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terça-feira, 24 de maio de 2016

OUTRAS 20 COISAS QUE NÃO TE CONTARAM SOBRE A PATERNIDADE

Em 2013, pela ocasião do nascimento do meu sobrinho e afilhado Henrique, escrevi e dediquei ao meu irmão um texto que intitulei de "20 coisas que não te contaram sobre ser pai". Hoje, em homenagem ao meu grande amigo-irmão André A. Souza, que será pai em alguns meses pela primeira vez, dedico este texto que leva o título de "Outras 20 coisas que não te contaram sobre a paternidade". Te amo amigo!

OUTRAS 20 COISAS QUE NÃO TE CONTARAM SOBRE A PATERNIDADE

Por Julio César Gonçalves

  1. Viver a experiência de participar da "criação" é algo que não tem como explicar... Essa ideia vai passar pela sua cabeça em algum momento da sua vida a partir de agora e a sensação é inexplicável.
  2. Pode ser que você descubra uma outra pessoa em você mesmo: mais sensível, mais atento, mais carinhoso, com outras prioridades.
  3. Seu sono vai mudar. Qualquer barulhinho te deixará em estado de alerta (agora alguém depende de você).
  4. O tempo, para realmente entender o que está acontecendo, parece ser muito diferente em relação ao tempo das mamães (talvez porque elas sentem fisicamente as mudanças). Não se torture... a paternidade chega mais tarde do que a maternidade.
  5. Com certeza você teve mais sorte do que todos os outros papais... você terá 20 dias de licença paternidade segundo nova legislação (cf. Projeto Empresa Cidadã).
  6. É incrível como sua visão de mundo se transforma... A impressão que terá é que você enxergará grávidas, bebês e coisas de bebês, mais do que o normal.
  7. Você vai se pegar lendo revistas, pesquisando sites e blogs especializados em comportamentos, sobre como agir. Informações são sempre bem-vindas, mas não pire a cabeça... não há receitas prontas.
  8. A natureza é perfeita! Nas semanas finais da gestação, poderão surgir os chamados "alarmes falsos" - pequenas e leves contrações, para preparar você e sua esposa para a corrida até o hospital.
  9. Talvez perceba momentos de mudanças no seu humor após o nascimento do baby, que podem estar relacionadas a diversos fatores, como a falta de privacidade, noites mal-dormidas nas primeiras semanas, o estresse gerado pelas novas mudanças... 
  10. Sabe aquele medo de não dar conta de arcar com os gastos de uma criança, com a qualidade que você e sua esposa sonhou? Bem... esse medo parece que está incluso no pacote da paternidade... ele não vai embora. 
  11. Planejar o futuro, planejar o futuro, planejar o futuro... (palavras de ordem).
  12. Fique em paz. Nossos filhos são o melhor de nós. 
  13. Um turbilhão de emoções e sentimentos novos podem surgir durante a gravidez e nos primeiros anos após o nascimento do bebê. Pode ser que o ciúmes da relação entre o bebê e a mãe apareça. Muitos pais sentem que sua parceira não confia nele para cuidar do bebê. Essa confiança vai surgir conforme você se inteirar das atividades da rotina do bebê (como trocar fraudas, esquentar mamadeiras, preparar o ambiente para as mamadas). Participar desse processo ainda é a melhor forma de se incluir e se sentir incluído na relação.
  14. Pode ser que passe pela sua cabeça algumas dúvidas: "Será que um dia vou conseguir amar este pequeno ser tanto quanto a mãe o ama?".  O dialogo entre o casal é fundamental para evitar que pequenas crises isoladas se transformem em grandes crises no casamento e minar a relação. Leia mais em chegada do primeiro filho é prova de fogo para casamento.
  15. Tudo é educação... você vai perceber que terá que ensinar TUDO, desde amamentar, mastigar, fazer xixi no lugar certo, falar, expressar sentimentos e sensações, ler e escrever, respeitar, lidar com as frustrações... não se preocupe. Elas vêm em doses suportáveis (à tempo de aprender também).
  16. Sabe aqueles vegetais que você não gosta ou não faz questão de comer? Farão parte da sua dieta de agora em diante. Em contrapartida, vai abrir mão das besteiras (o bom é que você vai se reeducar-se para uma alimentação melhor).
  17. Você vai sentir, alguma vez, vontade de estar no lugar da criança, quando as fases das doenças chegarem. Essa já é uma prova definitiva de que você ama.
  18. Seu coração vai partir ao meio (talvez até chore) depois de corrigir, proibir, ou ser enérgico com seu filhote...
  19. Ser acordado domingo de manhãzinha a galopes é muito bom (verdade!). Criança não conhece calendário, nem horas...
  20. Talvez nada disso aconteça de fato. Talvez, apenas alguns itens desta lista... o fato é que vocês três descobrirão, da melhor maneira possível, um jeito de lidar com todas as situações. Ah... o melhor de tudo é que, ainda assim, pode continuar contando com a ajuda e o carinho dos amigos que torcem por vocês.


domingo, 1 de dezembro de 2013

"SOCIEDADE ATUAL DIFICULTA A VIVÊNCIA DO LUTO", REVELA PESQUISADOR DA USP

 
A entrevista deste mês traz as experiências e os resultados da pesquisa de mestrado (realizado na Universidade de São Paulo - USP), por Rodrigo Feliciano Caputo em três aldeias dos remanescentes Bororos, no Mato Grosso. Caputo tem formação inicial em Psicologia e na entrevista cedida ao SNM relata seus sentimentos e percepções sobre as visitas realizadas  às aldeias e, fala sobre sua experiência na elaboração da dissertação.
 
SNM - Caputo, em que consistiu sua pesquisa de mestrado?
Caputo - O  estudo que realizei procurou contribuir para o aprofundamento conceitual e metodológico, através da análise comparativa entre dois grupos humanos contemporâneos que apresentam características histórico-culturais específicas: os moradores da cidade de Lins-SP (“linenses”) e os remanescentes “bororos” que vivem em três aldeias no estado de Mato Grosso.
 
SNM - Em seu estudo, o que pretendia comparando essas duas realidades diferentes (os linenses e os bororos)?
Caputo - Na realidade, minha intenção era tentar compreender, por meio de revisão da literatura existente e exame de fontes documentais, como esses grupos lidam com a morte. Para tanto, foi necessário entrar em contato com suas estruturas e dinâmica social, sua história de ocupação e transformação dos territórios por eles habitados, seus mitos fundadores, suas instituições, práticas, discursos, técnicas e símbolos.
 
SNM - Por que você quis pesquisar esse assunto?
Caputo - Boa parte (senão todos) os fundamentos culturais de uma sociedade convergem nas suas prescrições técnicas e simbólicas sobre como lidar com a morte, de modo a integrá-la na realidade  social e garantir a continuidade da vida comunitária,  estabelecendo códigos de conduta, modulando relações de parentesco, instituindo papéis profissionais etc. Então, essas diferentes "maneiras" de lidar com a morte, chama a atenção (e é de  grande interesse) da Psicologia Social, que vem sendo estudados cada vem mais.
 
SNM - O que mais te chamou a atenção sobre a pesquisa?
Caputo - O que me impressionou, primeiramente, foi que, apesar do intenso processo de  aculturação dos “bororos”, este grupo ainda guarda diferenças marcantes em relação aos “linenses”, em relação ao modo como lidam com a morte. Entre os linenses, por exemplo, a morte  é mantida à distância, no sentido de que as tarefas funerárias são "terceirizadas" a profissionais e instituições específicas. 
O luto é vivenciado só ou junto à família nuclear e a expressão da dor costuma ser abreviada. Já os bororos geralmente guardam proximidade dos indivíduos adoentados e moribundos, bem como de todo o ritual funerário. A dor é expressa e o luto é vivenciado em comunidade. Por outro lado, em ambos os grupos confirma-se que o conjunto de técnicas e símbolos de lida com a morte representa um importante organizador psicossocial, pois orienta e auxilia as pessoas no enfrentamento individual e coletivo da morte, favorecendo na elaboração dos impactos psíquicos, na reorganização dos papéis e dos vínculos sociais.
 
SNM - Como foi ficar esses dias na aldeia?

Caputo - Foi desafiador e fascinante me integrar no grupo dos Bororos, já que não fazem parte do meu cotidiano. Porém, a inserção ocorreu em um contexto atenuador dos impactos gerados pelo ingresso de um forasteiro no grupo. O ingresso no grupo Bororo ocorreu através de um Projeto de Ação Voluntária feito entre o Centro Católico Salesiano Auxilium (UNISALESIANO), de Lins-SP, local em que trabalho e as aldeias de Meruri (índios Bororo) e Sangradouro (índios Bororo e Xavante). O projeto ocorreu de 11 a 19 de julho de 2012 Nesta ação de voluntariado, eu fui designado para compor o grupo que seguiria para Meruri. Os quatro primeiros dias foram planejados pelos habitantes de Meruri, os quais promoveram algumas danças, rituais, levaram-nos para passeios e visitas acompanhadas pela aldeia, festas, atividades esportivas mesclados com rodas de conversas e palestras realizadas por lideranças Bororo (diretor da escola, cacique, responsáveis pelo Museu Comunitário e Centro de Cultura Bororo. Pe. Rodolfo Lunkenbein); bem como por dois religiosos que estão há décadas na aldeia.
 
SNM - profissionalmente você atua de que modo hoje?
Caputo - Hoje sou psicólogo clínico e atuo com atendimento na cidade de Lins e região. Sou professor universitário e consultor em gestão de pessoas. Desenvolvo pesquisas de mestrado em Psicologia Social e do Trabalho pela Universidade de São Paulo - USP.
 
SNM - Essa não foi sua primeira experiência com o tema da morte. Você desenvolveu projetos na sua área com pacientes soropositivos. Conta para a gente como foi esse projeto.
Caputo - Essa experiência se deu em 2006. O trabalho consistiu em formar um grupo de apoio aos soropositivos e seus familiares frequentadores da ONG MOVECA (Movimento Vestindo a Camisa), da cidade de Penápolis-SP, com o objetivos de construir um vínculo com os integrantes desta, estabelecendo, portanto, uma relação de alteridade. No período em que atendi na Ong, um dos integrantes do grupo faleceu, a partir de então passei a investigar as questões relativas à morte e às vivências do luto.
 
SNM - Como é para você trabalhar com pacientes nessa condição?
Caputo - Atendo muitas pessoas que estão vivenciando o luto de entes queridos ou coisas que apreciavam muito, porém vejo que nossa sociedade não facilita a esta vivência. Este é um tema proibido, já que após o funeral, cada vez menos se tolera o choro e o pesar, assim o luto que outrora era uma reação natural e esperada diante de uma perda significativa, passou a ser patologizado e medicalizado. Deste modo, é muito satisfatório poder facilitar a elaboração do luto de pessoas que além de sofrerem as suas perdas, sofrem por não poderem expressar suas dores, suas angústias e medos.

terça-feira, 3 de julho de 2012

ALUNOS DE JORNALISMO APRESENTAM 1º VÍDEO INSTITUCIONAL



Na noite de segunda-feira, 25, os alunos do 7º termo do curso de jornalismo da Faculdade de Presidente Prudente – FAPEPE apresentaram aos professores, coordenação do curso e direção, o primeiro vídeo institucional da FAPEPE.
A apresentação, que teve início às 20 horas, aconteceu na sala de vídeo próximo ao laboratório de TV. Na oportunidade, participaram a diretora da Faculdade, Maria Helena Carvalho e Silva Bueno, a assistente de direção e coordenadora do curso de Enfermagem, prof.ª Jaqueline Kuramoto, a coordenadora do curso de comunicação Lilian Gualda, os professores Júlio César Gonçalves, Brisa Nascimento e familiares dos alunos
Após seis meses de trabalho, sob orientação do professor Rogério Potinatti, o vídeo de aproximadamente dez minutos faz uma apresentação da faculdade. No documentário, são apresentados o início da instituição educacional, a evolução ao longo dos anos e a variedade de cursos que hoje é oferecido à Presidente Prudente e região.
Para a diretora da instituição Maria Helena Bueno, o vídeo não mostra somente o que a unidade tem a oferecer, mas também o esforço dos alunos. “O vídeo é uma superação, pois temos alunos de outras cidades, que pegam estrada diariamente para estudar, trabalham e fizeram um esforço imenso para produzir esse material”, declara a diretora. “A sensação que temos diante desse vídeo é a de dever cumprido, fruto de desempenho e dedicação inigualável”, acrescenta ela.
O professor Rogério Potinatti, compartilha da mesma opinião. “Após seis meses de trabalho, mais uma vez temos a certeza que a união faz a força O documentário é resultado do trabalho coletivo de toda a turma”, declara o professor. “Focamos nessa produção o que o mercado de trabalho pede e, hoje os alunos saem com um portfólio em mãos”, finaliza.
A produção do vídeo é uma atividade prática da disciplina de Documentário em Vídeo. Os alunos se revezaram no levantamento de informações sobre a faculdade, cursos, coleta de depoimentos e de imagens. Na fase final de produção do vídeo, contaram com a colaboração do editor de imagens Marcos Mincucine e do editor de áudio Luciano Amorim.
 Após a apresentação do vídeo, os presentes participaram de uma confraternização promovida pelos alunos.

Matéria produzida pelo estudante de Comunicação Social - Jornalismo - Maicon Ferreira sob a orientação do docente Rogério Potinatti. 

sábado, 10 de dezembro de 2011

CYBERBULLYING - NOVA MODALIDADE DO BULLYING


Cyberbullying é a utilização de tecnologias de informação e comunicação para hostilizar outras pessoas. De acordo com a “National Crime Prevention”  esse pratica se define “quando a internet, telefones celulares ou outros dispositivos são utilizados para enviar textos ou imagens com a intenção de ferir ou constranger outra pessoa.”
A professora do ensino infantil de Estrela do Norte, Maria Aparecida Bezerra, comenta que essa pratica vem acontecendo cada vez mais cedo. Ela também conta sobre a dificuldade na luta contra o cyberbullying, o que deixa quem o pratica mais livre para continuar.
Tabita Rocha, estudante de direito da Universidade Toledo, nos contou que as pessoas que praticam o bullying virtual primeiro se aproximam para ter conhecimento geral sobre a vida da vitima, depois através de chantagens mal sucedidas expõem a vida delas na internet.
Crianças e adolescentes são facilmente enganadas na internet, como é o caso dessa garota que terá seu nome ocultado, de apenas 15 anos que teve toda sua vida exposta na internet e como morava em uma cidade pequena teve que se mudar por preconceito de seus próprios vizinhos e colegas de sala.
Não dificulte ainda mais a luta contra o bullying virtual, a qualquer indicio procure uma delegacia de policia e com as provas na mão, denuncie a ocorrência. Se preserve; a internet NÃO é um mundo paralelo, viva sua verdadeira vida.

WESLEY BEZERRA DOS SANTOS é aluno do curso de Comunicação Social - Jornalismo da Faculdade de  Presidente Prudente e também colabora com o Blog Sociologia no Mundo.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

DO TÉDIO AO RESPEITO DE SI - EDUCAÇÃO MORAL E FORMAÇÃO ÉTICA


Palestra sobre a‘cultura do tédio’, a falta de sentido existencial que comprometem
a realização ética de uma ‘vida boa’

Segue link de uma palestra que Yves de la Taille dá ao Café Filosófico da TV Cultura, intitulada:

Do tédio ao respeito de si - educação moral e formação ética

Abraço a todos.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

INTERCÂMBIO CULTURAL / EDUCACIONAL


Por Pedro Granato Neto - Jornalista

Quem nunca pensou em morar fora do país um dia, ou mesmo estudar no exterior? Aprender um outro idioma é apenas uma das muitas possiblidades de se morar um tempo fora do seu país, cursos profissionalizantes ou pós- graduação são opções possíveis de intercâmbio. Mas nada disso se compara à inigualável experiência de vida, que só este tipo de viagem oferece.
Intercâmbio de culturas, costumes, de idiomas, de amizades. Um patrimônio único para toda a vida.
Para você ter a oportunidade de realizar o intercâmbio uma alternativa é procurar o Rotary Clube de sua cidade. O Rotary Clube faz parte uma instituição internacional, o Rotary Internacional, que dispõe de programas  humanitários e educacionais, que há vários anos faz o intercãmbio em mais de 160 países, a instituição é uma das principais organizações não-governamentais sem fins lucrativos do mundo, e proporciona chances no exterior para jovens, estudantes, pessoas em início de carreira, pesquisadores, além de disponibilizar bolsas de pós- graduação.
Um dos programas mais atuantes do Rotary, é o Intercâmbio Internacional de Jovens.Por ano são realizados aproximadamente 9 mil intercâmbios. O objetivo é diminuir as distâncias entre as nações, derrubar o preconceito, aprender uma nova cultura, apresentar um mundo sem fronteiras, propagar a paz e a compreensão mundial. Participam deste programa jovens entre 14 e 18 anos. São dois tipos de intercãmbio nesta faixa etária: o intercâmbio de longa duração, 11 meses e o de curta de duração de 6 a 7 semanas.
Atualmente o Distrito 4510 que abrange Bauru e região, Marília e região, Assis e região, Prudedente e região, cidades da Nova Alta Paulista e Pontal do Paranapanema realizam 48 intercâmbios de jovens com outros países: Alemanha, Austrália, Canadá, Dinamarca, França, Holanda, Hungria, Japão, México, Tailândia, Taiwan, Turquia e  Estados Unidos.
Por outro lado estas cidades estão recebendo mais de 40 jovens destes países. O cômite do Programa tem entre 2 à 3 bolsas educacionais. Esta bolsa educacional é destinada, também em processo de avaliação a jovens que não possuem condições de pagarem o intercâmbio e,que estudam em escola pública, o jovem quando aprovado tem o seu intercâmbio custeado integralmente pelo Cômite do Intercâmbio. Normalmente essa bolsa educacional é disponibilizada para os Estados Unidos.
Para participar do intercâmbio é necessário que o jovem procure um Rotary Clube e fazer a inscrição, o candidato passa por uma seleção, treinamento, orientação e por fim por uma avaliação. O jovem escolhe o país conforme a sua classificação.
O rotariano Gesner Dias Júnior (foto), 44, é coordenador Outbound (conselheiro para os jovens que estão fora do Brasil) segundo o coordenador do programa a vida dos jovens, após essa experiência nunca mais será a mesma, pois é um momento marcante na vida de cada jovem, se aprende a adaptar-se em outro país, uma nova língua, uma nova cultura, é um desafio muito difícil para esses jovens porque estão num país totalmente diferente da cultura, educação, da comida, segundo ainda Gesner Dias, os pais arcam com os gastos de: passagem aérea de ida e volta para o país anfitrião, seguro de saúde e seguro de acidente pelo clube e distrito anfitrião, todos os documentos de viagem, tais como passaporte e visto de entrada, roupas e dinheiro para despesas extras.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

O CONSELHO DE NELSON

Por Marco Aurélio de A. dos Santos (foto abaixo)- estudante de Direito



Com certeza, você pensará que o autor destas linhas é mais um senhor de idade que está indignado com a juventude. Porém, se engana, caro leitor. Quem escreve é um jovem do alto de seus 19 anos de idade. Pouca idade? Concordo. Mas já é o suficiente para perceber o quanto a juventude da qual eu faço parte está acabada, perdida e idiotizada.
No interior, que é onde moro, a coisa não está tão ruim quanto nas capitais. Porém, vendo como as coisas andam por aqui, eu me pergunto: “Oh, Deus, porque ser jovem parece ser sinônimo de ser idiota?”. Contudo, o jovem mais imbecil de todos é o universitário, metido a intelectual. Este estrume ambulante me faz sentir vergonha de ter 19 anos. O arquétipo dele é o mesmo: Filho e amante de Che Guevara, o porco argentino; adora desafiar o sistema com suas passeatas e protestos – diga-se de passagem, que passeatas não resolvem nada – contra a fome, a corrupção, a violência ou qualquer outra coisa que o deixe mais cool. Ele é mais hipócrita que o nosso presidente da república.
Não. Eu não participo de passeatas ou de qualquer outro tipo de manifestação afim. Tenho plena consciência de que andar pelas ruas com faixas nas mãos não irá melhorar o mundo. Prefiro ficar em minha casa, no meu quarto com, invés de uma faixa, um livro nas mãos; o que, por sinal, dá mais resultado se sua meta é mudar algo.
O que mais me assusta nos jovens é a falta de moral, de consciência, de qualquer virtude de um homem. Responsabilidade? Não faça piada. É claro que eles não sabem do que se trata. Se soubessem, não haveria gravidez indesejada na adolescência e, por conseguinte, garotas de 14, 15, 16 anos praticando abortos (algo repudiado por mim).
Claro que a juventude brasileira não é desprovida de qualquer habilidade. Ela possui uma skill de alto nível, qual seja, a de fazer porcaria. E, é claro, a de usar drogas. Sim, eles adoram um cigarrinho do capeta ou um pó. Há uma crença entre os jovens machos que isso ajuda a pegar as gatinhas, acredita? Estúpida e sem escrúpulos é a jovem que gosta e acha bacana que seu namoradinho use drogas.
Oh, Deus, onde foram para os valores de verdade? “Eles ainda existem, meu filho, mas estão invertidos”.
Há algum tempo atrás, no ócio da madrugada, estava pensando em algumas coisas quando cheguei a uma conclusão: Eu tenho apenas 19 anos de idade. Não sei nada sobre a vida. Quem realmente sabe é aquele que já tem experiência em viver, ou seja, nossos senhores.  Se eles já sabem de muita coisa, por que não espelhar-se neles? Se assim eu fizer, quando chegar a idade deles, terei o mesmo conhecimento que eles e um pouco a mais. Afinal, procurei praticar a responsabilidade já na minha juventude.




Por fim, gostaria de deixar o conselho de Nelson Rodrigues para você, jovem, que adora maconha, Che Guevara, ama a natureza e joga papel no chão, faz passeatas, odeia os EUA e consome tudo que vem de lá, odeia nossos militares, mas quando é assaltado grita pela Polícia, é a favor do aborto, odeia as religiões e faz muito barulho: Envelheça.

domingo, 11 de abril de 2010

10.000 ACESSOS!!!


Há menos de um ano de construção, chegamos aos 10.000 acessos!
Quero agradecer a todos pelas contribuições e por ajudar-nos na construção de um espaço interativo e de fortalecimento reflexivo-crítico.
Abraço a todos!

domingo, 28 de março de 2010

QUEM É A FAMÍLIA DE HOJE?

Acho incrível como acontece a dinâmica social, como a sociedade vai se moldando, se fazendo e se desfazendo, se renovando! Dias atrás um aluno me procurou com a intenção de que eu o orientasse em sua monografia que, inicialmente, abordará a influência das telenovelas "globais" na construção de novos conceitos de família.
Achei bacana a abordagem! Parei para pensar a concepção de família de hoje e a de anos atrás... como mudou... desde as primeiras sociedades (primitivas), organizadas matriarcalmente (porque as mulheres tinham filhos de vários maridos a ponto de não ser possível identificar a paternidade), a tradicional (que chamo de "família porta-retrato" - pai, mãe e filhos), até as famílias dos dias de hoje.
Mas espere um pouco: Quem é a família de hoje? Quais são os elementos que a compõe?
Não precisa fazer nenhum estudo sociológico para percebermos a transição da "família porta-retrato" para uma família nuclear de estruturação diferenciada. 
Estamos falando, não de um, mas de vários modelos de composição familiar, como é o caso das famílias onde os pais são separados, ou a mãe decidiu fazer uma "produção independente" (não gosto deste termo), o pai cria os filhos sozinho, família com dois pais e filhos (ou duas mães), filhos criados pela avó, a família single (composta de pessoas que moram só) entre outros tantos...
O que aconteceu? É uma crise no sistema familiar tradicional? É o resultado de mudanças maléficas da sociedade?
Humm... não sei!
Na verdade não parei para tentar responder tais questionamentos, entretanto, uma coisa é fato: a estrutura familiar, assim como a própria sociedade, é dinâmica, se adapta às realidades diferentes impostas pelo sistema de organização social. 
A emancipação feminina, por exemplo, permitiu que a mulher saísse de casa para trabalhar, para tornar mais independente. Ora, a  mãe que em nossa sociedade representa a base da família. Também as condições financeiras mudaram: antes o salário do marido supria todas as necessidades da casa.
O resultado dessas transformações todas? Os filhos estão indo muito cedo para escolas, creches. Alguns pais não se dão conta de que renegam a educação informal para outros (pois sentem culpa em corrigir os filhos, uma vez que já ficam longe deles muito tempo...). 
O que fazer então? Aspirar os tempos de outrora? Não... a sociedade mudou, os problemas mudaram também.
O que nos resta então? Analisar, estudar, observar e tentar se adaptar à essas novas transformações sem renegar à outras pessoas aquilo que é responsabilidade nossa!
Clique aqui e leia uma reportagem sobre a inversão de papéis tradicionais na sociedade.

PARA APROFUNDAR - Friedrich Engels escreveu uma obra (um clássico) a respeito desse assunto. Trata-se do livro A ORIGEM DA FAMÍLIA, DA PROPRIEDADE PRIVADA E DO ESTADO. Logo nos primeiros capítulos, o autor traça um retrato da família desde o seu surgimento. Clique no link e leia a obra.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

PANDEMÍDIA



Recentemente o mundo parou para ver a crescente proliferação de uma nova doença: o excesso de informações truncadas e confusas... Epa! Calma que eu explico! Com a onda da nova gripe H1N1, a mídia se pôs a realizar aquilo que é de sua função principal - informar a população. Porém, confesso que fiquei chocado com tantas informações desencontradas em todos os veículos de comunicação que tive acesso. Na internet, por exemplo, é possível encontrar informações alarmantes que sugerem o uso de máscaras novas a cada duas horas e álcool em gel sempre quando em contato com aglomerações, e dicas que sugerem não passar mais as mãos no rosto antes de chegar em casa e lavá-las. Na TV, vi reportagem dizendo que até andar de ônibus é arriscado... (não que não seja de fato). 
Sem contar os e-mails com aquelas teorias da conspiração falando que tudo não passa de um truque da indústria farmacêutica para vender Tamiflu - que, aliás, estava sendo comercializado até nos camelôs, sem receita médica e orientação. Que caos não? Pois caos mesmo estavam os hospitais e ambulatórios... pareciam o metrô de São Paulo em horário de pico. Bastava um espirro e "bora lá" enfrentar fila nos corredores das Santas Casas. As escolas então adiaram as aulas, resolveram diminuir os dias letivos para não prejudicar "ninguém" (alguns alunos entenderam errado - ou não - e esticaram as férias indo, inclusive para outros países). Em contrapartida, ouvi dizer que apesar das mortes por gripe suína, ela ainda mata menos do que a gripe comum. Ora, então pra que tanto alarde? Sei não... Evitei sair de casa o máximo possível. Comprei o bendito álcool em gel (que nunca foi tão comercializado em toda a sua história), entrei em sala de aula com medo... Agora parece que a vida está voltando ao normal devagarzinho. Alguns hábitos ficaram... Sobretudo o de consultar a mídia. Outros evaporaram com o álcool. E a vida? Continua não é mesmo? Ou alguém ficou sabendo de alguém que morreu recentemente contaminado pelo vírus do EBOLA?


Publicado originalmente na coluna 2ª Página, do JORNAL DE ASSIS (JA) de 26/27 de setembro de 2009.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

JURI SIMULADO



Caros amigos...


Já a algum tempo tenho acompanhado (ainda que timidamente) o trabalho do Prof° Rosival com as turmas do primeiro termo, com o Juri Simulado. A iniciativa, além de ser um importante requisito para a interação social interclasses, também acaba proporcionando uma grande motivação para o próprio curso de Direito. No dia 23 de maio, aconteceu o primeiro Juri Simulado da Unidade de Pres. Epitácio.
Segue, abaixo, o relato de uma aluna participante, matriculada no 1°B - Patrícia Duarte.
O júri simulado dos 1°s termos A e B da FAPE, foi no dia 23 de maio de 2009. Sobre um caso fictício do livro: "O caso dos exploradores de caverna" de Lon L. Fuller. Onde a acusação denunciou um homicídio qualificado, e desqualificou o estado de necessidade apresentado pela defesa, pois seria ele desproporcional e exagerado já que Whetmore não representava nenhuma ameaça. Argumentou também que não se enquadrava o uso do Direito Natural e do Direito Positivo. Já a defesa, versou sobre o estado de necessidade, e apelou para o lado psicológico que os réus deveriam se encontrar.
No entanto, a acusação convenceu os jurados no quesito "houve excesso por parte dos réus", onde por votos dos jurados, a acusação ganhou por (3 x 2). E a defesa conseguiu o "perdão judicial" dos jurados (3 x 2 ) baseado na tese de que já sofreram o bastante, psicológicamente falando. Sabemos porém, que nesse caso, não caberia perdão judicial ser votado pelos jurados, caberia apenas se o Exmo. juiz assim quizesse fazê-lô. Tecnicamente falando, a acusação ganhou. Mas o que houve no dia, baseada nos resultados descritos, foi um júri sem GANHADORES, sem PERDEDORES!





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