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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

UMA GERAÇÃO DE BOBOS QUE SE ACHA ESPERTA



Por Ícaro de Carvalho

Veja como o nosso ambiente de trabalho é divertido. Te pagaremos mal e não respeitaremos a sua hora de almoço. Hora-extra? Nem pensar! Whatsapp depois do trabalho? Com certeza, afinal de contas, você ainda não tem filhos! Ah, mas te daremos kit kat e café expresso de graça!
O que diabos aconteceu com a GERAÇÃO Y?!
Um texto sobre liberdade, responsabilidades e as misérias de uma geração que está se perdendo no meio do caminho.
Na semana passada eu ouvi de um garoto, ainda na faculdade, o seguinte depoimento:

“Seu texto sobre a subserviência das empresas em relação ao cliente deveria ser pregado na porta de entrada de todas as empresas do país, nas salas de reuniões e ser repetido como mantra em palestras de empreendedorismo para todos os empresários do Brasil. As agências de publicidade, especificamente, estão atingindo um nível de servidão pior do que pastelaria. Na pastelaria ninguém fica acelerando o pasteleiro. Ninguém manda e-mail para o pasteleiro mandando ele entregar o pastel na mesa dele até as 9h da manhã. Para o pasteleiro, quanto mais horas ele trabalhar, mais ele vai ganhar. Falar em hora extra em publicidade só vai fazer as pessoas rirem. Enfim, desculpa o desabafo”.
Somos uma geração de bobos que se acha esperta. Nossos pais davam duro, saiam de casa cedo, trabalhavam como doidos, indo e vindo do centro da cidade, em cartórios, lotéricas e visitas bancárias, muitas vezes em carros sem ar-condicionado, mas ganhavam bem o suficiente para sustentarem uma família com três filhos, carro, cachorro e ainda levavam todos para comerem churrasco aos domingos.
A geração de hoje se deixa enganar pela falsa sensação de divertimento, que nunca tem fim. Transformaram o ambiente de trabalho em um circo, para que você ouça: “Ei, mas aqui é divertido! Dane-se se não te pagamos horas-extra ou se te colocamos para trabalhar por toda a madrugada em troca de pizza. Aqui você pode trabalhar com boné!”.
Quando nossos pais estavam em casa, eles estavam em casa mesmo! Dane-se que o trabalho tinha sido duro, após as 18:00 eles sentavam naquele sofá da Mesbla, abriam a primeira Antártica da noite e era a hora do futebol. Qual foi a última vez que você esteve realmente desconectado do seu trabalho? Você tenta se convencer de que aquele Whatsapp do cliente às 00:00 não é nada demais, que é coisa pequena, que“pega mal” não responder. E aquele inbox no Facebook às 1:35 da manhã?“Ah, eu já estou aqui mesmo, né. Agora ele já viu que eu visualizei…”.
Provavelmente você caiu no mito dohome-office libertador, que te faz perceber, anos depois, que ele só foi capaz de te “libertar” do horário comercial. “Ah, mas você trabalha em casa!” — pronto, é sinal de que receberá demandas ou mensagens a qualquer hora da madrugada.
Provavelmente você ainda não se ligou, mas você produz dezenas de vezes a mais do que o seu pai ou os seus tios conseguiam. Antes, para atender um cliente, você precisava ir na loja ou na casa dele, lá na puta que o pariu. Hoje? Skype. Antes, era FAX ou mandar documentos pelos correios. Hoje? E-mail. Antes, você estava limitado à sua cidade. Hoje? Internet, meu filho!
Entretanto, quanto é que você está ganhando? Acorde para a vida! Agências com mesa de sinuca, totó, chocolates à vontade, cafezinho expresso, pula-pula e vídeo-games significam apenas que você está pagando por tudo aquilo e que o seu salário, ao final do mês, sentirá a pancada.
“Tudo bem, porque eu amo o que eu faço!”.
Na semana retrasada eu ouvi isso. Estava contratando os serviços de umaSTART-UP de tecnologia para um dos meus negócios e havia esquecido de perguntar alguma coisa. Já eram 23:00 horas. Fui ao Skype, me certifiquei de que a menina do suporte estavaOFFLINE e deixei uma mensagem. Poderia ter feito isso pelo Facebook, mas eu sabia que iria apitar lá na casa dela e não queria esse tipo de coisa, ainda mais naquele horário. Enfim, enviei a mensagem e deixei escrito: “Só me responda quando chegar ao escritório!”.
Faltando quinze minutos para uma da manhã, a menina me responde, pelo Facebook. Eu digo: “O que você está fazendo aqui? Te deixei uma mensagem no Skype! Vá dormir, namorar ou assistir aquelas séries no Netflix!” e ela me disse:“Ah, é que eu entrei no meu skype só para ver se estava tudo bem com os clientes. Vi a sua mensagem e retornei. Não custa nada, nem se preocupe. Eu amo o que faço. Rs”.
Eu amo o que faço…erre esse. À uma da manhã de terça feira. Com o teu chefe te pagando, provavelmente, entre dois mil e quinhentos a três mil reais para isso…e somos nós quem somos a geração dos “desapegados, que querem viver a vida”.
Estamos nos tornando uma geração de trintões cujas preocupações são os próximos shows do Artic Monkeys, a cerveja gourmet da moda e a próxima temporada de House of Cards. Uma geração sem filhos, que foge das responsabilidades, se iludindo com a ideia de que o seu chefe é seu amigo e que por isso você “quebra alguns galhos para ele”.
Ouvimos de todo tipo de especialista, que somos a geração livre por excelência, que preza pela mobilidade e pela qualidade no ambiente de trabalho, mas de alguma forma nós erramos o caminho e nos tornamos aquele tipo de gente que fica conversando com o cliente às 20:00 horas, enquanto janta com a mulher. E nos achamos o máximo, quando batemos o pé: “Ai, que saco, o meu chefe não me deixa em paz!”. Que corajoso!

segunda-feira, 27 de junho de 2016

INVERSÃO DE VALORES TEM PROPICIADO PAIXÃO PELO CONSUMO

Publicidade vende a alegria da inserção na sociedade
Por Heloísa Duran

Todos os dias a cena se repete, não há nada de novo, ao voltar da escola, a criança larga a mochila no chão e em seguida liga a TV. Sem nenhum esforço mental e de forma totalmente passiva, absorve o conteúdo dos programas e comerciais publicitários. Bastam 30 segundos, para que esta criança esteja convencida de que será mais feliz se fizer parte do fantástico mundo dos personagens.

De acordo com o Doutor em ciência da comunicação, Clovis de Barros Filho, no documentário, “criança a alma do negocio”, ao se expor aos conteúdos midiáticos a criança desenvolve a idéia de que, o consumo representa uma possibilidade de inserção social em determinados grupos: “A publicidade vende, evidentemente, mais do que alegria da posse, ela promove a alegria da inscrição na sociedade”.
A criança é um ser humano em construção, isso significa que ela está apta a absorver todo o conteúdo ao que for exposta. É na infância que os pequenos passam pelo processo de estruturação e precisam de amparo em seu desenvolvimento.
Ao comprar a ideia de valores expressada pelas propagandas, a criança que ainda não tem amadurecimento suficiente para distinguir os valores sociais humanos dos valores estabelecidos pela imagem midiática, passa a acreditar e viver em função de que é necessário aquele bem para promover sua alegria e até mesmo para que ela seja como as crianças que tem, e assim sintam-se aceitas.
E com a certeza de que precisa ter determinado produto que é representado por personagens animados da telinha, a criança que de forma passiva em apenas 30 segundos se convenceu disso, passa de forma ativa e muitas vezes até autoritária, ou quando não com uso da chantagem a requerer dos pais a posse do produto em questão.
A necessidade deixa de ser uma inevitabilidade e passa a ser agente promotora do desejo pela marca. A criança não pede um tênis qualquer, mas um tênis de determinada marca; ela não quer um celular qualquer, mas aquele de última geração.
No século da fadiga, onde nem sempre a mãe, por exemplo, pode dispor de tempo de qualidade para investir na formação do caráter de seus filhos, a mídia o faz por elas. Segundo dados do IBOPE, as crianças brasileiras passam em média 5 horas diárias em frente da TV e assistem aproximadamente 40 mil propagandas em um ano. 
A grande questão é que, a maior parte dos valores sociais e posse dos bens no Brasil, por exemplo, possuem valores invertidos. O grande poder aquisitivo concentra-se nas mãos de poucos, o que antes era ético, aos poucos se torna imoral, pensar no próximo parece ser atitude egoísta dentro da sociedade do espetáculo. Para ser legal tem que chamar atenção do outro, encher os olhos de quem vê. Ser aplaudido.
No meio desses valores e verdades criadas pela mídia, para satisfazer a necessidade de uma sociedade que parece não se saciar mais com o comum, o
rotineiro, a publicidade e o marketing, na busca do poder pela posse, por ganhar mais, vender mais, utiliza-se da criança como ferramenta para atrair famílias que muitas vezes não tem nem o suficiente para uma alimentação ou educação de qualidade, mas que para alegrar seus filhos, e amenizar a sensação e exclusão social investem do pouco que tem todo o recurso disponível na compra de bens que aparentam suprir seus pequenos.
No documentário “Criança, a alma do negócio”, uma mãe desabafa dizendo que, satisfazer o desejo dos filhos é na verdade satisfazer de forma impulsionada a gana da mídia na corrida para atrair mais consumidores. O sacrifício financeiro que significou muito para a família, o presente de natal que custou caro, mas sem valor nenhum. “Um robô, que a criança abandonou logo em seguida, depois de brincar com ele três ou quatro dias”. A mãe alega ter entrado o ano sem dinheiro só para satisfazer o desejo da filha, o que caracteriza o assédio crescente das crianças aos pais.
A nova fórmula consumista impresso na sociedade ensina as crianças de que facilmente o velho, que na maioria das vezes não é velho, pode ser trocado pelo novo. O que vale mesmo é ter o que a televisão mostra. Essa realidade acena para o consumo descartável, em que a expectativa da aquisição é mais intensamente vivida do que a própria posse do produto.
A infância divide seu palco entre, a companhia dos pais, que cada vez trabalha mais a fim de dar conta de suprir a necessidade da família, e a escola que educa e em contrapartida quem tem conquistado mesmo o brilho nos olhos dos pequenos é a TV, que através de mecanismos tem ganho lugar de destaque,
ensinado a visão midiática de valores consumistas, deseducando as crianças e desapontado famílias que não podem aderir o que a TV oferta mas que também não tem forças para ir contra.
É necessário analisar qual é a influência de tal exposição na subjetividade e formação da criança. Onde vamos parar? É preciso que as famílias tomem as rédeas da situação, afinal quem governa minha casa? A resposta para essa pergunta é a bússola para um novo norte diante desse cenário degradante, a alma da criança deve ser suprida por valores sociais humanos e não se pode confundir o
sentido da vida e da felicidade com consumismo.

HELOÍSA DURAN é estudante de Jornalismo e colaboradora do nosso Blog.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

QUEM? EU?


Por Marina Melz

Demorei sete anos (desde que saí da casa dos meus pais) para ler o saquinho do arroz que diz quanto tempo ele deve ficar na panela. Comi muito arroz duro fingindo estar “al dente”, muito arroz empapado dizendo que “foi de propósito”. Na minha panela esteve, por todos esses anos, a prova de que somos uma geração que compartilha sem ler, defende sem conhecer, idolatra sem porquê.
Sou da geração que sabe o que fazer, mas erra por preguiça de ler o manual de instruções ou simplesmente não faz. Sabemos como tornar o mundo mais justo, o planeta mais sustentável, as mulheres mais representativas, o corpo mais saudável. Fazemos cada vez menos política na vida (e mais no Facebook), lotamos a internet de selfies em academias e esquecemos de comentar que na última festa todos os nossos amigos tomaram bala para curtir mais a noite. Ao contrário do que defendemos compartilhando o post da cerveja artesanal do momento, bebemos mais e bebemos pior. 

Entendemos que as bicicletas podem salvar o mundo da poluição e a nossa rotina do estresse. Mas vamos de carro ao trabalho porque sua, porque chove, porque sim. Vimos todos os vídeos que mostram que os fast-foods acabam com a nossa saúde – dizem até que tem minhoca na receita de uns. E mesmo assim lotamos as filas do drive-thrru porque temos preguiça de ir até a esquina comprar pão. 


Somos a geração que tem preguiça até de tirar a margarina da geladeira.Preferimos escrever no computador, mesmo com a letra que lembra a velha Olivetti, porque aqui é fácil de apagar. Somos uma geração que erra sem medo porque conta com a tecla apagar, com o botão excluir. Postar é tão fácil (e apagar também) que opinamos sobre tudo sem o peso de gastar papel, borracha, tinta ou credibilidade.

Somos aqueles que acham que empreender é simples, que todo mundo pode viver do que ama fazer. Acreditamos que o sucesso é fruto das ideias, não do suor. Somos craques em planejamento Canvas e medíocres em perder uma noite de sono trabalhando para realizar.Acreditamos piamente na co-criação, no crowdfunding e no CouchSurfing. 
Sabemos que existe gente bem intencionada querendo nos ajudar a crescer no mundo todo, mas ignoramos os conselhos dos nossos pais, fechamos a janela do carro na cara do mendigo e nunca oferecemos o nosso sofá que compramos pela internet para os filhos dos nossos amigos pularem. Nos dedicamos a escrever declarações de amor públicas para amigos no seu aniversário que nem lembraríamos não fosse o aviso da rede social.
Não nos ligamos mais, não nos vemos mais, não nos abraçamos mais. Não conhecemos mais a casa um do outro, o colo um do outro, temos vergonha de chorar. Somos a geração que se mostra feliz no Instagram e soma pageviews em sites sobre as frustrações e expectativas de não saber lidar com o tempo, de não ter certeza sobre nada. Somos aqueles que escondem os aplicativos de meditação numa pasta do celular porque o chefe quer mesmo é saber de produtividade.
Sou de uma geração cheia de ideais e de ideias que vai deixar para o mundo o plano perfeito de como ele deve funcionar. Mas não vai ter feito muita coisa porque estava com fome e não sabia como fazer arroz.


MARINA MELZ - é jornalista e trabalha com assessoria de imprensa. Escreve no blog entendaoshomens.com.br e colaborou com essa postagem em nosso blog.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

NA MÍDIA


Por Julio César Gonçalves


Recentemente tive o prazer de participar de uma entrevista a convite da amiga Juliana Gense em um hangout ao vivo, juntamente com o amigo jornalista Bruno Saia (encontro promovido pelo GEG -  Grupo de Educadores Google - Presidente Prudente). Na ocasião pude contar um pouco da minha experiência, enquanto educador, com o uso do blog.  Foi uma oportunidade e tanto!
Peço licença para reproduzir (na íntegra), o texto que Bruno publicou a respeito desse bate-papo. Também aproveito para divulgar seu blog "SAIA EDUCANDO", que está super legal, com textos, dicas e experiências com a educação. Parabéns Bruno e obrigado Juliana pelo convite carinhoso.

SOCIOLOGIA NO MUNDO - DO COMPARTILHAMENTO DE DADOS A ESPAÇO DE DISCUSSÃO VIRTUAL

Por Bruno G. Saia

Apresentar um exemplo do uso do blog na educação e discutir as vantagens e dificuldades enfrentadas na aplicação prática da ferramenta foram os principais objetivos da conversa, transmitida ao vivo pelo Hangout do Google, no dia 14 de julho. O evento foi promovido pelo GEG (Grupo de Educadores Google de Prudente).
Tive o prazer de participar dessa conversa e também compartilhar minhas ideias sobre o tema, junto com a professora Juliana Maria Cristiano Gense, que leciona no curso de Letras da FAPEPE/ UNIESP em Prudente, e com o professor da área da Filosofia, Julio César Gonçalves, criador e administrador do blog Sociologia no mundo. O blog, criado pelo professor Julio em 2009, teve como objetivo inicial o compartilhamento de materiais com os alunos, para que pudessem ser acessados após a conclusão do trabalho em sala de aula. "A ideia era criar uma base de dados, a princípio, porque o suporte da instituição teve um problema técnico e não estava suportando tudo o que eu gostaria de disponibilizar, aí pensamos na possibilidade de criar um ambiente virtual", conta.
Porém, atualmente, o espaço também apresenta discussões aprofundadas a respeito de temas atuais, em diferentes áreas. "Com o tempo, eu comecei a receber e-mails de colegas com textos para publicar e também senti a necessidade de criar um espaço de bate-papo, nesse ambiente de interação", detalha Julio.
Aos poucos, ele passou a buscar novos gadgets, novas alternativas visuais e novidades nos tutoriais do Blogger, onde o Sociologia no Mundo está inserido. "O blog foi mudando a função inicial e se tornou um espaço de discussão e reflexão, com textos que recebo de pessoas de fora, dos alunos, com foco em temas que estão na sociedade, muitas vezes polêmicos". Ele lembra ainda que, apesar d mudança, o espaço virtual mantém ainda suas características iniciais, de compartilhamento de dados, por meio de links e, até mesmo, para a realização de provas, com formulários online. "Ele é um recurso bastante útil para mim hoje, como técnica para se utilizarem sala de aula". Confira todos os detalhes do Hangout do Google e sobre o blog do professor Julio no vídeo acima.

BRUNO SAIA é repórter do Jornal "O Imparcial" e professor. Também colaborou com nosso blog.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

BEM-VINDO À SUA NOVA PRIMEIRA TELA

Por Alex Gabriel Sakamoto
 
Recente pesquisa divulgada pela empresa MillwardBrown, a AdReaction 2014, revelou que o tempo diário gasto na utilização de dispositivos móveis está superando pela primeira vez a TV no Brasil.
Os brasileiros estão passando 149 minutos por dia utilizando smartphones, contra 113 minutos na frente da TV, outro dado interessante, que o estudo divulgou, foi que a TV está perdendo espaço até para os laptops, segundo o estudo, o brasileiro gasta 146 minutos do seu dia a frente de seus laptops. Essa diferença chega a ser mais gritantes em outras partes do mundo, no Vietnã por exemplo, os consumidores gastam 168 minutos por dia vidrados em smartphones, mais do que o dobro do tempo que eles passam na TV.A empresa entrevistou mais de 12.000 usuários de celulares, entre as idades de 16 e 44 anos, em 30 países diferentes.

De acordo com os resultados, o smartphone tem emergido como a tela principal no mundo inteiro, o estudo revelou também que os usuários estão utilizando várias telas simultaneamente, isto está se tornando uma tendência mundial que é mais comum no leste asiático. 
Smartphone supera a televisão e se torna a nova
primeira tela do brasileiro
"É um fenômeno recente as pessoas estarem conectados a seus smartphones enquanto assistem TV", segundo Joline McGoldrick, diretor de pesquisa da Millward Brown.
A divulgação dessa pesquisa pode f
azer com que a mídia em geral (principalmente a publicidade), olhe com mais carinho para os dispositivos moveis, ameaçando assim a hegemonia da televisão. Essa mudança no cenário midiático, pode causar uma grande revolução na forma de agir e pensar dos profissionais da mídia, e também, no perfil do público em geral, que vai deixar de ser manipulado por uma únic a mídia de massa, só nos resta a saber até quando?
 
 
Alex Gabriel Sakamoto
Estudante de Comunicação Social - Publicidade e Propaganda na FAPEPE e Técnico de Informática.

domingo, 15 de dezembro de 2013

QUANDO O NATAL CHEGAR...

Estive fuçando nas postagens antigas do blog  e encontrei uma que me chamou a atenção pela atualidade (mesmo escrita há 4 anos). Trata-se da crônica intitulada "Onde mora o papai Noel?" Como estamos nos aproximando do Natal, achei por bem trazê-la novamente para a leitura e reflexão sobre nossa vida e postura. Espero que gostem...
 
ONDE MORA O PAPAI NOEL?
 
Final de ano, festas, Natal, Ano Novo... que época boa não é mesmo!
Das poucas lembranças que tenho da minha infância a respeito dessa época, a imagem que fica latente em minha mente é a da unidade da família. O povo reunia por dias na casa da vó. Ali revíamos os parentes que há muito não víamos, conversávamos, (nós, os primos, brincávamos e mais nada).
Lembro-me do "forró" no quintal noite adentro... isso pra não falar da comilança! Tinha toda uma magia em torno do final de ano (que demorava um ano inteiro pra chegar). Era gostoso receber cartão dos tios de longe e colocar na árvore de natal...
Pois é! Alegria mesmo era esperar o Bom Velhinho, pegar no sono e acordar no outro dia decepcionado de não tê-lo visto, mas contente com o presente - que nem sempre (no meu caso, nunca) era o que havíamos pedido.
É caros amigos, os tempos mudaram! Longe de mim tecer um discurso saudosista sobre as festas de final de ano, porém, não dá para não notar as transformações a que nossa sociedade vem sendo submetida.
Os dias, hoje em dia, têm passado mais rápido. Será que as horas estão com defeito? Acho que não...
Nossa percepção do tempo e das atividades diárias mudaram radicalmente.
Da mesma forma, mudaram também nossas posturas diante das relações sociais e convivência familiar. E o final de ano não passou incólume à essas transformações.
Vejam que engraçado. Fui brincar de amigo secreto numa confraternização e, antes, correu uma lista de "qual presente você quer ganhar?" (acabei ganhando o presente que pedi...). Achei meio sem magia, sem encantamento. É como se eu comprasse o meu próprio presente e a surpresa fosse apenas a cor e quem me tirou.
Antes fazíamos um "junta panela" na ceia, hoje, "buffet de Natal".
Parei mesmo para refletir sobre esta fase que estamos passando quando minha filha (um ano e sete meses) me respondeu com seu pouco vocabulário onde mora o Papai Noel: "No shop papai, no shop".
Fica, a partir dessas lembranças, um convite a todos a relembrar os momentos vivenciados nos Natais passados e reavaliar os valores que estamos criando e seguindo agora. Por que não aproveitar a oportunidade para voltarmos às nossas raízes? À nossa família?
Não devemos querer voltar no tempo, pois como falei, os tempos são outros, contudo se faz necessário repensar o presente com base no passado para que possamos criar um futuro menos traumático, mais acertivo...
Quem sabe assim, podemos melhor acomodar o Papai Noel entre tantas lojas e escadas rolantes!

terça-feira, 3 de julho de 2012

A LINGUAGEM POLÍTICO-ECONOMÊS


Por Luciane Carvalho

A leitura do caderno econômico de determinado jornal do interior paulista frustrou-me a tentativa de prosseguir.
“O  IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15) encerrou o mês de abril em alta de 0,43%, ficando acima dos 0,25% apurados em abril, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).”
Ufa, conclui o primeiro parágrafo! O texto do economista e articulista Luís Nassif tratava da variação dos preços durante um ano, entre 2011 e 2012, tendo abril por mês base.
E não apenas as escritas de economia que assustam os pobres mortais leigos no assunto. A linguagem política é outra menina dos olhos dos dificultadores do entendimento mor. Como lembra Orwell, esse tipo de escrita “destina-se a fazer com que a mentira soe como verdade e o crime se torne respeitável, bem como a imprimir ao vento uma aparência de solidez”. Dessa forma fica mais fácil a manipulação pública com meia dúzia de “embromações” de especialistas na área.
Se já é difícil a compreensão para quem tem um mínimo de conhecimento acadêmico, imagino para a dona de casa, com o estudo muitas vezes defasado das escolas públicas, mas que precisa educar e alimentar sua família com os produtos da cesta básica.
Cadê o compromisso com o princípio jornalístico de proximidade com todos os públicos dos nobres colegas? As Marias e Josés da Silva questionam se eles têm o mesmo direito à informação dos principais assuntos que movimentam as diretrizes administrativas do país. É quase uma falta de “austeridade”, que é o respeito ao próximo.
Por qual motivo os especialistas de determinadas editorias necessitam expor suas habilidades de maneira tão complexa em que seja necessária a ajuda de um dicionário?
Os índios não conheciam pão quando foram evangelizados, então os jesuítas tiveram que explicar por analogias. Assim, Jesus foi o “aipim da terra.” Não é apenas explicando as siglas que o texto se faz entendível, mas com a aproximação de uma realidade brasileira, de um povo trabalhador que faz a economia, bem como a política, circular as riquezas do nosso país. 

LUCIANE CARVALHO é estudante de Comunicação Social - Jornalismo, pela FAPEPE e também colaboradora do nosso Blog.

domingo, 11 de abril de 2010

10.000 ACESSOS!!!


Há menos de um ano de construção, chegamos aos 10.000 acessos!
Quero agradecer a todos pelas contribuições e por ajudar-nos na construção de um espaço interativo e de fortalecimento reflexivo-crítico.
Abraço a todos!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

É "DELIVERY" ESPONTÂNEA VONTADE???

UMA CRÔNICA...


Tá com algum problema? Disque soluções e não precisa nem sair de casa!
A onda agora é pedir, comprar, vender, anunciar, rezar, conversar, namorar e, acreditem senhores, até fazer sexo on line. Tá ligado?
É a modernidade que bate à nossa porta. É a praticidade que nos vem servida de
bandeja.
Chique não? Vejam. Percebam. Atentem para isso! Que tipo de seres estamos nos tornando?
Disque pizza, disque vídeo (disque “programa de índio” para o sábado à noite), disque gás, água, disque confissão (oh, não!). Disque compras, disque vendas, disque aulas, disque sexo, namoro, amizade. Disque todo tipo de ajuda, disque narcótico, disque neurótico, disque tudo.
Não precisamos mais sair de casa. Aliás, não precisamos sequer nos levantar do
sofá, se assim preferirmos, pois o controle remoto (ou remoto controle?), nos serve o “que queremos ver”, para que não precisemos nos desgastar com o percurso do sofá até a TV.
Casamento grego talvez fosse uma boa definição para explicar esse relacionamento entre o TRADICIONAL e a PÓS-MODERNIDADE, cujos filhos já estão sendo gerados: o condicionamento, a impessoalidade, o ostracismo, o sedentarismo e, não por menos, a queridinha praticidade.
Tudo o que queremos temos! Basta um simples discar ou clicar e, como que num passe de mágica, o mundo estará ao nosso dispor. Disponha!
Mas será que verdadeiramente temos o que queremos?
Com a tal praticidade, acho que acabamos por engolir sem mastigar, aceitando sem questionar, sei lá...
Só sei que às vezes dá saudades de sentar num banco de praça, rir, conversar de verdade, ler um bom livro, olhar os olhares de pessoas que são reais – sem os megapixels para incomodar. Sentir, tocar, cheirar... A vida não está restrita a um conjunto de teclas! Também existe vida inteligente fora do computador – embora nem sempre tal vida inteligente seja a que opera o computador.
A vida é muito mais que um simples “click”, que um simples “disk”!
Precisamos acordar! Fazer da praticidade uma aliada para ganhar mais tempo com nossos filhos (e saber o que eles andam fazendo na escola). Fazer da praticidade nossa aliada para reconquistar nossas esposas e relembrar que são nossas eternas namoradas.
Fazer da praticidade nossa aliada para rever os velhos amigos (aqueles que deixamos para trás enquanto nossa rotina nos sufoca) e, principalmente, fazer da praticidade nossa aliada para redescobrir a pessoa maravilhosa e tão desconhecida (por falta de tempo bem gasto) que somos NÓS!



Publicado originalmente na coluna 2ª página, do  JORNAL DE ASSIS (JA) de 22 de maio de 2009.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

ANTIGO, MAS ATUAL


Infelismente, não tivemos tempo para assistir um clássico como Tempos Modernos - de Charles Chaplin... A nossa intenção era fazer uma análise das teorias de Karl Marx, ilustradas pela preciosíssima obra deste dramaturgo.
Ao contrário do que tenho percebido, há em torno desta e de outras obras deste gênero, um preconceito muito grande. Quando aviso que vamos assistir Chaplin, sempre ouço um ou outro comentário "Ai, ninguém merece assistir filme preto e branco e ainda por cima mudo", "O que é que tem a ver assistir filme de comédia dentro da disciplina de Sociologia", e outros comentários mais.
Confesso que dá vontade de justificar e explicar os "porquês", mas deixo que o próprio filme fale por si próprio. No final percebo que as pessoas se emocionam com a riqueza, com a beleza e, sobretudo com a crítica contida nesta obra.
Enfim, gostaria de, mais uma vez, recomendá-lo a todos que ainda não tiveram a oportunidade de ver... Junte a turma na sala (é um ótimo filme para assistir com a família) Pipoca é im prescindível (rs) e boa sessão.
Ao lado, algumas outras sugestões de filmes do Chales Chaplin.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

“O homem vive no meio da multidão, mas não convive com ninguém”.




Uma das grandes contradições da nossa sociedade contemporânea se dá pelo fato de que o homem tem desenvolvido alta capacidade no que diz respeito às tecnologias e aos meios de comunicação, em contrapartida, tem gerado uma tendência muito forte ao isolamento, ao “ostracismo”, empobrecendo, portanto, os contatos sociais. Esse paradoxo é analisado por Delfim Soares, no trecho selecionado a seguir.


“O convívio humano que resulta de contatos primários é a característica dominante das sociedades pouco industrializadas, das zonas rurais ou de pequenos grupos sociais. A industrialização e a urbanização estabeleceram um modo de vida no qual o contato primário, interpessoal, foi reduzido, favorecendo a generalização dos contatos secundários e das relações impessoais. Observa-se, assim, uma tendência inversa entre a formação de grandes aglomerados populacionais e o convívio humano. A instauração da sociedade de consumo e da sociedade de massa se constitui num marco decisivo para o surgimento de um ser humano massificado. Nesse modelo social, o ser humano deixa de ser considerado pessoa e passa a ser encarado como máquina devoradora de produtos, idéias ou mercadorias. [...] Na sociedade pós-industrial, o contato em geral entre as pessoas é apenas físico; o significado das interações sociais fica reduzido a seus papéis sociais formais e suas funções profissionais. À medida que os contatos meramente formais se generalizam, expande-se o anonimato. O homem vive no meio da multidão, mas não convive com ninguém, como pessoa; a multidão nas ruas, o congestionamento no trânsito, a moradia em apartamentos superpostos, as turbas nos estádios esportivos e os enxames humanos nas praias são manifestações sociais frequentes. Nelas, raramente se verifica convívio humano. [...] Os indivíduos não se encaram mais como pessoas, mas como objetos. Nesse contexto, cresce a sensação de solidão”.

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