Pesquisa no Blog
Mostrando postagens com marcador LUTA DE CLASSES. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador LUTA DE CLASSES. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 12 de abril de 2016
BRASIL - ONDE A CORRUPÇÃO FAZ A DEMOCRACIA
A Comissão aprovou o relatório favorável ao impeachment por 38 votos a 27. Detalhe: dos 38, 35 são políticos indiciados por corrupção.
Bora pensar...
terça-feira, 8 de setembro de 2015
O MUNDO GRITA POR LIBERDADE DE ESCOLHAS
Por Helena Cararo
Há
um grito ecoando em nossos ouvidos. Um grito de dor, de desespero, de angústia.
Nossos irmãos estão morrendo sem ter ao menos uma chance de lutar. E por quê?
Por preconceito, por prepotência, por hipocrisia. Aylan Kurdi de três anos
nasceu ouvindo o som próprio da guerra e morreu tentando fugir para um futuro
melhor. Amanheceu na praia, semelhante à um anjo dormindo, mas sem vida como
uma árvore que teve suas raízes arrancadas da terra.

Esse
menino sírio representa toda a humanidade que sofre a dor de um mundo que
julga, que castiga e impõe regras. Homens, mulheres e crianças morrem de frio,
de fome ou queimadas em baixo de pontes em grandes centros urbanos. Moram nas
ruas não porque querem, mas porque não encontraram uma porta aberta diante da
sociedade. Homossexuais são espancados simplesmente por assumiram o que são e
porque os hipócritas do mundo dizem que é errado. Os cristãos estão sendo
perseguidos por louvar o ao Deus que eles acreditam e escolheram para seguir,
mas os juízes da humanidade impõem um deus e querem que todos se ajoelhem
diante dele.
Os
demônios soltos na terra colocam regras e crucificam aqueles que se afastam
delas. Ser gordo é errado, todo gordo é feio. Afirmam que o bonito é ser magro
e tantas mulheres buscam ao extremo esse padrão de beleza a ponto de ficar
anoréxicas. Os mesmos padrões de beleza dizem que ter cabelo liso é mais belo,
então vamos para a progressiva. Vamos ser loira e de olhos azuis, tudo
resolvido com tinturas e lentes de contatos. E onde fica a autenticidade de
cada ser humano, seus gostos e o livre arbítrio?

Certa
vez me deparei com duas crianças negras brigando entre si, brigavam para ver
quem tinha a pele mais clara. Acreditavam que o outro era negro e ele não.
Por que isso? Quem disse àquelas crianças que ser negro é feio? Onde está a
beleza do mundo, a simplicidade da vida, o amor ao próximo? São perguntas que o
mundo esqueceu-se de questionar e que o silêncio de um corpo na praia trouxe de
volta aos gritos.
terça-feira, 18 de agosto de 2015
POR QUEM AS PANELAS BATEM...
Por Antonio Prata
Temos toda a razão de bater panelas quando a presidente aparece na TV dizendo que a culpa por nossa pindaíba é da crise internacional. Mas por que não batemos panelas quando Eduardo Cunha, o líder dos "black blocs" brasileiros, vândalo que faz política com pedras, bombas e coquetéis molotov, vai em rede nacional dizer que trabalha "para o povo", "sempre atento à governabilidade do país"?
Temos toda a razão de bater panelas contra a corrupção da Petrobras. Mas por que não batemos panelas contra o mensalão mineiro ou o cartel do metrô paulistano? Por que não batemos panelas contra a compra de votos para a reeleição do FHC? Por acaso pagar apoio na Câmara é mais grave do que pagar emenda na Constituição?
Temos toda a razão de bater panelas contra o retrocesso econômico de 2015. Mas como podemos não bater panelas contra o anel de pobreza que desde sempre engloba as metrópoles brasileiras, essa Faixa de Gaza de tijolo aparente, essa Cabul de laje batida onde se amontoa boa parte da população?
Temos toda a razão de bater panelas quando o governo se cala diante dos descalabros venezuelanos e da ditadura cubana. Mas por que não batemos panelas diante do fato de nosso principal parceiro comercial ser a China, maior ditadura do planeta? O tofu que alimenta aquela tirania é feito com a nossa soja e os fazendeiros, ruralistas e empresários que acusam a "venezualização" do Brasil são os mesmos que lucram com o dinheiro comunista. Ninguém bate woks por causa disso?
Temos toda a razão de bater panelas contra o estelionato eleitoral do PT. Mas por que não batemos panelas contra o estelionato eleitoral do PSDB, que elege repetidamente um governador tipo "gerente", prometendo "e-fi-ci-ên-ci-a" em cada sílaba, mas coloca São Paulo à beira do co-lap-so-hí-dri-co"? Um cristão cuja polícia, não raro, participa de grupos de extermínio, na periferia. Esta semana, foram 18 chacinados em Osasco e Barueri. Imagina se fosse no Iguatemi? E o estelionato das UPPs, no Rio, que prometem paz, mas torturam um cidadão até a morte e somem com o corpo?
"Não, não, isso não! Me mata, mas não faz isso comigo!", gritava o Amarildo, segundo um policial que testemunhou a barbárie, dentro de um contêiner. Como pode a nossa maior preocupação em relação ao Rio, hoje, ser com a qualidade das águas para as Olimpíadas de 2016? Cadê o Amarildo? Cadê as panelas?
Temos toda a razão de sair pra rua, neste domingo, para protestar contra a incompetência, a corrupção e a burrice do governo. Mas por que não sair pra rua para protestar contra a incompetência, a corrupção e a burrice do país como um todo? Um país que mata seus jovens, sonega impostos, polui, compra carteira de motorista, licença ambiental, alvará, dirige pelo acostamento, estupra, espanca e esfaqueia mulher (mas retira a discussão de gênero do currículo escolar), um país onde os negros correspondem a 15% dos alunos universitários e a 67% da população carcerária.
Este ódio cego, esta parcialidade hipócrita, este bombardeio cirúrgico que pretende eliminar o PT –e só o PT– para "libertar o Brasil", empoderando Renan Calheiros e Eduardo Cunha, não é o desabrochar da consciência cívica, é mais um fruto da nossa incompetência, mais uma vitória da corrupção; palmas para a nossa burrice.
ANTONIO PRATA - é escritor. Publicou livros de contos e crônicas, entre eles "Meio intelectual, meio esquerda". É colunista (escreve aos domingos) na Folha de S. Paulo.
sexta-feira, 10 de julho de 2015
AFINAL, O PAPA ACEITOU OU NÃO O PRESENTE DE EVO MORALES?
Por Julio César Gonçalves
Desde pequeno ouvi dizer que a palavra tem poder. Desde então, cresci acreditando que a palavra possui uma força superior transcendental, benigna ou maligna, mas, não somente; também há outro tipo de força (do qual trata este post). Me recordo que as mulheres da minha casa (avós, tias e tia-avós) não gostavam que nós falássemos da possibilidade de nossa própria morte, ou de acidentes (às vezes mandava a gente bater na boca 3 vezes antes de falar). Também, até hoje minha avó evita pronunciar a palavra "C.Â.N.C.E.R", por medo da própria doença. Ela diz: "aquela doença ruim", evitando atrair a maldição da palavra.
Mas a reflexão que venho propor hoje, não trata desse poder sobrenatural da palavra, mas antes, de outro tipo de poder: o poder ideológico que ela carrega consigo.
Nenhuma palavra é neutra ou destituída de significados, justamente porque uma palavra sem sentido não tem serventia. A palavra está a serviço da comunicação humana. Por esse motivo, sempre que uma palavra é escrita, ou dita, ela traz consigo uma ideia ou um conjunto de ideias (ideologia) que muitas vezes não está explícita, mas discreta, escondida na própria palavra. Outras vezes, a carga de significados que a palavra porta consigo é tão forte que nem cabe nela própria...
O fato é que, num caso ou noutro, a palavra por si só de nada valeria se não existisse aqueles que a dizem ou a escrevem (conferindo-a um sentido), e àqueles que vão resignificá-la ao ler o que foi escrito ou escutar o que foi dito.
Mas a reflexão que venho propor hoje, não trata desse poder sobrenatural da palavra, mas antes, de outro tipo de poder: o poder ideológico que ela carrega consigo.Nenhuma palavra é neutra ou destituída de significados, justamente porque uma palavra sem sentido não tem serventia. A palavra está a serviço da comunicação humana. Por esse motivo, sempre que uma palavra é escrita, ou dita, ela traz consigo uma ideia ou um conjunto de ideias (ideologia) que muitas vezes não está explícita, mas discreta, escondida na própria palavra. Outras vezes, a carga de significados que a palavra porta consigo é tão forte que nem cabe nela própria...
O fato é que, num caso ou noutro, a palavra por si só de nada valeria se não existisse aqueles que a dizem ou a escrevem (conferindo-a um sentido), e àqueles que vão resignificá-la ao ler o que foi escrito ou escutar o que foi dito.
O ressignificar também não pode ser neutro ou destituído de intenção, posto que vem de alguém, de uma cultura, de um padrão linguístico e emocional. E é exatamente por isso que a linguagem carrega suas ambiguidades na comunicação.
O que dizer então, das palavras que não são ditas nem escritas? Das palavras sob a forma de expressões corporais?
O que dizer então, das palavras que não são ditas nem escritas? Das palavras sob a forma de expressões corporais?
Hoje, fiquei incomodado com os vários posts que li sobre a notícia do polêmico presente de Evo Morales ao Papa. Vi postagens bastantes divergentes e comentários prá lá de extremistas e fundamentalistas, e outras babaquices acerca da postura do Papa...
Assisti ao vídeo do momento em que Sua Santidade recebe os presentes das mãos de Evo Morales... Bem, penso que não podemos apenas julgar os fatos pelo que se vê, afinal, nem sempre aquilo que se vemos, de fato é, realmente. Em nenhuma das postagens e comentários que li, levou em consideração o lugar de onde está o Papa e o que ele estava fazendo naquele momento. Ora, se faz necessário entendermos o contexto em que as palavras foram ditas (ou não ditas - no caso de expressões fisionômicas), entendermos o porquê dos gestos e ações, para só então tirarmos algumas conclusões. Na ocasião, Morales presenteou o Papa com uma imagem de Cristo crucificado sobre uma foice e um martelo (símbolo do comunismo); entretanto, este símbolo seria uma reprodução do objeto criado pelo padre jesuíta espanhol Espinal, morto em 1980 por paramilitares contrários às suas lutas sociais, por quem o Papa rezou até pouco antes do polêmico encontro.
É evidente que Evo Morales lhe entregou presentes comunistas, uma vez que acredita e vive esta ideologia. Mas daí a colocar o Papa como adepto dessa corrente de pensamento com base na atitude de aceitar um presente-símbolo do comunismo, acho um pouco exagerado...
A primeira pergunta que me vem à mente (e encerro essa reflexão com possíveis respostas a ela) é: Francisco aceitou mesmo o crucifixo comunista? Penso que pouco provável... Pouco provável por três motivos: primeiro porque o comunismo foi responsável por uma das maiores perseguições contra o catolicismo na década de 1920; segundo pelas expressões faciais e corporais do Papa (demonstrou, ao menos um desconforto com aquela situação); e, pouco provável também, pelas parcas palavras que saíram de sua boca, num áudio em que quase nada dá para entender: “No está bien eso” ("Isto não está bem"). "A comparação possível é tentar unir a cruz de Davi com uma suástica nazista e presenteá-la a um rabino" (Igor Gielow - Diretor da Sucursal da Folha de S. Paulo em Brasília).
Gosto de acreditar que naquele momento ele estava recebendo das mãos de Morales, palavras esculpidas em madeira, de um padre torturado e morto por lutar por um ideal de justiça...
Gosto de acreditar que naquele momento ele estava recebendo das mãos de Morales, palavras esculpidas em madeira, de um padre torturado e morto por lutar por um ideal de justiça...
sábado, 21 de março de 2015
CÉREBRO ELETRÔNICO
Por Henrique Mendes
Prometi que não iria me manifestar a respeito dos protestos realizados em todo o país, mas percebo que muitos ainda não se conscientizaram sobre o que realmente está acontecendo. Durante o domingo pudemos ver em todos os pontos da manifestação, inúmeros cartazes e gritos de: “Fora Dilma e leve o PT junto”, “Intervenção Militar Já” entre outras frases que acabaram se tornando modinha nesses últimos dias. O que me incomoda não é a revolta da população. Desde que seja apresentado algo realmente produtivo para o país, eu apoio de forma incondicional, até porque esse é o papel da democracia. O que me preocupa nesse momento é a memória curta que a massa tem. E sim, ela tem.
Não podemos deixar esse calor das manifestações ser apenas mais um “movimento contra o aumento das passagens”, onde houve uma grande mobilização dos cidadãos para que não houvesse o aumento da tarifa de ônibus e meses depois o reajuste fosse realizado. E a população? Onde estava aquela multidão que foram as ruas com cartazes, faixas e gritos de: “O gigante acordou”? O cidadão se omitiu, talvez por impotência ou conformismo. Infelizmente, a massa é movida à política do “pão e circo”. Basta uma festa dentro da “casa mais vigiada do país”, um vestido colorido ou até mesmo um beijo em rede nacional que o foco da massa é desviado e aquele calor dos protestos cai no esquecimento.
Pare e reflita por um instante: quantas pessoas você ouviu falando sobre a protesto durante essa semana? Agora pense em quantas vezes você ouviu alguém comentar sobre a morte do fulano de tal na novela ou o primeiro capítulo da outra? Com certeza o segundo número é muito superior ao primeiro. Entendo e acho necessário que a população tenha sim algo para distração, mas não podemos deixar esse entretenimento falar mais alto do que a vontade de fazermos um país melhor. Creio que já passou da hora do gigante realmente acordar e propor pautas relevantes para uma mudança do cenário nacional, do contrário estaremos sendo coniventes com o governo que tanto criticamos.
HENRIQUE MENDES é estudante do último ano de Jornalismo e é colaborador do nosso Blog.
Não podemos deixar esse calor das manifestações ser apenas mais um “movimento contra o aumento das passagens”, onde houve uma grande mobilização dos cidadãos para que não houvesse o aumento da tarifa de ônibus e meses depois o reajuste fosse realizado. E a população? Onde estava aquela multidão que foram as ruas com cartazes, faixas e gritos de: “O gigante acordou”? O cidadão se omitiu, talvez por impotência ou conformismo. Infelizmente, a massa é movida à política do “pão e circo”. Basta uma festa dentro da “casa mais vigiada do país”, um vestido colorido ou até mesmo um beijo em rede nacional que o foco da massa é desviado e aquele calor dos protestos cai no esquecimento. Pare e reflita por um instante: quantas pessoas você ouviu falando sobre a protesto durante essa semana? Agora pense em quantas vezes você ouviu alguém comentar sobre a morte do fulano de tal na novela ou o primeiro capítulo da outra? Com certeza o segundo número é muito superior ao primeiro. Entendo e acho necessário que a população tenha sim algo para distração, mas não podemos deixar esse entretenimento falar mais alto do que a vontade de fazermos um país melhor. Creio que já passou da hora do gigante realmente acordar e propor pautas relevantes para uma mudança do cenário nacional, do contrário estaremos sendo coniventes com o governo que tanto criticamos.
HENRIQUE MENDES é estudante do último ano de Jornalismo e é colaborador do nosso Blog.
sexta-feira, 13 de junho de 2014
VEM PRA RUA PORQUE A RUA É MAIS BARATO QUE A ARQUIBANCADA DO BRSAIL
Já faz um tempo que eu venho querendo fazer uma postagem sobre a idologia do discurso da "rua", muito divulgado para a Copa do Mundo de 2014 aqui no Brasil. No ano passado postei um texto (A maior arquibancada?) sobre essa ideia, mas a tônica mais forte eram as manifestações nas ruas e, sobretudo a propaganda produzida pela FIAT convidando o povo para vir para a rua, "pois a rua é a maior arquibancada do Brasil". A propaganda, no entanto saiu do ar após as primeiras manifestações - talvez por instigar(?) o povo a ir para as ruas protestar (como se nós não tivéssemos motivos outros para tal).
O fato é que a Fiat voltou com uma nova campanha chamando o povo para a rua. Desta vez, com moderação. "Vem pra festa, vem, que a alegria continua. Nossa festa é na rua", diz o mote da campanha. A ideia de que estamos sendo convidados para uma festa é muito mais explícita do que na música interpretada pelo Rappa, no ano passado.
![]() |
Fonte: Uol Copa
|
Bem, essa conversa renderá ainda outros posts, hoje quero falar sobre os preços dos ingressos para assistir aos jogos aqui no Brasil, aqui em "nossa casa". Será que nosso povo brasileiro tem condições de assistir algum jogo da Copa Mundial de 2014 nos estádios? No infográfico ao lado, temos condições de perceber como está dividido os estádios em categorias por ingressos que vão da categoria 1 (lugares nobres e, portanto, mais caros) até a categoria 4 (atrás das traves, no elevado afastado e, portanto, mais baratos). Adivinha para quem ficou reservado a categoria 4? "Exclusivamente para pessoas que moram no Brasil". E o preço? Bom...

Para o trabalhador assalariado, que todo mês recebe o seu mínimo (R$724,00), talvez reste apenas ir pra rua, a maior arquibancada do Brasil...
domingo, 25 de maio de 2014
terça-feira, 29 de abril de 2014
$omo$ todo$ macaco$
Ultimamente tem bombado nas redes sociais fotos, posts e comentários a respeito da cena preconceituosa (racismo), contra o jogador de futebol Daniel Alves (que comeu uma banana atirada contra ele no jogo do Campeonato Espanhol).
O apresentador Luciano Huck foi uma das primeiras celebridades a embarcar na campanha #somostodosmacacos, criada por Neymar (?). Bonita seria a postura dele se permanecesse com este ideal de conscientizar fazendo uso de sua imagem, mas...

...Luciano Huck lançou, pela sua grife (a UseHuck), uma camiseta com a hashtag e uma banana estampadas ao preço de R$ 69,00 - não sem ser criticado.
Oportunismo? Tudo é passível de ser transformado em lucro, nesse sistema de louco. Se não cuidarmos, até os valores que consideramos éticos vão ser taxados e vendidos!
sexta-feira, 28 de março de 2014
MARCHA DAS FAMÍLIAS QUE NÃO TEM NADA DE DEUS
Por Rafael Pereira de Macedo
Neste fim de semana 22 de março de 2014
(ano de Copa do Mundo e eleições em algumas cidades de nosso país), houve a
chamada “Marcha pela família com Deus” já ouviu falar não é? Essa marcha em 1964
ajudou a culminar em um dos períodos mais nefastos da história dessa nação: a
ditadura militar.
Mas primeiramente uma das coisas que
mais me incomoda é o nome Deus estar fazendo parte dessa frase que dá nome ao
evento, porque as pessoas usam tanto o nome dele para cometer atrocidades,
matar, roubar, disseminar preconceitos e apoiar algo tão estúpido quanto uma
ditadura? Por quê?
Assim como em 1964, esses manifestantes
pediam a derrubada do presidente em exercício democraticamente eleito, por meio
da intervenção militar para conter o avanço do comunismo que este ano planeja “golpear”.
Portanto, vamos analisar os fatos: a presidente atual foi democraticamente
eleita (apesar de toda a desconfiança que as urnas brasileiras vêm sofrendo
após várias denúncias de falhas e corrupção da fabricante), mas eles acreditam
que hoje vivemos uma “ditadura petista”.
Veja bem: você que está lendo esse texto
com certeza já ouviu alguém chamar a Dilma daquele palavrão bem feio? Você viu
aquelas multidões que em junho do ano passado saíram às ruas para reclamar da
saúde pública, da educação, do transporte coletivo, da corrupção, dos gastos exorbitantes com a Copa
do Mundo e as demais mazelas do nosso país? Agora eu te pergunto: numa ditadura
nós faríamos isso? Claro que para os nossos governantes e a mídia
corporativista estava tudo na mais perfeita ordem... até somos capazes de
realizar uma Copa do Mundo. Eu sai às ruas e pratiquei minha desobediência
civil e estou inteiro (até agora), em um sistema de ditadura militar, a que
eles glorificam, seria o contrário: quem reclamasse era morto, sequestrado,
torturado ou desaparecido e não tinha como contar com a mídia pois a mesma era
manipulada e censurada.
Quanto ao avanço do Comunismo e um
suposto golpe, essa paranoia é marca
registrada da direita em 1964. O Comunismo estava avançando não somente no
Brasil mais em toda a América Latina e, naquele tempo, com uma forcinha dos
norte-americanos, as mídias corporativistas e muito sangue de opositores derramado
golpes militares, foram instalados em várias nações latinas. Atualmente a
sociedade se tornou complexa demais, a população aumentou e os problemas também,
ficou muito mais complicado uma mudança de sistema (primeiramente devemos fazer
a democracia realmente funcionar pra depois, quiçá, tentar uma mudança através
de diálogo e não mortes).
É isso que eu penso sobre os principais
pontos que a direita na marcha das famílias apresentou, fora os que estamos
acostumados a ver no dia-a-dia como as campanhas anti-aborto, a homofobia, as
opiniões sobre concepção de família, as opiniões contrárias aos programas
sociais, o machismo, o racismo etc (que são coisas que infelizmente vemos em
suas opiniões e foi claramente visto em suas marchas em São Paulo – um homem,
militante a favor deles, foi expulso da marcha por estar calças e tênis
vermelhos, por exemplo, ou jovens com camisas da banda Metallica foram chamados
de lixos por serem confundidos com Black bloc’s e esses jovens iriam ao show da
mesma que aconteceria no mesmo dia). Enfim, desejar apoiar a instauração de
um regime fascista que beira o nazismo, um regime baseado na anti-democracia,
um regime assassino, estuprador, sequestrador é um passo gigantesco pra trás. Ditadura
não é, nunca foi e nunca será caminho para sociedade nenhuma evoluir. É somente um atalho para o declínio da
humanidade.
Rafael Pereira de Macedo é Assistente de TI e colaborador do Blog.
segunda-feira, 10 de março de 2014
ÀS VEZES SINTO VERGONHA DE SER BRASILEIRO... OUTRAS, DE SER HUMANO!
Heberson, eu sinto muito:Jornalista escreve ao inocente preso, violentado na cadeia e contaminado pela Aids
Heberson,
Nem sei como te dizer isso. Tateio pelas palavras certas há horas – elas me escapam. Claro que você já foi avisado e até leu no noticiário local, mas eu queria pedir desculpas. O governo do Estado do Amazonas questionou o valor da sua indenização. É, eles acham R$ 170 mil um valor muito alto pelos quase três anos em que você passou na cadeia, acusado de um estupro que não cometeu. Querem pechinchar pelo vírus HIV que infectou o seu corpo após os abusos sofridos atrás das grades. Seu sofrimento está “caro demais” para os cofres públicos. Como se algum dinheiro no mundo pudesse apagar o que você viveu.
“Eu morri quando me fizeram pagar pelo que não fiz”, você disse, me matando um pouco também sem saber. Em tese, por lei, você não poderia ficar mais de quatro meses aguardando julgamento na cadeia. Sua mãe, desesperada, pegou empréstimos para bancar advogados particulares. Mesmo sem comida em casa, a dor no estômago era por justiça. Não dava para contar com a escassa quantidade de defensores públicos no país (embora, depois, a doutora Ilmair Faria tenha salvo o seu destino). Enquanto ela se rebelava aqui fora, você se resignava com os constantes abusos sexuais de que era vítima. Alegar inocência sempre foi a sua única arma. De que forma lhe deram o diagnóstico de Aids?
Sabe, querido, eu gostaria de ter presenciado o parecer do juiz na audiência que demorou dois anos e sete meses para acontecer. Deve ter sido um discurso bonito. Juízes usam frases empoladas, especialmente para se desculpar em nome do Estado por um erro irreparável. Onde estava a sua cabeça no momento em que ele declarou que você estava “livre”? Porque eu me pergunto como alguém pode supor que liberta o outro de suas memórias, de suas dores, de sua desesperança, de uma doença incurável. Você continua preso. Tanto que passou anos sem conseguir emprego por causa do preconceito e perambulou pelas ruas sob o efeito de qualquer droga que anestesiasse a realidade. Livre para ser um morto-vivo.
Na sala do meu apartamento, há um troféu de direitos humanos que ganhei por trazer à tona sua história. Olho para ele e enxergo a minha impotência. E os ossos saltados da sua pele. Com vinte quilos a menos, as suas roupas parecem frouxas demais – quanto você perdeu além do peso corpóreo? Imagino se a Procuradoria Geral do Estado (PGE), que negou o pedido da sua indenização, sabe das suas constantes internações decorrentes da baixa imunidade. Será que alguém abriu a porta da sua geladeira e descobriu que, muitas vezes, você passa um dia inteiro tendo se alimentado de um único ovo? Ou será que eles se restringem a documentos e números?
Não consigo deixar de pensar que você foi estuprado de novo. Pelas canetas reluzentes de quem toma essas decisões descabidas. Você levou sete anos para ressuscitar a sua determinação e cobrar os seus direitos. Em parte, motivado pelo apoio das 23 mil pessoas que aderiram a uma campanha virtual pela sua história. Toda semana recebo mensagens de gente querendo saber sua situação, se oferecendo para pagar uma cesta básica ou dar assistência jurídica. Recentemente, um professor criou um grupo que mobilizou mais de mil cidadãos para ajudá-lo até com despesas de medicamentos. Minha última pergunta (eu, que não tenho respostas) é: O que mais nós podemos fazer por você, já que o Estado não faz?
Que o meu abraço atravesse a geografia até Manaus.
Sinto muito, querido.
Nathalia Ziemkiewicz
domingo, 3 de novembro de 2013
A REVOLUÇÃO DOS BICHOS É SÓ DOS BICHOS???
Queridos alunos do 2º termo de Comunicação Social... para vocês que estão fazendo a leitura do livro de George Orwell "A Revolução dos Bichos", segue o link de um documentário sobre a verdadeira história em que se baseou o autor do livro. O documentário se intitula "A História Soviética". Acredito que unindo a leitura com o vídeo sugerido, a fábula criada por Orwell ficará mais clara para nós.
Um abraço a todos e todas e bom filme!
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
MANIFESTO PELA DIGNIDADE DE UM ENSINO FILOSÓFICO E SOCIOLÓGICO DECENTE
Segue abaixo o Manifesto que circulou pela rede mundial (internet), acerca do ensino das disciplinas de Filosofia e Sociologia nas escolas públicas estaduais. Apesar de ter sido elaborado por grupos específicos e de localidade específica, acredito ser esta uma problemática nacional e, por que não dizer internacional... "O acesso à educação de qualidade no Brasil tem sido um privilégio histórico de uma parcela muito pequena da população brasileira. Não é recente em nossa história a presença das classes populares nas carteiras das salas de aula. Contudo, a lógica ainda predominante na sociedade capitalista em que vivemos é: existem uns que nascem para pensar, e aí mandar, com formação escolar ampla (de suposta qualidade), e outros para trabalhar, e então obedecer, com acesso à educação precária. Esta divisão não pode continuar.
Atualmente, as disciplinas de Filosofia e Sociologia voltam a sofrer ataques por meio da mídia empresarial que, na disputa dos rumos da educação no Brasil, defendem um ensino voltado desde cedo às demandas pela “fabricação” de mão-de-obra como se a força de trabalho não tivesse direito a uma formação integral, que contemple todas as dimensões do conhecimento e da cultura historicamente produzidos.
Atualmente, as disciplinas de Filosofia e Sociologia voltam a sofrer ataques por meio da mídia empresarial que, na disputa dos rumos da educação no Brasil, defendem um ensino voltado desde cedo às demandas pela “fabricação” de mão-de-obra como se a força de trabalho não tivesse direito a uma formação integral, que contemple todas as dimensões do conhecimento e da cultura historicamente produzidos.
Secretarias de Estado de Educação pelo Brasil vem tentando reduzir a carga horária de Sociologia e Filosofia para apenas uma aula semanal. O Paraná, tristemente aí se inclui: o Parecer 25/12, aprovado em 15/02/12, pelo Conselho Estadual de Educação, instituiu que no curso de Formação de Docentes (antigo magistério), as aulas de Sociologia e Filosofia devem ocupar apenas uma aula semanal cada. Neste parecer, regulamentou-se, também, o ensino de Libras. No entanto, o que nos chama a atenção é que a redução do número de aulas de Sociologia e Filosofia não se deu sob o argumento da inclusão do ensino de Libras, mas, segundo a justificativa do voto da relatora Darci Perugine Gilioli: No momento em que os alunos brasileiros em todas as avaliações externas e internas, vem apresentando índices de desempenho abaixo do esperado, é fundamental que o restante da carga horária para composição da Matriz Curricular, mantenha em nível condizente, a oferta da Língua Portuguesa, Ciências Exatas e Ciências da Natureza.Chama a atenção na justificativa do voto, o fato das disciplinas de Ciências Humanas, Arte e Filosofia “desaparecerem” diante da necessidade de se “elevar o desempenho dos alunos”. As disciplinas de História e Geografia foram simplesmente ignoradas. Será que esqueceram delas? Será que Filosofia e Sociologia não contribuem para melhorar o desempenho escolar dos alunos? Não servem sequer aos que vão se tornar professores, se formar como docentes?"
Leia o Manifesto completo - clique aqui
Esse manifesto foi redigido pela Coordenação do Coletivo Regional de Filosofia e Sociologia eleita no dia 03/03/2012, no auditório do Núcleo Sindical Curitiba Norte, em reunião que contou com a presença de 94 pessoas. Estiveram presentes dirigentes da APP-Sindicato de três núcleos sindicais (Núcleo Sindical Curitiba Norte, Núcleo Sindical Curitiba Sul e Núcleo Sindical Metropolitano Sul), de um diretor e um assessor da direção estadual da APP-Sindicato, de professores de Sociologia e Filosofia de dezenas de escolas de várias regiões de Curitiba e Região Metropolitana, de membros do NESEF (Núcleo de Estudos e Pesquisa Sobre o Ensino de Filosofia-UFPR), de um professor do ITFPR e estudantes de Licenciatura em Ciências Sociais e Filosofia da UFPR e da PUC-PR.
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
PROFESSOR, VOCÊ TRABALHA OU SÓ DÁ AULA???
Li a matéria veiculada pela VEJA ("Por ano, 3.000 professores desistem de dar aula em SP") e não me surpreendi. Porquê? Bom... por dois motivos: primeiro porque sou professor e sei o quanto é difícil trabalhar e não ser valorizado enquanto profissional, dar duro a semana inteira e ainda ter que levar serviço pra casa, sacrificando os finais de semana, o lazer, a família. Em segundo lugar porque está difícil educar, hoje em dia. Dificuldades que vão desde às de conteúdo específico à falta de trato - aquela educação que "vem de berço", sabe?
Nestes meus poucos (quase 10 anos) de docência, tive de suportar estudantes mal-educados e hostis, que armam barraco por qualquer besteira. Até boletim de ocorrência tive de fazer após ameaça de morte... Gosto muito do que faço e dos bons estudantes que tenho. Sei também que posso fazer a diferença na vida deles. Porém, não somente eu, mas a classe do professorado está se cansando (ou enlouquecendo). O que será de nossa sociedade quando não houver mais esse profissional para exercer sua profissão? Tenho consciência que o professor não resolverá os problemas da nação (seria muita ingenuidade assim supor), entretanto, ele fará falta, com toda certeza...
Marcadores:
ALIENAÇÃO,
CAPITALISMO,
CIDADANIA,
CONHECIMENTO,
CONSCIÊNCIA POLÍTICA,
DIREITOS,
EDUCAÇÃO,
ÉTICA,
LIBERDADE DE EXPRESSÃO,
LUTA DE CLASSES,
SOCIEDADE
sábado, 18 de maio de 2013
A CLASSE MÉDIA É FACISTA, VIOLENTA E IGNORANTE
O ineditismo de medidas governamentais e seus resultados surpreendentes estão sendo analisados durante o lançamento do livro 10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil: Lula e Dilma. O primeiro deles ocorreu no último dia 13, em São Paulo, e contou com presença de Emir Sader, Márcio Pochmann e Marilena Chauí.
Sem as sutilezas filosóficas das aulas emocionantes que costuma dar em eventos desse tipo, ela foi direto ao assunto. Chauí falou sobre o Bolsa Família para exemplificar a “revolução feminista” que vem ocorrendo no país, ao direcionar o recurso para a mulher, e depois o exemplo do ProUni, para explicitar o racismo que emergiu com força na sociedade, ao encher as salas de aula do ensino superior de pobres e negros.
Por fim, fez duras críticas à classe média: “a classe média é uma abominação política, porque é fascista, é uma abominação ética porque é violenta, e é uma abominação cognitiva porque é ignorante. Fim”, concluiu ovacionada.
ASSISTA O VÍDEO DA PALESTRA DE MARILENA CHAUÍ
FONTE: Site Pragmatismo Político. Disponível em:
quinta-feira, 28 de março de 2013
"DEUS NÃO MORREU. ELE TORNOU-SE DINHEIRO"
Giorgio Agamben é um dos maiores filósofos vivos. Amigo de Pasolini e de Heidegger, Giorgio Agamben foi definido pelo Times e por Le Monde como uma das dez mais importantes cabeças pensantes do mundo. Pelo segundo ano consecutivo ele transcorreu um longo período de férias em Scicli, na Sicília, Itália, onde concedeu a entrevista.
Segundo ele, "a nova ordem do poder mundial funda-se sobre um modelo de governamentalidade que se define como democrática, mas que nada tem a ver com o que este termo significava em Atenas". Assim, "a tarefa que nos espera consiste em pensar integralmente, de cabo a cabo, aquilo que até agora havíamos definido com a expressão, de resto pouco clara em si mesma, “vida política”, afirma Agamben.
A tradução é de Selvino J. Assmann, professor de Filosofia do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
A TÍTULO DE HOMENAGEM (ATRASADA)
O aniversário de Penápolis passou (25/10) e eu não havia feito uma homenagem
à minha cidade natal. Fiquei
buscando em minhas lembranças coisas boas que vivi em minha infância e parte da
minha juventude... Achei meio clichê fazer uma homenagem a partir das minhas
memórias...
Portanto, tomei a liberdade de postar um texto produzido por outro
penapolitano como eu, que mais do que homenagear me fez lembrar de uma história
que não busquei em minhas lembranças...
Segue o texto escrito por Ulisses de Oliveira da Silva (meu
querido primo).
PENÁPOLIS - 104 ANOS - COMEMORAÇÕES E LAMENTAÇÕES
Para se constituir enquanto cidade, índios de diversas tribos, que há
séculos ocupavam a região de Penápolis e de todo o Noroeste Paulista, foram
dizimados para a construção de estradas de ferro e estações ferroviárias, as
quais tinham como principal função escoar a produção de café, produto que virou
mania de consumo em todo o mundo capitalista no começo do século passado.
Oti-Xavantes foram perseguidos, Guaranis foram massacrados e
Caingangues foram dizimados sob a desculpa de que estavam atravancando o
progresso do país. O modo para exterminar a população indígena passava por
guerras biológicas como infestação do vírus do sarampo, varíola e influenza nas
roupas que os assassinos traziam dos hospitais de isolamento na capital e,
posteriormente, colocadas nas trilhas dos indígenas. Além disso, havia o envenenamento
das águas dos rios onde pescavam.
Obviamente que a bala também foi usada por bandeirantes e pistoleiros.
Interessante notar que, 104 anos depois, a violência contra os
legítimos donos das terras de nosso país se institucionalizou. Só neste ano,
pelo menos mais 30 índios Guarani e Kaiowá se suicidaram no Mato Grosso do Sul,
segundo o jornalista Bob Fernandes em consulta ao Conselho Indigenista Missionário (Cimi).
Dados oficiais, da Secretaria Especial de Saúde Indígena, do Ministério da
Saúde (Sesai), dizem que de 2000 até 2011, 555 Kaiowá-Guarani tiraram suas próprias
vidas. O motivo: estão sendo expulsos de suas terras por meio de decisões
judiciais (!!!), encurralados em micro-espaços para dar vazão ao agronegócio
(cana, soja, milho, gado), forçados a se misturar com outras etnias, mortos por
pistoleiros...
Antes, os Kaiowá-Guarani só pediam para viver em paz nas suas terras.
Hoje, eles querem algo a mais e manifestaram o pedido em carta ao Governo e à
Justiça Federal:
"Pedimos para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas
decretar nossa morte coletiva e enterrar nós todos aqui. Pedimos para decretar
nossa extinção/dizimação total, além de enviar vários tratores para cavar um
grande buraco para jogar e enterrar nossos corpos. Este é nosso pedido aos
juízes federais."
O aniversário de Penápolis, minha cidade, não é só motivo de
comemoração para mim...
ULISSES DE OLIVEIRA DA SILVA é jornalista formado pela UNESP de Bauru,
trabalhou em um dos importantes jornais impressos da cidade de Penápolis - Jornal Interior - e hoje
é repórter do jornal DIÁRIO DE SÃO PAULO, na capital.
terça-feira, 19 de junho de 2012
INDÚSTRIA CULTURAL
Os alunos do 2º termo de Comunicação Social da FAPEPE, Bruno Lemes, Hélio Santana e Vanessa Sanches, produziram um vídeo que ilustra a Indústria cultural e o consumismo em nossa sociedade atual. O vídeo é divertido (tem alguns palavrões em seu conteúdo), e com uma linguagem acessível faz uma crítica ao fetichismo da mercadoria e a cultura do consumo. Assistam!
terça-feira, 31 de maio de 2011
A GENTE NEM SABEMOS ESCREVER IMPITIMAM
Essa é pra acabar...
Depois de anunciar aos quatro ventos que o impeachment do ex-Presidente Fernando Collor de Mello (que exerce desde 2007, mandato de senador por Alagoas), "não é tão marcante" como outros fatos da história brasileira - como a abolição da escravatura, o Ato Institucional n.5, e a Constituinte - José Sarney, presidente da Câmara, minimiza a ausência de painel sobre o fato, na exposição que reconta os principais acontecimentos do Senado brasileiro.
Ora, vamos combinar uma coisa... depois de anos vivendo sob o julgo de um regime ditatorial e militar, o primeiro presidente eleito por voto popular e deposto após averiguadas as denúncias de corrupção e irregularidades em seu governo (momento em que o sonho da democracia começa a se efetivar), vem este senhor banalizar este acontecimento dizendo que nem deveria ter existido...José Sarney, não somos tão burros quanto você pensa, nem sofremos de memória (talvez só um pouco, a ponto de colocarmos você novamente no poder quando deveria estar de roupão e pantufa assistindo o programa do Gugu).
Só para lembrar: ainda hoje existem muitas pessoas que duvidam de que o holocausto dos judeus liderados por Hitler, tenha, de fato, existido.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
OS ESQUECIDOS
Segue link do vídeo documentário realizado pelos alunos André Lima, Ana Paula Fioramonte e Pedro Granato Neto, do curso de Comunicação Social - Jornalismo, a respeito dos moradores de rua da cidade de Presidente Prudente, na disciplina de Seminários Avançados V (2009/1).
O vídeo está fragmentado em duas partes e pode ser feito o download gratuito. O titulo é "Os esquecidos - video documentário sobre a vida dos moradores de rua de Presidente Prudente"
Apreciem!
Abraço a todos.
Download: 1ª parte - http://www.sendspace.com/file/2796ur
2ª parte - http://www.sendspace.com/file/niewz7
segunda-feira, 12 de julho de 2010
O CONSELHO DE NELSON
Por Marco Aurélio de A. dos Santos (foto abaixo)- estudante de Direito
Com certeza, você pensará que o autor destas linhas é mais um senhor de idade que está indignado com a juventude. Porém, se engana, caro leitor. Quem escreve é um jovem do alto de seus 19 anos de idade. Pouca idade? Concordo. Mas já é o suficiente para perceber o quanto a juventude da qual eu faço parte está acabada, perdida e idiotizada.
No interior, que é onde moro, a coisa não está tão ruim quanto nas capitais. Porém, vendo como as coisas andam por aqui, eu me pergunto: “Oh, Deus, porque ser jovem parece ser sinônimo de ser idiota?”. Contudo, o jovem mais imbecil de todos é o universitário, metido a intelectual. Este estrume ambulante me faz sentir vergonha de ter 19 anos. O arquétipo dele é o mesmo: Filho e amante de Che Guevara, o porco argentino; adora desafiar o sistema com suas passeatas e protestos – diga-se de passagem, que passeatas não resolvem nada – contra a fome, a corrupção, a violência ou qualquer outra coisa que o deixe mais cool. Ele é mais hipócrita que o nosso presidente da república.
Não. Eu não participo de passeatas ou de qualquer outro tipo de manifestação afim. Tenho plena consciência de que andar pelas ruas com faixas nas mãos não irá melhorar o mundo. Prefiro ficar em minha casa, no meu quarto com, invés de uma faixa, um livro nas mãos; o que, por sinal, dá mais resultado se sua meta é mudar algo.
O que mais me assusta nos jovens é a falta de moral, de consciência, de qualquer virtude de um homem. Responsabilidade? Não faça piada. É claro que eles não sabem do que se trata. Se soubessem, não haveria gravidez indesejada na adolescência e, por conseguinte, garotas de 14, 15, 16 anos praticando abortos (algo repudiado por mim).
Claro que a juventude brasileira não é desprovida de qualquer habilidade. Ela possui uma skill de alto nível, qual seja, a de fazer porcaria. E, é claro, a de usar drogas. Sim, eles adoram um cigarrinho do capeta ou um pó. Há uma crença entre os jovens machos que isso ajuda a pegar as gatinhas, acredita? Estúpida e sem escrúpulos é a jovem que gosta e acha bacana que seu namoradinho use drogas.
Oh, Deus, onde foram para os valores de verdade? “Eles ainda existem, meu filho, mas estão invertidos”.
Há algum tempo atrás, no ócio da madrugada, estava pensando em algumas coisas quando cheguei a uma conclusão: Eu tenho apenas 19 anos de idade. Não sei nada sobre a vida. Quem realmente sabe é aquele que já tem experiência em viver, ou seja, nossos senhores. Se eles já sabem de muita coisa, por que não espelhar-se neles? Se assim eu fizer, quando chegar a idade deles, terei o mesmo conhecimento que eles e um pouco a mais. Afinal, procurei praticar a responsabilidade já na minha juventude.
Por fim, gostaria de deixar o conselho de Nelson Rodrigues para você, jovem, que adora maconha, Che Guevara, ama a natureza e joga papel no chão, faz passeatas, odeia os EUA e consome tudo que vem de lá, odeia nossos militares, mas quando é assaltado grita pela Polícia, é a favor do aborto, odeia as religiões e faz muito barulho: Envelheça.
Assinar:
Postagens (Atom)


















.jpg)

.png)



