdiçam menos, ainda desperdiçam muito (daria para abastecer uma região do país somente com a água desperdiçada entre os Estados brasileiros).
Algumas cidades do interior paulista adotaram o sistem a de multa para coibir quem consome mais do que o necessário. Talvez essa medida seria uma saída (em nível nacional), uma vez que mecher no bolso dos brasileiros ainda é uma forma de chamar a atenção para o problema. Ou se aprende pelo amor ou pela dor. 
 
LUIZ HENRIQUE MENDES VEIGA é concluinte do curso de Jornalismo e colaborador do nosso Blog.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

HOMOFOBIA X CRISTOFOBIA

Uma das ferramentas mais importantes para se construir um bom argumento, com vistas no convencimento, ainda é a lógica, uma vez que ela é capaz de auxiliar a compor argumentos válidos e fugir das falácias que mascaram a verdade. Entretanto, cabe avisar, de pronto, que este post não versa sobre a Lógica enquanto ciência do raciocínio, mas sobre a falta de lógica na argumentação e a falta de respeito em relação à postura dos integrantes do movimento LGBT com as religiões, publicamente demonstrada na última Parada do Orgulho Gay, em São Paulo.
Confesso que fiquei assustado com o que vi e ouvi...
Sexo oral na Parada Gay do Acre
É evidente que a luta do grupo é legítima e necessária, pois também não sou alheio à criminalidade e à violência física, verbal, simbólica e social imposta aos homossexuais que, muitas vezes, morrem ou vivem em condições subumanas às margens da nossa sociedade. Mas até agora estou para entender como é possível querer apagar fogueiras com gasolina... Como pode o movimento levantar a bandeira da paz e da igualdade por meio do desrespeito ao modo de pensar e expressar do outro? Essa é a ideia? Gritar para não ficar rouco? Falta lógica... me falham as faculdades para compreender tais circunstâncias! Aristóteles, filósofo grego, disse certa vez que a ética (leia-se respeito), não se constrói apenas pela imagem que é transmitida. Deve-se construí-la tendo por base um tripé de sustentação formado pelo AGENTE, pela AÇÃO e pela FINALIDADE DO AGIR. As três têm que estar juntas. Eu (enquanto AGENTE), não posso ser ético se as minhas intenções (FINALIDADE DO AGIR) não estiverem intrinsecamente ligadas às minhas AÇÕES. Portanto, penso que não é possível a nenhum movimento buscar a igualdade ou derrubar os preconceitos, se valendo de preconceitos e desrespeito à cultura e religiosidade do seu próximo.
Manifestantes LGBT inserindo
crucifixo no ânus
Vocês acreditam mesmo que é possível conseguir algum respeito com exposições públicas de sexo oral, masturbação e destruindo imagens ou vilipendiar símbolos religiosos?
Espero que nossa sociedade se abra, cada vez mais para discutir, questionar e pensar assuntos como esse sem as armas do preconceito, pois só assim cresceremos e evoluiremos enquanto pessoa. E, quanto ao movimento LGBT, não sei se foi feita alguma avaliação a respeito das conquistas da Parada, mas, para mim, vocês deram um grande passo para trás na história de sua luta...

sábado, 21 de março de 2015

CÉREBRO ELETRÔNICO


Por Henrique Mendes
 
Prometi que não iria me manifestar a respeito dos protestos realizados em todo o país, mas percebo que muitos ainda não se conscientizaram sobre o que realmente está acontecendo. Durante o domingo pudemos ver em todos os pontos da manifestação, inúmeros cartazes e gritos de: “Fora Dilma e leve o PT junto”, “Intervenção Militar Já” entre outras frases que acabaram se tornando modinha nesses últimos dias. O que me incomoda não é a revolta da população. Desde que seja apresentado algo realmente produtivo para o país, eu apoio de forma incondicional, até porque esse é o papel da democracia. O que me preocupa nesse momento é a memória curta que a massa tem. E sim, ela tem.
Não podemos deixar esse calor das manifestações ser apenas mais um “movimento contra o aumento das passagens”, onde houve uma grande mobilização dos cidadãos para que não houvesse o aumento da tarifa de ônibus e meses depois o reajuste fosse realizado. E a população? Onde estava aquela multidão que foram as ruas com cartazes, faixas e gritos de: “O gigante acordou”? O cidadão se omitiu, talvez por impotência ou conformismo. Infelizmente, a massa é movida à política do “pão e circo”. Basta uma festa dentro da “casa mais vigiada do país”, um vestido colorido ou até mesmo um beijo em rede nacional que o foco da massa é desviado e aquele calor dos protestos cai no esquecimento.
Pare e reflita por um instante: quantas pessoas você ouviu falando sobre a protesto durante essa semana? Agora pense em quantas vezes você ouviu alguém comentar sobre a morte do fulano de tal na novela ou o primeiro capítulo da outra? Com certeza o segundo número é muito superior ao primeiro. Entendo e acho necessário que a população tenha sim algo para distração, mas não podemos deixar esse entretenimento falar mais alto do que a vontade de fazermos um país melhor. Creio que já passou da hora do gigante realmente acordar e propor pautas relevantes para uma mudança do cenário nacional, do contrário estaremos sendo coniventes com o governo que tanto criticamos.

HENRIQUE MENDES é estudante do último ano de Jornalismo e é colaborador do nosso Blog.


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