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quarta-feira, 15 de junho de 2011

VIOLÊNCIA URBANA PARA TOMÁS DE AQUINO, JEREMY BENTHAM E O DIREITO MUÇULMANO



Segue um trecho do trabalho apresentado pela aluna Eliana Matiko Kaneki, na disciplina de Filosofia do Direito. O trabalho foi inspirado no texto "Bentham, S. Tomás de Aquino e a violência urbana", de Juscelino Vieira Mendes, publicado na revista Filosofia, Ciência & Vida (editora Escala), na editoria de Filosofia do Direito. Na sequência, segue link do texto original e respostas da aluna às questões propostas para discussão.

Para Jeremy Bentham, o governo das leis deve ser o dever de um bom cidadão, em obedecer pontualmente e censurar livremente. Que somente obedecendo às leis se obteria a ordem, e ele vê na pessoa do governante o alicerce para um governo prospero e feliz. 
Esse governo deve ser marcado por inúmeras ações por ele feitas, de modo que busque a felicidade do maior numero de governados.
Se para Bentham o sentido da obediência está na razão direta das ações do governante sob o prisma da lei, para Tomas de Aquino parece ser muito além. Seria a sujeição às leis em Deus. Tomás coloca Deus como fonte principal de ordem e pode alcançar tanto governantes quanto governados, de uma forma que a aplicação da lei está embasada a princípios divinos bem como, não sendo somente às leis, mas a motivação e sua finalidade do ato em si pela racionalidade. 
Bentham tem uma visão um tanto positivista e utilitarista, pois para se obter a ordem e a justiça é somente pela lei. Já Tomás tem como fundamento racionalidade da religião como paradigma de normalidade tanto para governados e governantes. Tem por base não a lei propriamente dita, mas identifica se elas são justas ou injustas com base na razão de Deus. Outro jurista que está no mesmo sentimento que Tomás é Miguel Reale; que descreve uma visão do direito tridimensional – fato, valor e norma – o qual seria da essência do direito natural bem como proveniente de Deus, fazendo assim a chamada justiça.
Os fatos que estão de fora dessa racionalidade geram discórdias e falhas, ocasionando insatisfação, desrespeito e violência; essa violência que não decorre do fato que existam tantas leis positivadas, mas de que elas não são observadas, assim fazendo com que sejam inúteis, gerando a violência.


Clique no link para baixar o texto "Bentahm, S. Tomás de Aquino e a violência urbana" na íntegra.
Clique aqui para ver as questões e as respostas para discussão do texto.

Eliana Matiko Kaneki é aluna do 4º termo C de Direito e também colaboradora do blog SOCIOLOGIA NO MUNDO.

sábado, 11 de junho de 2011

PROVA FINAL DE PESQUISA EM COMUNICAÇÃO

Segue o roteiro de critérios para os pré-projetos que não atingiram a média final e, portanto, devem ser refeitos (EXAME). O Pré-projeto deve conter:

  • Capa e folha de rosto - 1,0 pt;
  • Introdução e Justificativa (tema, problema, hipóteses e importância do assunto) - 2,0 pts;
  • Objetivos (geral e específicos) - 1,0 pt;
  • Metodologia (procedimentos, abordagem e cronograma) - 3,0 pts;
  • Revisão Bibliográfica - 2,0 pts;
  • Bibliografia - 1,0 pt
O Pré-projeto não deverá ultrapassar 15 páginas.
Bom trabalho!

terça-feira, 31 de maio de 2011

A GENTE NEM SABEMOS ESCREVER IMPITIMAM


Essa é pra acabar... 
Depois de anunciar aos quatro ventos que o impeachment do ex-Presidente Fernando Collor de Mello (que exerce desde 2007, mandato de senador por Alagoas), "não é tão marcante" como outros fatos da história brasileira - como a abolição da escravatura, o Ato Institucional n.5, e a Constituinte - José Sarney, presidente da Câmara, minimiza a ausência de painel sobre o fato, na exposição que reconta os principais acontecimentos do Senado brasileiro.
Ora, vamos combinar uma coisa... depois de anos vivendo sob o julgo de um regime ditatorial e militar, o primeiro presidente eleito por voto popular e deposto após averiguadas as denúncias de corrupção e irregularidades em seu governo (momento em que o sonho da democracia começa a se efetivar), vem este senhor banalizar este acontecimento dizendo que nem deveria ter existido...
José Sarney, não somos tão burros quanto você pensa, nem sofremos de memória (talvez só um pouco, a ponto de colocarmos você novamente no poder quando deveria estar de roupão e pantufa assistindo o programa do Gugu).

Só para lembrar: ainda hoje existem muitas pessoas que duvidam de que o holocausto dos judeus liderados por Hitler, tenha, de fato, existido.

sábado, 28 de maio de 2011

A CRIANÇA COMO SUJEITO CONSUMIDOR


Está em fase final o trabalho de conclusão de curso (TCC) da minha aluna orientanda Gabriela Paduan, do curso de Jornalismo, que tem como tema a discussão da formação da criança enquanto sujeito consumidor.
O trabalho buscou analisar a hipótese inicial de que as propagandas veiculadas nos intervalos dos programas infantis influenciam o desejo de compra das crianças, construindo-as como consumidores em potencial.

Para fundamentar suas análises e referências bibliográfica, Paduan utilizou autores de renome da Sociologia e da Comunicação, tais como Juan Dìaz Bordenave e Philippe Ariès.
Suas reflexões ainda contam com textos do jornalista Flávio Paiva, sobre a publicidade abusiva direcionada às crianças.
No final, Paduan faz uma análise sobre a programação da Rede Globo, identificando os tipos de propagandas veiculadas nos comerciais destinados ao público infantil, sobretudo no horário da TV Globinho que vem a ser o programa na qual a pesquisadora utiliza como objeto.
Com a pesquisa, Gabriela Paduan percebe que a relação que as pessoas têm com a televisão é algo adquirido ainda na infância, de modo que o aparelho tende a ser visto como parte da família. "Sabendo que a televisão é uma companhia para os telespectadores, a mídia dedica parte do seu espaço para a publicidade, como maneira de se manter financeiramente, e as propagandas por sua vez, procuram persuadir as pessoas, para que elas consumam determinados produtos", diz.
Para verificar essas hipóteses, Paduan, aplica questionários e realiza entrevistas com crianças da escola Escola Jean Piaget de Pirapozinho, e seus pais.
A defesa de seu trabalho ainda não foi marcada e o trabalho ainda passa pelas últimas revisões. Perguntado sobre o que pode ser concluído na sua observação, Paduan relata que enquanto cidadãos devemos estar atentos às publicidades e ao que rege o Código de Defesa do Consumidor, além do Conselho Brasileiro de Auto-Regulamentação Publicitária, que regularizam as publicidades destinadas à criança, para que esta seja resguardada (visto que se trata de um público com personalidade ainda em formação). 

Também, "se faz necessária maior atenção dos pais em relação meios que eles utilizam como entretenimento para os filhos, devendo escolher com mais rigor o que eles assistem na televisão, para que eles possam ter acesso a programas educativos que lhes acrescentem valores considerados positivos".
O enfoque à cultura e à leitura crítica de tudo o que a mídia lhes impõe, para que cresçam e se tornem adultos conscientes quanto aos apelos publicitários, foi a sugestão dada como desfecho ao trabalho de pesquisa.
Parabéns Gabriela, pelo esforço e dedicação.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

DO TÉDIO AO RESPEITO DE SI - EDUCAÇÃO MORAL E FORMAÇÃO ÉTICA


Palestra sobre a‘cultura do tédio’, a falta de sentido existencial que comprometem
a realização ética de uma ‘vida boa’

Segue link de uma palestra que Yves de la Taille dá ao Café Filosófico da TV Cultura, intitulada:

Do tédio ao respeito de si - educação moral e formação ética

Abraço a todos.

sábado, 21 de maio de 2011

É A REALIDADE APRESENTADA EM NÚMEROS

Professora Amanda Gurgel silencia Deputados em audiência pública

Poucos vídeos me chamaram a atenção como este que sugiro a vocês, caros amigos...
Espero que ele sirva para nos fazer refletir sobre nosso verdadeiro papel diante da sociedade brasileira e da realidade educacional a que se instaura desde muito tempo. O discurso da professora já não choca mais, porque - como ela mesma ressaltou - já banalizamos esta profissão tão nobre e necessária.
Pensemos...

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