Pesquisa no Blog

quinta-feira, 14 de março de 2013

DEUS ESTÁ MORTO !

 
QUAL DEUS ESTÁ MORTO?
Por Alfredo Carneiro
 
Uma das frases mais controversas de Nietzsche é  ”Deus está morto”, no entanto, ela não corresponde a um ataque ao Deus cristão, como pensa a grande maioria das pessoas. De fato, Nietzsche fez severas críticas ao cristianismo em suas obras, contudo, esta frase é na verdade um ataque à era moderna.
Se na época medieval a questão de Deus era o ponto central, na era moderna ocorre uma transição, uma passagem da visão cristã de Deus para uma nova percepção do mundo e do homem, não mais como um ser criado por Deus, mas um ser dono de si que a tudo investiga com a razão e a experimentação. O Renascimento, que definiu o início da modernidade, foi marcado pelo uso da razão, pela negação da visão medieval e pelo surgimento de um novo Deus: a ciência. A modernidade conseguiu dessacralizar o mundo e não deu ao homem nada em troca, a não ser a crueza de uma vida sem encantos.  O que morreu na modernidade foi a dimensão mítica e divina que sempre acompanhou todas as grandes culturas. Na era moderna essa dimensão se esvaiu em nossas investigações filosóficas e científicas.
Para Nietzsche a era moderna criou uma expectativa desmedida e ingênua, baseada na razão e na ciência, que tirou do homem sua profundidade, legando apenas um conjunto de objetivos mesquinhos e fúteis. “Deus está morto” é também um ataque à própria filosofia de seu tempo, influenciada por Descartes, pai da filosofia moderna que colocou o homem (o “eu”) no centro da investigação filosófica e definiu a natureza como um mecanismo sem mistérios. Nietzsche afirma então que o homem moderno não sabe mais para o que se voltar. A modernidade falhou em dar um significado à vida e  nossa dimensão divina morreu com nossas falsas expectativas, com nossa “busca pela verdade”. A modernidade matou nossa dimensão divina e nos tornou seres pequenos,  egoístas, covardes e assustados. Nesta perspectiva, Deus está morto.

terça-feira, 5 de março de 2013

CRÍTICA GASTRONÔMICA

Aos alunos do curso de Comunicação Social, segue um texto de Carlos Alberto Doria sobre o papel do crítico de gastronomia. Também segue alguns links de textos sobre o assunto. Vamos nos preparando para o dia em que sairemos à campo.
Abraço a todos e Bon Apetit !!!

O PAPEL DA CRÍTICA GASTRONÔMICA
Por Carlos Alberto Doria (do Blog E-Boca Livre)

É curioso o papel da crítica gastronômica. O que esperamos dela? Sabemos o que esperar da crítica literária, da crítica musical, mas será que sabemos o que esperar da crítica gastronômica?
As críticas literária e musical, assim como de artes plásticas, possuem suas próprias teorias, de sorte que também podemos julgar o crítico em função das referências teóricas e conceituais que o movem. E o crítico gastronômico, qual sua teoria? Qual a sua metodologia?Como a gastronomia não é uma forma canônica de arte – e há quem diga que se trata de uma não-arte, pois não tem um objeto próprio – muitas vezes nos contentamos com a sua crítica mais elementar: o analista nos diz, diante de um prato, “gosto” ou “não gosto”.
Mas por que vou abrir mão da minha subjetividade em favor da subjetividade de um terceiro? Muitas vezes por preguiça. Não quero perder meu tempo arriscando e elejo um bode expiatório para experimentar o que eu virtualmente desejaria. Esse crítico é uma espécie de comissão de frente do meu desejo.
Mas há o crítico da cultura alimentar ou gastronômica. Esse é mais raro e o que ele nos fornece são coordenadas para nos movermos livremente entre os desafios de um mundo empírico, concreto, que é bem maior do que as experiências que pessoalmente podemos acumular. Dentro desse tipo de crítico, Manuel Vázquez Montalbán (1939-2003) foi um expoente e figura quase única.
Esse prolífico escritor catalão, de posições políticas inequívocas – em sua obra brilha o comunista militante, que sempre usava sua verve em favor da democracia e contra o franquismo – criou para si um vasto campo de cultura gastronômica onde, como autoridade, pontificava com a admiração de todos.
Quando morreu, Ferran Adrià escreveu em seu elogio fúnebre: “ Montalbán é importante porque foi a pessoa que tornou possível que a cozinha tradicional e a contemporânea convivessem sem problemas neste país. Foi autor de livros importantes sobre cozinha tradicional, mas era também um amante da cozinha de vanguarda e nunca se referiu a elas como se fossem mundos contrapostos {...}. Sobre El Bulli, Vázquez Montalbán foi a primeira pessoa que falou do que estávamos fazendo qualificando-o de “cozinha de investigação”. O disse há oito ou dez anos, quando as pessoas ainda não sabiam como qualificar o que fazíamos no restaurante. Era admirável, já que não só em cozinha, mas em tudo, tinha uma grande capacidade de análise e de antecipar-se ao futuro”.
Capacidade de antecipação. Talvez esta seja a chave da critica gastronômica. Nesse sentido, Montalbán é o fundador da moderna disciplina da crítica gastronômica, isto é, alguém que estabeleceu a sua “teoria analítica” mais do que exerceu a crítica de restaurantes propriamente dita.
Outra figura de destaque da crítica é Rafael Garcia Santos, embora este se concentre mais na crítica de restaurantes. Ele não é exatamente querido, como Montalbán. Talvez seja mais odiado do que qualquer outra coisa. Seu método partisan consiste em separar o joio do trigo: quem não faz a moderna cozinha espanhola simplesmente não presta! Ele segue uma espécie de decálogo da cozinha moderna, que ele mesmo sintetizou. Como, decadas antes, Gault-Millau havia feito para a nouvelle cuisine. Apesar disso, é inegável que Garcia Santos funcionou como parteiro de um novo ambiente gastronômico na Espanha.
E entre nós? Quais são os passos para se superar o primeiro momento da consciência gastronômica, o jogo maniqueísta do “gosto-não gosto”? É claro que sou grato àqueles que me desviam de experiências que não seriam gratificantes. Mas isso é tudo o que, entre nós, a crítica pode dar? É uma questão a pensar. 
 

Acesse também:
Ricardo Castilho, diretor revista Prazeres da Mesa: não publicar já é uma crítica
Suzana Barelli, diretora de redação da revista Menu: crítico trabalha anônimo
Arnaldo Lorençato, editor de gastronomia de VEJA SÃO PAULO: uma ou duas visitas
O que não fazer numa resenha - dicas
A vida dos críticos de culinária

segunda-feira, 4 de março de 2013

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

LEGISLAÇÃO E ÉTICA - CASOS

Queridos alunos, segue o caso que comentei na aula passada, comentem levando em consideração o que já discutimos. Também o link do primeiro texto que vamos trabalhar em sala. Boa leitura!!!
 
O caso exposto, trata-se de uma postura ética (ou antiética), moral (ou imoral) ou ético-moral (ou antiético e imoral)???
Quando um fato totalmente cultural, específico de um povo deve ser considerado ético? Pensemos!!
!



A HISTÓRIA OCULTA DO MUNDO ISLÂMICO: A PEDOFILIA DO HAMAS(Mariana Leão - repórter da rede Record de Televisão)
Recebi por e-mail (Clique no link para ler o e-mail na íntegra) uma das histórias mais SÓRDIDAS de abuso infantil, torturas e sodomização do planeta, vinda do fundo dos esgotos de Gaza: os casamentos pedófilos do Hamas, que envolvem até crianças de 4 anos. Tudo com a devida autorização da lei do islamismo radical. A denúncia é do Phd Paul L. Williams e está publicada no blog thelastcrusade.org. Um evento de gala ocorreu em Gaza. O Hamas foi o patrocinador de um casamento em massa para 450 casais. A maioria dos noivos estava na casa dos 25 aos 30 anos; a maioria das noivas tinham menos de dez anos.
Grandes dignatários muçulmanos, incluindo Mahmud Zahar, um líder do Hamas foram pessoalmente cumprimentar os casais que fizeram parte desta cerimônia tão cuidadosamente planejada.
"Nós estamos felizes em dizer à América que ela não pode nos negar alegria e felicidade", Zahar falou aos noivos, todos eles vestidos em ternos pretos idênticos e pertencentes ao vizinho campo de refugiados de Jabalia. Cada noivo recebeu 500 dólares de presente do Hamas.
As garotas na pré-puberdade (pré-puberdade?????), que estavam vestidas de branco e adornadas com maquiagem excessiva, receberam bouquets de noiva.
"Nós estamos oferecendo este casamento como um presente para o nosso povo que segue firme diante do cerco e da guerra", discursou o homem forte do Hamas no local, Ibrahim Salaf.
Noivas de 4 a 10 anos e presentes de $500
O Centro Internacional Para Pesquisas Sobre Mulheres estima agora que existam 51 milhões de noivas infantis vivendo no planeta e quase todas em países muçulmanos.
Quase 30% destas pequenas noivas apanham regularmente e são molestadas por seus maridos no Egito; mais de 26% sofrem abuso similar na Jordânia.
Todo ano, três milhões de garotas muçulmanas são submetidas a mutilações genitais, de acordo com a UNICEF. A prática ainda não foi proibida em muitos lugares da América.

Segue outras fotos da cerimônia




quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

MAMILOS E DEMAIS POLÊMICAS DA NOSSA SOCIEDADE


Por André Mansur*

Deixemos de lado as temáticas desigualdade social, aborto, preconceito religioso, cultural e racial e nos esqueçamos também de política e cidadania. Perder tempo com todas essas besteiras, pra quê? Tem prefeito rico que não gosta de pobre, colocando pedras embaixo de viadutos e querendo ensinar a pegar ônibus? Ah, não importa! Os tempos mudaram e as preocupações são outras! Pra que esquentar a cabeça com assuntos chatos se a maior polêmica dos últimos tempos são os mamilos polêmicos?? Hoje em dia, só mamilos mesmo pra polemizar um pouco as coisas, não é, pequeno Bruno Rodrigues? Você nem deve ter levado uma chinelada… afinal, seus pais provavelmente sabem que temas como mamilos são exatamente aqueles de sucesso garantido! E outra, jovem criatura, em apenas 18 segundos e falando nada com nada – não tem sido necessário mais que isso para que algo se alastre por toda a internet – você virou estrela! E é mamilos pra cá, mamilos pra lá… uma verdadeira polêmica!
Bom… a situação é realmente essa. Não é de se admirar que sucessos como Jeffeson e Suellen, para a “nossa alegria” (pensando bem, na minha não), apareçam todos os dias por aí. A Luíza, que certamente já voltou do Canadá, sabe bem do que estou falando! Pôneis malditos também andaram rondando algumas mentes e quem quem não se lembra dos intermináveis “tro-lo-lo-lós”desenterradados da década de 70? Virais e mais virais, por vão e vêm. Uma grande característica desses virais é que bombam e duram por pouco tempo e da mesma forma que uns caem no esquecimento, outros surgem em seguida na internet. E, confessemos que alguns realmente são engraçados.
Mas o que penso é que a mesma energia que as pessoas, principalmente jovens, gastam divulgando e discutindo a respeito dessas coisas engraçadas e pouco duradoras, deveria também ser usada para defender coisas que realmente valem a pena… Se ontem mudaram o ministro da cultura, por exemplo, e se quem entrou vai dar a assistência necessária à área, poucos falam a respeito ou querem opinar. Mas, se colocarem mamilo no meio, aí sim acabou: a coisa ganha uma proporção imensa! Memes engraçados então… esses são a onda do momento! 
Ah, não posso esquecer que ex assistentes boazudas também geram uma GRANDE polêmica!
Bom, estamos em época de eleições, não é? Questões importantes sempre surgem! Se não surgem, pelo menos vêm à tona! Envolvem mamilos? Eu não sei. O que sei que é ficar esperto nunca é demais! Mas, enfim, não quero polemizar…

*André Mansur (http://andremansur.com/blog/) é colaborador do nosso blog.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

PANDEMÍDIA II

"O médico pensa que é Deus; o jornalista não tem dúvida". (Editorial da Revista Negócios da Comunicação)
 
Tragédia em Santa Maria e o poder da Mídia
Por Flávia Arenales V. Matricardi
 
Neste último domingo, 27/01, veículos de comunicação de todo o país noticiaram a morte de centenas de jovens na boate Kiss em Santa Maria – RS. Intensamente, durante horas a fio, a programação dos canais abertos foi alterada e acompanhamos minuto a minuto o desdobramento do segundo maior incêndio com mortes do país, o desespero dos pais, amigos e familiares das vítimas, além de entrevistas com autoridades que apontavam os possíveis culpados do fato. Ao analisar o fato jornalisticamente por meio dos itens do lead (o que, quem, quando, onde, como e porque), notamos os abusos e excessos de repórteres na ânsia de conseguir o furo e manter a audiência.
Basicamente, o leitor, telespectador e ouvinte precisa conhecer informações que tenham relevância e que, de alguma forma, o ajudará a se precaver sobre um possível incidente. Porém, o que foi revelado e ainda está sendo noticiado são histórias que vão muito além do fato. Jornalistas abordam familiares no momento de dor, durante o velório e enterro dos jovens, com perguntas que muitas vezes, já sabemos a resposta.
Ficamos sabendo também dos trajes das vítimas no dia do acidente, local onde as cinzas das pessoas que foram cremadas serão jogadas, entre outras banalidades. Não tenho dúvida de que leis mais severas serão criadas para proprietários de casas noturnas e que os possíveis culpados serão condenados porque a mídia já os incriminou. Várias notícias também mobilizaram o país durante semanas tais como o casa da menina Isabella Nardoni, Suzana Von Richthofen, Eliza Samudio, Eloá Cristina fazendo com que a população ficasse hipnotizada com a informação e debatesse em rodas de amigos somente o fato pré-determinado pela imprensa.
O que é salutar indagar é porquê fatos de extrema importância para a população como desvios e lavagem de dinheiro, atrasos nas obras para a Copa, milhares de mortes em hospitais públicos são escondidos ou minimamente noticiados pela grande mídia. Fica a dica.
 
 Flávia Arenales V. Matricardi é formada em Jornalismo e atua como Assessora de Imprensa. Também é uma das colaboradoras do nosso Blog.

DIRETO AO ASSUNTO - TEMAS DO BLOG