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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

SUGESTÃO DE FILME

Esta semana, ao preparar um bate-papo com os alunos de Enfermagem que vão prestar a prova do ENADE, e meus alunos do Ensino Médio que vão prestar o ENEM, conversamos sobre consumo e consumismo. De toda a reflexão que fizemos, gostaria de deixar (abaixo) algumas sugestões de filmes e documentários que possam ajudá-los a refletir sobre o tema e pensar sobre nossa postura em sociedade.
BOM DIVERTIMENTO!

A HISTÓRIA DAS COISAS
A História das coisas - De maneira simples, a animação conta a verdadeira história da produção, uso e descarte dos bens que consumimos.

SUPER SIZE ME: A DIETA DO PALHAÇO
O divertido e informativo documentário, conta a história de um aventureiro que decide, por 30 dias, só se alimentar de McDonald's. No decorrer do documentário, especialistas da área da saúde vão fornecendo dados que preocupam os países desenvolvidos: a obesidade, por exemplo. Vale a pena assistir.

CRIANÇA: A ALMA DO NEGÓCIO
O documentários produzido pelo Instituto ALANA, trata de um assunto muito importante para a nossa sociedade: o consumo voltado ao público infantil. Será que a criança é influenciada a comprar? Como a criança pode se defender de propagandas abusivas? A criança já é vista como um consumidor? Como funciona a regulação da propaganda voltada a este público? Esta e outras questões são discutidas neste documentário.


TARJA BRANCA

Brincadeira é coisa séria e não é só assunto de criança. É fazer o que se gosta, valorizar o prazer pessoal, colorir os dias. Vivemos em busca da felicidade, mas será que estamos procurando no lugar certo? Com José Simão, Antonio Nóbrega, Wandi Doratiotto e outras personalidades.


Resolvi (re)postar um vídeo que está circulando pelas redes sociais. O que será que aconteceria se juntássemos num mesmo lugar um filósofo, um ateu, um pastor protestante, um agnóstico e um católico, para discutirem sobre fé e religião?
Muitos entre nós aderem à ideia de que RELIGIÃO, futebol e política não se discutem... Seria talvez por medo de descobrir algo de suas convicções que não faz sentido? Ou por medo de se deparar com uma realidade dura e cruel? Ou ainda por medo de enfrentar suas próprias sombras do passado? Acontece que o Prof. e Filósofo Luiz Pondé neste vídeo, faz exatamente isso. Vamos ver o resultado?

sábado, 8 de outubro de 2016

CURSO DE FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO HUMANO


Fala meus queridos, td bem?
Hoje estou passando por aqui para informá-los que vou passar um curso de Formação e Desenvolvimento Humano, com técnicas para a auto avaliação e ferramentas que auxiliam a integração e a gestão de pessoas. O curso tem vagas limitadas e estou disponibilizando algumas fichas de inscrição para os leitores do Blog. Mas serão apenas para os primeiros que entrarem em contato comigo preenchendo a ficha de interesse até quinta-feira (13/10).

O curso acontecerá no dia 15 de Outubro aqui em Prudente, com início as 7h30 e término às 17h30. O valor do investimento é de R$50,00.
Abraço a todos.


segunda-feira, 27 de junho de 2016

INVERSÃO DE VALORES TEM PROPICIADO PAIXÃO PELO CONSUMO

Publicidade vende a alegria da inserção na sociedade
Por Heloísa Duran

Todos os dias a cena se repete, não há nada de novo, ao voltar da escola, a criança larga a mochila no chão e em seguida liga a TV. Sem nenhum esforço mental e de forma totalmente passiva, absorve o conteúdo dos programas e comerciais publicitários. Bastam 30 segundos, para que esta criança esteja convencida de que será mais feliz se fizer parte do fantástico mundo dos personagens.

De acordo com o Doutor em ciência da comunicação, Clovis de Barros Filho, no documentário, “criança a alma do negocio”, ao se expor aos conteúdos midiáticos a criança desenvolve a idéia de que, o consumo representa uma possibilidade de inserção social em determinados grupos: “A publicidade vende, evidentemente, mais do que alegria da posse, ela promove a alegria da inscrição na sociedade”.
A criança é um ser humano em construção, isso significa que ela está apta a absorver todo o conteúdo ao que for exposta. É na infância que os pequenos passam pelo processo de estruturação e precisam de amparo em seu desenvolvimento.
Ao comprar a ideia de valores expressada pelas propagandas, a criança que ainda não tem amadurecimento suficiente para distinguir os valores sociais humanos dos valores estabelecidos pela imagem midiática, passa a acreditar e viver em função de que é necessário aquele bem para promover sua alegria e até mesmo para que ela seja como as crianças que tem, e assim sintam-se aceitas.
E com a certeza de que precisa ter determinado produto que é representado por personagens animados da telinha, a criança que de forma passiva em apenas 30 segundos se convenceu disso, passa de forma ativa e muitas vezes até autoritária, ou quando não com uso da chantagem a requerer dos pais a posse do produto em questão.
A necessidade deixa de ser uma inevitabilidade e passa a ser agente promotora do desejo pela marca. A criança não pede um tênis qualquer, mas um tênis de determinada marca; ela não quer um celular qualquer, mas aquele de última geração.
No século da fadiga, onde nem sempre a mãe, por exemplo, pode dispor de tempo de qualidade para investir na formação do caráter de seus filhos, a mídia o faz por elas. Segundo dados do IBOPE, as crianças brasileiras passam em média 5 horas diárias em frente da TV e assistem aproximadamente 40 mil propagandas em um ano. 
A grande questão é que, a maior parte dos valores sociais e posse dos bens no Brasil, por exemplo, possuem valores invertidos. O grande poder aquisitivo concentra-se nas mãos de poucos, o que antes era ético, aos poucos se torna imoral, pensar no próximo parece ser atitude egoísta dentro da sociedade do espetáculo. Para ser legal tem que chamar atenção do outro, encher os olhos de quem vê. Ser aplaudido.
No meio desses valores e verdades criadas pela mídia, para satisfazer a necessidade de uma sociedade que parece não se saciar mais com o comum, o
rotineiro, a publicidade e o marketing, na busca do poder pela posse, por ganhar mais, vender mais, utiliza-se da criança como ferramenta para atrair famílias que muitas vezes não tem nem o suficiente para uma alimentação ou educação de qualidade, mas que para alegrar seus filhos, e amenizar a sensação e exclusão social investem do pouco que tem todo o recurso disponível na compra de bens que aparentam suprir seus pequenos.
No documentário “Criança, a alma do negócio”, uma mãe desabafa dizendo que, satisfazer o desejo dos filhos é na verdade satisfazer de forma impulsionada a gana da mídia na corrida para atrair mais consumidores. O sacrifício financeiro que significou muito para a família, o presente de natal que custou caro, mas sem valor nenhum. “Um robô, que a criança abandonou logo em seguida, depois de brincar com ele três ou quatro dias”. A mãe alega ter entrado o ano sem dinheiro só para satisfazer o desejo da filha, o que caracteriza o assédio crescente das crianças aos pais.
A nova fórmula consumista impresso na sociedade ensina as crianças de que facilmente o velho, que na maioria das vezes não é velho, pode ser trocado pelo novo. O que vale mesmo é ter o que a televisão mostra. Essa realidade acena para o consumo descartável, em que a expectativa da aquisição é mais intensamente vivida do que a própria posse do produto.
A infância divide seu palco entre, a companhia dos pais, que cada vez trabalha mais a fim de dar conta de suprir a necessidade da família, e a escola que educa e em contrapartida quem tem conquistado mesmo o brilho nos olhos dos pequenos é a TV, que através de mecanismos tem ganho lugar de destaque,
ensinado a visão midiática de valores consumistas, deseducando as crianças e desapontado famílias que não podem aderir o que a TV oferta mas que também não tem forças para ir contra.
É necessário analisar qual é a influência de tal exposição na subjetividade e formação da criança. Onde vamos parar? É preciso que as famílias tomem as rédeas da situação, afinal quem governa minha casa? A resposta para essa pergunta é a bússola para um novo norte diante desse cenário degradante, a alma da criança deve ser suprida por valores sociais humanos e não se pode confundir o
sentido da vida e da felicidade com consumismo.

HELOÍSA DURAN é estudante de Jornalismo e colaboradora do nosso Blog.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

SUICÍDIO


Por Patrícia Castilho

O suicídio veicula o desejo de uma pessoa em escapar, ou terminar com seu sofrimento. Também, por outro lado, o desejo em comunicar o seu sofrimento aos outros - um pedido, as vezes, de ajuda. Além disso, cada pessoa tem seus próprios motivos muito particulares, profundos e extremamente dolorosos que o levam a ponderar desistir de viver.

A maioria das pessoas que pensam, tentam ou cometeram o suicídio, escolheriam outra forma de solucionar seus problemas e conflitos, se não se encontrassem em "tal angústia" que as incapacitam de avaliarem as suas opções objetivamente.
A sua intenção é para a sua imensurável dor psicológica e não por fim a sua vida. Querem simplesmente "fugir" da dura realidade e tensões que não conseguem lidar, onde não percebem mais solução possível, nem perspectiva de melhora ou mudança no futuro.
Devemos sempre estar atentos aos nossos sentimentos, emoções e sensações. E também observar as pessoas ao nosso redor.


PATRÍCIA CASTILHO é psicóloga e técnica de enfermagem. Também colabora com nosso blog.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

ALZHEIMER


Por Fernando Luiz Teixeira

Números expressivos oferecidos pelo IBGE, no último censo, atestam que a população brasileira está envelhecendo. Sublinham que, ao contrário de décadas anteriores, cada vez mais homens e mulheres têm chegado aos setenta, oitenta anos. As porcentagens mostram-se louváveis. Preocupante mesmo são as condições para atender a esse segmento. Volta e meia, a infraestrutura das metrópoles mais exclui que inclui. O descaso predomina nas ruas. Índices de violência doméstica também saltam aos olhos. E os asilos se tornam espaços privilegiados para que filhos e netos possam, enfim, esquecê-los. Entre os impasses enfrentados, talvez o maior ainda seja a insensibilidade. Há um punhado de piadas que tripudiam os dilemas vivenciados na senectude. A sexualidade quase sempre é abordada a partir de um tom de deboche. Isso sem contar que parte expressiva dos jovens parece menosprezar a capacidade intelectual  do idoso. Por pressa ou pura intolerância, demonstram pouca paciência e atropelam seu tempo para desenvolver certas atividades. Tempo esse que se encontra comprometido em razão das limitações do organismo impostas pela própria idade. 
Os problemas tomam proporções bem mais sérias quando o idoso, pelo fato de não ter conseguido garantir certa estabilidade durante a juventude, se vê à mercê dos familiares. Para se manter, precisa ainda exercer alguma atividade remunerada. O mercado de trabalho, no entanto, ocupa-se em deixar profissionais mais experientes de lado. São praticamente escassas as possibilidades de emprego para aqueles com mais de cinquenta anos.
Lamentáveis são também os casos em que muitos parentes se apropriam da aposentadoria de pais e avós para o benefício próprio. A fim de contornar esse impasse, os atuais processos de interdição revelam-se bastante criteriosos. Ao final de cada ano, devem-se reunir os comprovantes dos gastos do aposentado e encaminhá-los ao advogado para prestação de contas. Tal prática poderá assegurar ao idoso que o dinheiro seja direcionado às suas necessidades básicas, como alimentação, vestuário, higiene e saúde. 
Contudo, o que se vê com certa regularidade é o abandono. Na luta pela sobrevivência, grande parte dos filhos se dedica às carreiras promissoras. E deixam para trás aqueles que mais torceram por eles. Precisam garantir o sustento e a realização profissional. Não há mais tempo para conversa fiada. Vá ver televisão, tiozinho! Meu Deus! O senhor emporcalhou toda a mesa de jantar! Tenho mais o que fazer! Não posso ficar limpando isso toda hora! Ai, não! Gripado de novo! Logo agora!
Sabe-se que o idoso apresenta uma série de problemas que corroboram sua fragilidade biológica. Encontra-se menos protegido contra doenças físicas e psíquicas. Sua visão mostra-se, gradativamente, comprometida. A capacidade de ouvir também. O paladar e o olfato sofrem alterações. O raciocínio apresenta-se mais lento. E a certeza da morte iminente traz quadros depressivos e angustiantes. É o momento de avaliar a própria vida, as escolhas feitas durante a travessia, os momentos em que, muitas vezes, se anulou para satisfazer a vontade alheia. Talvez o maior exemplo acerca das dificuldades de superar todos esses percalços, eu tenha encontrado na minha própria casa. 
Sou professor universitário e cuido, há cinco anos, de minha mãe. Ela chegou aos setenta anos e foi diagnosticada, ainda sem total precisão, com Alzheimer. De lá pra cá, muita coisa mudou na minha casa e, consequentemente, na minha vida. A gente mal fazia ideia de que sua “mania de limpeza”, de que o fato de lavar as mãos cinco, seis, sete vezes, revelar-se-ia mais tarde como o início de um caminho de muito sofrimento.
E a partir daquele momento, eu acompanhei uma transformação nada fácil para qualquer filho. Ela pouco a pouco se anularia, apagaria muita coisa da memória e se transformaria em uma pessoa diferente e distante. O amor permanece, mas permeado de saudade por tudo aquilo que ela havia sido. As mudanças chamam a atenção. Primeiro, o portador de Alzheimer se esquece de palavras que utilizava no cotidiano, como “leite”, “laranja”, “costura”. Os lapsos se tornam constantes. Outras vezes, trocam verbos. Aí é comum ouvi-los dizer que “comiam” um cafezinho ou “bebiam” um gostoso prato de arroz e feijão. E quando tomam consciência de que não conseguem se comunicar direito, sentem-se envergonhados, acuados, e preferem se isolar. Assim, é comum, em festas de família, vê-los correr para um canto ou outro. O silêncio parece menos doloroso. O ato de ter de interagir com o outro se torna um grande peso, um fardo muito difícil de carregar.
A escrita sofre oscilações. A leitura e os cálculos matemáticos também. E pouco a pouco são apagadas informações básicas como o nome do país onde mora, a novela preferida ou a canção que mais agradava.
Mas ainda assim, as características do que foram no passado se mantêm. Por isso é comum vê-los perguntar dos filhos, embora não mais se recordem do nome de nenhum um deles. Recebem os netinhos com um abraço forte e apertado. Fazem questão de presentear um e outro com um mimo qualquer. E vez por outra aquecem a cabeça no nosso colo e nos agradecem por não ter saído naquela noite chuvosa.
Entretanto, nem tudo é um mar de rosas. E nem um poema apaixonado. Com o passar dos anos, a dependência aumenta, a coordenação motora não é mais a mesma. Intensificam-se as dificuldades de trocar de roupa. Requer ajuda no banho. Levantam-se nas madrugadas. Atiram comida na parede. Fingem ter ingerido o remédio e o escondem debaixo da cama. Choram com medo de ir ao médico. E os cuidadores, às vezes, ficam irritados. Mostram-se hostis. Deitam-se magoados. Não com as pessoas cuidadas, mas com a vida e os rumos desconcertantes das tristes histórias que estão testemunhando e que, por mais que não queiram enxergar, sabem como terminam. Dos familiares mais espirituosos que conheço sempre garantiram que logo conseguem se recompor. Voltam, à noite, para cobrir os avós, e se reconfortam com a oportunidade de tê-los ao lado, de poder ajudá-los, de tentar fazer algo de bom – mesmo em meio a tantos tropeços e falta de informação.
E as tentativas para reverter o quadro são muitas. Aqui em casa nos dividimos e nos desdobramos para oferecer uma boa qualidade de vida pra mãe. Caminhadas, conversas diárias, estímulos para enumerar as coisas (ufa! ontem contamos até trinta!)... Vale tudo! 
Decerto muitos leitores se identificaram um pouco com isso. Sabem que, embora persista um discurso virtuoso a respeito da melhor idade, a realidade, na maioria das vezes, revela-se bastante ingrata. A rigor, é importante que o cuidador esteja sempre presente para que o idoso não seja ignorado em lojas, feiras ou consultórios. 
Possivelmente a raiz de todos esses transtornos esteja ainda no preconceito. E o preconceito, via de regra, reflete a ignorância, a concepção de que a velhice é um período infértil e improdutivo. Talvez a resposta mais apropriada para tal questão possa ser encontrada nos estudos do geriatra Luis Eugênio Garcez Leme. Para ele, a melhor forma de combate ao preconceito é o exercício sistemático do RESPEITO. Exercício esse que efetiva por meio da atenção, do trato individualizado, da capacidade de ouvir o outro e, sobretudo, de partilhar suas experiências, seus conselhos, suas histórias. Enfim, suas vidas!  


FERNANDO TEIXEIRA LUIZ é pós-doutorando em Literatura Comparada e Identidades Culturais, Doutor em Letras, Mestre em Educação, Pedagogo e colaborador do nosso blog.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

IDEOLOGIA DE GÊNERO E A FAMÍLIA

A família por ordem de natureza é a primeira célula de organização social, mais antiga que as ciências e o Direito e mais preciosa que a descoberta mais revolucionária. Passou pelas organizações matriarcais, patriarcais, pagã até o advento da Revelação onde o Cristianismo elevou o casamento a sacramento. O homem e a mulher selam a sua união sob as bênçãos do céu, transformando-se numa só entidade física e esperitual e de maneira indissolúvel. O sacramento do casamento não pode ser desfeito pelas partes, somente a morte separa a união entre um homem e uma mulher (por isso indissolúvel), simbolizada pela troca de alianças. 
Esta, portanto, trata-se de uma perspectiva Cristã da família. O “tempo”, por outro lado, foi
sentenciando evoluções para este projeto de Deus. Em 1977entrou em vigor a Lei 6.515 no Brasil, conhecida como a Lei do Divórcio, permitindo a apartação da união entre o homem e a mulher que juraram diante de Deus uma união até a morte. Tornando dissolúvel juridicamente o indissolúvel aos olhos de Deus.
Em 2013, por meio de uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) os cartórios civis Brasileiros foram obrigados a aceitar a celebração de casamentos gays. Posição ante-evangélico-Cristã.
Agora, porém, vivemos mais um ataque aos princípios Cristãos e a vontade de Deus, o “tempo” que outrora se levantou contra família hoje se levanta contra a própria natureza humana. Não é preciso ser um gênio para saber que o sistema XY de determinação de sexo é biológico, e, portanto divino.
A Ideologia de gênero, na verdade é uma ausência de gênero, onde o sexo feminino e masculino se torna uma das construções culturais e sociais do individual; em poucos miúdos o ‘cabra’ decide se é homem ou mulher.
Diante o exposto, cabe lembrar que o grande idealizador do gênero homem e mulher foi o Criador, o Grande e Verdadeiro Arquiteto do mundo, o Senhor dos Exércitos, o Autor da Vida, o Senhor da paz, o Deus absoluto, o Senhor das montanhas, a Luz da Luz, o Deus de Israel, e nada que se inicia nas mãos deste Todo Poderoso pode acabar nas mãos de uma pobre criatura.
A Lei Natural é a vontade divina já se manifestada na revelação; o Santo Padre Papa Francisco se manifestou dizendo que a Ideologia de Gênero é um “erro na mente humana” além de “Contrária aos planos de Deus”. O Bispo de Córdoba (Espanha) Dom Demétrio Fernández adverte que “a ideologia de gênero destroça a família, rompe todo o laço do homem com Deus através da sua própria natureza”. O Papa Emérito Bento XVI se pronunciou em 2012.
"De acordo com a narração bíblica da criação, pertence à essência da criatura humana ter sido criada por Deus como homem ou como mulher. Deixou de ser válido aquilo que se lê  na narração da criação: 'Ele os criou homem e mulher' (Gn 1,27). Se, porém, não há a dualidade de homem e mulher como um dado da criação, então deixa de existir também a família como realidade pré-estabelecida pela criação".
A lei natural deve  ser a diretriz dos pensamentos de um cristão, sendo mais efetiva que a Lei dos homens e mais bem guardada que as vontades humanas. Não é preciso ser um grande cristão para entender que a ideologia de gênero destroça a família e distancia o amor, fazendo-nos perder contato com nossa primeira sociedade, destruindo a sensibilidade, condenados a uma solidão de morte.
 

CAUÊ VIÚDES é aspirante ao sacerdócio. É crstão Católico Apostólico Romano e colabora com nosso blog.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

CONFISSÕES DE UM FILÓSOFO



- sobre a dor -

Nas grandes ausências do cotidiano ela se apresenta. Não escolhe os dias nublados, nem as manhãs de ressurreição. Sua presença é tão constante na experiência do viver como a brisa serena em uma doce tarde de verão. Não espera elogios, nem mesmo agradecimentos.
 Arthur Schopenhauer assim escreveu sobre ela: "Quem deseja. Quem vive deseja. A vida é dor". Até mesmo Sêneca se aventurou por suas veredas: "Uma dor nova nasce da própria dor”.
Nenhum pensador poderia apagar de minha alma a sua presença desagradável. Queria esquecer-me dela assim como a noite se esquece das trevas dando lugar à luz de um novo dia. Mas ela insistia em querer permanecer ali. Fizera sua morada em terras alheias. Tomara posse de um terreno que não lhe pertencia. Protestei, reinvidiquei meus direitos de proprietário. Lutei pela desocupação de terras. Tudo foi em vão. Só iria embora quando desejasse. Para mim não me restava outra alternativa, a não ser aprender a conviver com ela.
Foi sofrido nossa permanência num mesmo território chamado coração. Pedi muitas vezes que fosse embora. Chorei e implorei para que partisse. Sem nenhuma compaixão pelas minhas suplicas continuava ali. No mesmo lugar. Parecia feliz com o meu padecimento.
Aos poucos ia me definhando. Semelhante às folhas que precisam cair dos galhos de uma árvore para dar lugar a novas existências. Sentia que o inverno que havia chegado seria um dos mais rigorosos dos últimos tempos. Ansiava pela primavera de esperanças.
Éramos guerreiros lutando cada um por sua verdade. Ela de um lado, quieta e resistente; eu do outro, armado e atacando. Lados opostos, estratégias desiguais. Mar agitado e lua cheia, serena e bela.
Dentro de mim buscava razões para vencer uma guerra que não parecia ter fim. Foi buscando as armas da razão que poderia vencê-la que encontrei-me com C. S. Lewis. Ele me disse: "Deus sussurra e fala à consciência através do prazer, mas grita-lhe por meio da dor: a dor é o seu megafone para despertar um mundo adormecido".
A minha razão sempre fora o meu deus. E agora me vinha este tal C.S. Lewis falar-me que Deus gritava a minha consciência através da dor? Que loucura. Quando minha rival soube disso deu um leve sorriso. Este gesto inusitado de sua parte causou-me uma revolta ainda maior.
Mas cada vez que eu ia armado para um novo combate eu via o seu sorriso sereno. E cada vez ele me parecia mais doce. Tão doce como as maças vermelhas e suculentas que havia provado em minha infância.
E foi assim, olhando para o seu sorriso de possibilidades que foi se despertando dentro de minha alma um novo mundo. O deserto que nos separava começou a florescer aos poucos. O orvalho das manhãs frias ia aos poucos dando vida ao que já estava sepultado pelas longas lutas de uma guerra de incompreensões.
E foi assim que em uma manhã de sol, o frio daquela triste estação arrumou as malas e foi embora, dando lugar a primavera que estava chegando. Ela deu-me um abraço. E assim partiu. A primavera de uma nova existência chegou. O que a estação fria do inverno havia sepultado, a primavera da compreensão ressuscitou. Naquele novo jardim de possibilidades coloquei uma linda placa onde ainda hoje se pode ler: "Ninguém pode livrar os homens da dor, mas será bendito aquele que fizer renascer neles a coragem para a suportar" (Selma Lagerlof).

Flávio Sobreiro
Filósofo pela PUCCAMP, Teólogo pela FACAPA, Escritor, Poeta e colaborador do BLOG SOCIOLOGIA NO MUNDO.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

EU MALHO SIM, E DAÍ? - VIGOREXIA

Por Adelmo dos Santos e Karem Ceille de Oliveira – 
Estudantes de Jornalismo

O termo vigorexia ou Síndrome de Adônis foi o nome pelo qual o psiquiatra americano Harrison G. Pope, nomeou um transtorno emocional muito comum nos dias atuais. 



O psiquiatra prudentino, Antonio César Pironi Scombatti, diz que este é mais um dos Transtornos Dismórficos Corporais (como é conhecido). 



Segundo ele, essa é uma manifestação clínica que está “relacionada a valores culturais, que estão presentes na sociedade moderna visando à perfeição física a qualquer custo”. 



A principal característica dos vigoréxicos é a excessiva preocupação em adquirir massa muscular, tornando-se dependentes dos exercícios físicos. 



A vítima do transtorno adquire uma visão distorcida da própria imagem, acreditando estar sempre fraco, distante do ideal que anseia. “Geralmente apresentam quadro de depressão, fobias sociais, ansiedade, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), uso abusivo de álcool e droga, entre outros comprometimentos”, diz Scombatti. 



Em casos extremos, o paciente insatisfeito com o próprio corpo, abandona suas atividades sociais para se exercitar, entrando num processo delirante de conflito de identidade física e emocional. 



Scombatti ressalta que com o avanço da medicina pode-se obter um tratamento eficaz por equipes multidisciplinares, envolvendo médicos clínicos, endocrinologistas, nutricionistas e psicoterapeutas. 



Acompanhado do tratamento medicamentoso, a psicoterapia é um importante instrumento para que o paciente resgate sua auto-estima dos grilhões da cobrança social de que se sente ameaçado, afirma o psiquiatra. 



O Personal Training, Rubens de Oliveira Junior (foto ao lado), 47, diz que parte dos freqüentadores de academia necessita de uma orientação psicológica, pois tende a exagerar na prática de exercícios na intenção de ganhar massa muscular. 



A Síndrome de Adônis não é um transtorno que acomete somente aos homens, “as mulheres lotam dia mais as academias para deixar o corpo sarado”, esclarece Junior. 



Os Transtornos Dismórficos Corporais (associados à Anorexia e Bulimia), ou Musculares (Vigorexia), se não tratados podem causar problemas sérios podendo levar à morte. “O ideal desejável e sadio não é o padrão imposto pelas revistas de beleza e pelos modelos publicitários. Tem que estar satisfeito consigo mesmo e aceitar-se como é”, finaliza Scombatti.


PROBLEMAS CLÍNICOS 

Os constantes vômitos induzidos podem levar a um desequilíbrio nos eletrólitos do sangue afetando o coração que necessita de um nível adequado deles para ter seu sistema de condução elétrica funcionando. 
Também as sucessivas passagens do suco gástrico, que é muito ácido, pelo esôfago podem feri-lo causando sangramentos. 
Vários casos extremos em que houve a ruptura do estômago pelo excesso de quantidade ingerida já foram relatados. 
O contínuo uso de laxantes pode causar problemas ao intestino grosso, como constipação crônica, hemorróidas, mal-estar abdominal e fortes dores.
A estudante de Direito, Janaína dos Santos Miranda Hain (foto), 30, foi vítima de bulimia e anorexia chegando a pesar 30 kg. 
Ela relata que chegou a ficar hospitalizada por vinte e cinco dias. “Fui internada com desidratação e outras doenças ligadas à bulimia e à anorexia. Eu me olhava no espelho e me achava gorda”, diz. 
A estudante de Direito falou da importância de procurar ajuda de um profissional que, segundo ela, se trata de um profissional com competência técnica para a abordagem desse problema.
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Saiba a diferença

BULIMIA E ANOREXIA

A bulimia é um transtorno alimentar em que o indivíduo ingere uma grande quantidade de alimento como se estivesse com muita fome e depois com o objetivo de não ganhar peso, induz o vômito. 
Embora a vítima não consiga conter seu impulso por comer, não quer engordar, lançando mão de várias técnicas e medicamentos para vomitar ou evacuar. 
Admiti-se que há um segundo tipo de vitimas da bulimia: os que comem excessivamente e não induzem o vômito ou a evacuação tornando-se obesas. Este segundo tipo, se reconhecido pela comunidade psiquiátrica mundial como uma patologia a parte, pode vir a constituir um novo transtorno alimentar: o binge. 
O termo anorexia deriva do grego (an - deficiência, ausência de, e orexis – apetite), significando a ausência total de apetite ou aversão à comida, enjôo do estômago. Tanto os sintomas da bulimia quanto os da anorexia são mais freqüente na adolescência e entre os indivíduos do sexo feminino, numa estimativa de 20 mulheres por um homem na mesma condição.
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terça-feira, 6 de abril de 2010

FAMÍLIA - PARTE II


O prof. Fernando Batistuzo, colega de trabalho e também colaborador deste blog, sugeriu à discussão realizada a cerca da nova composição familiar contemporânea, um artigo (publicado em seu blog Professor! Uma dúvida) que traz importantes contribuições às reflexões que estamos fazendo até então. Trata-se de um artigo publicado pelo Prof. Jefferson Negri, intitulado Família em metamorfose, que traz resultados de pesquisas e dados estatísticos na tentativa de tentar desenhar o quadro da família contemporânea. A todos a quem possa interessar o aprofundamento na temática, recomendo a leitura e respectiva visita ao blog do colega. 
BOA LEITURA!!! 

domingo, 28 de março de 2010

QUEM É A FAMÍLIA DE HOJE?

Acho incrível como acontece a dinâmica social, como a sociedade vai se moldando, se fazendo e se desfazendo, se renovando! Dias atrás um aluno me procurou com a intenção de que eu o orientasse em sua monografia que, inicialmente, abordará a influência das telenovelas "globais" na construção de novos conceitos de família.
Achei bacana a abordagem! Parei para pensar a concepção de família de hoje e a de anos atrás... como mudou... desde as primeiras sociedades (primitivas), organizadas matriarcalmente (porque as mulheres tinham filhos de vários maridos a ponto de não ser possível identificar a paternidade), a tradicional (que chamo de "família porta-retrato" - pai, mãe e filhos), até as famílias dos dias de hoje.
Mas espere um pouco: Quem é a família de hoje? Quais são os elementos que a compõe?
Não precisa fazer nenhum estudo sociológico para percebermos a transição da "família porta-retrato" para uma família nuclear de estruturação diferenciada. 
Estamos falando, não de um, mas de vários modelos de composição familiar, como é o caso das famílias onde os pais são separados, ou a mãe decidiu fazer uma "produção independente" (não gosto deste termo), o pai cria os filhos sozinho, família com dois pais e filhos (ou duas mães), filhos criados pela avó, a família single (composta de pessoas que moram só) entre outros tantos...
O que aconteceu? É uma crise no sistema familiar tradicional? É o resultado de mudanças maléficas da sociedade?
Humm... não sei!
Na verdade não parei para tentar responder tais questionamentos, entretanto, uma coisa é fato: a estrutura familiar, assim como a própria sociedade, é dinâmica, se adapta às realidades diferentes impostas pelo sistema de organização social. 
A emancipação feminina, por exemplo, permitiu que a mulher saísse de casa para trabalhar, para tornar mais independente. Ora, a  mãe que em nossa sociedade representa a base da família. Também as condições financeiras mudaram: antes o salário do marido supria todas as necessidades da casa.
O resultado dessas transformações todas? Os filhos estão indo muito cedo para escolas, creches. Alguns pais não se dão conta de que renegam a educação informal para outros (pois sentem culpa em corrigir os filhos, uma vez que já ficam longe deles muito tempo...). 
O que fazer então? Aspirar os tempos de outrora? Não... a sociedade mudou, os problemas mudaram também.
O que nos resta então? Analisar, estudar, observar e tentar se adaptar à essas novas transformações sem renegar à outras pessoas aquilo que é responsabilidade nossa!
Clique aqui e leia uma reportagem sobre a inversão de papéis tradicionais na sociedade.

PARA APROFUNDAR - Friedrich Engels escreveu uma obra (um clássico) a respeito desse assunto. Trata-se do livro A ORIGEM DA FAMÍLIA, DA PROPRIEDADE PRIVADA E DO ESTADO. Logo nos primeiros capítulos, o autor traça um retrato da família desde o seu surgimento. Clique no link e leia a obra.

QUE ABUSO!!!

Estava eu  "passeando" pela internet, quando uma manchete de reportagem me chamou a atenção: "Igreja de dois pesos, duas medidas".  Tratava-se de uma matéria a respeito da postura da Igreja Católica frente  ao problema da PEDOFILiA.
O texto, publicado no Jornal de Notícias (Portugal),  escrito por Helena Norte, possui grande teor crítico e remetente explícito: ao Papa Bento XVI e à Justiça "dos homens".  Não que a repórter foi rígida no tratar o assunto, é que falar sobre esse tema requer mesmo o tom de revolta.
Dentre os principais parágrafos-críticos da matéria, destaca-se a seguir:

"A história da Igreja Católica é pródiga em polêmicas, crises e escândalos. Muitos crimes hediondos se acobertaram sob o manto denso de uma moralidade de duplo padrão, num passado não tão longínquo. Os casos agora divulgados constituem, assim, exemplos paradoxais de uma instituição que se mostra tão propensa a castigar os desvios de padrão moral que advoga publicamente como a encobrir, demasiadas vezes, as transgressões secretas dos seus".

O próprio Papa, segundo a autora, apesar do pedido de perdão, inédito, não apaga uma de suas posturas, enquanto arcebispo de Munique e Freising, que autorizou a transferência de um padre abusador.

"Se impressiona saber que membros eclesiásticos molestam crianças, e a política de ocultação seguida pelo Vaticano, para muitos, é igualmente chocante e censurável. Porque significa dissimular e proteger quem atenta contra aqueles que devia proteger".

"A Igreja Católica sobreviveu a dois milénios de muitos escândalos e controvérsias, mas nunca, como agora, esteve sob um escrutínio tão global e mediatizado como agora. Foi obrigada a admitir que, entre 2001 e 2010, a justiça do Vaticano tratou de três mil acusações de abusos sexuais contra padres, e tornou-se pública a cultura de encobrimento destas situações prosseguida durante décadas".

"Para Anselmo Borges, padre e professor de Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade Coimbra, é 'intolerável' que a gestão do Vaticano desta crise tenha remetido para segundo plano as vítimas, tanto mais que são crianças que devia proteger e cuidar. Na Igreja, segue-se muito esta política do silêncio. Parece que o mais importante, por vezes, é que se não saiba. Pretende-se salvaguardar a todo o custo o bom nome da instituição. É mesmo possível que nalguns casos, com boa intenção, se tivesse querido ajudar os abusadores. Mas esqueceu-se o que é decisivo: as vítimas, sublinha o teólogo".

"A Igreja, que se apresentou no domínio sexual sempre tão moralista, tem agora de penitenciar-se e repensar muita coisa, como a admissão dos candidatos a padres, defende Anselmo Borges, para quem é inevitável que, mais cedo ou mais tarde, a Igreja Católica aceite 'ordenar homens e mulheres casados'. Mais uma vez, cita Cristo para opinar que 'a Igreja não pode impor como lei aquilo que Jesus entregou à liberdade', alertando que, "enquanto se mantiver a lei do celibato, a Igreja estará sob o fogo da suspeita"

Clique aqui e confira a matéria na íntegra e dê sua opinião. Será que estamos diante de um problema de ordem social ou se trata de uma questão de desvio psicológico? É justo punir os abusadores do passado (30, 40 anos atrás),  tempo em que a pedofilia não era considerada crime? Fica a provocação e a indignação...

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