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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

SENSO COMUM MAIS COMUM QUE O BOM SENSO

Tenho lido muita asneira no face e zap zap sobre o momento político que estamos passando... asneira sim! Porque muita gente ainda confunde informação com conhecimento. Assiste o Bonner no jornal e se sente o sábio em política ao reproduzir discursos prontos. Tenho, também, resistido manifestar-me nestes meios porque é difícil se fazer ouvir diante de tanto barulho, mas não posso ficar em cima do muro (até mesmo porque água morna não serve nem para fazer chá).
Minha revolta está em ver que muita gente, ou sofre de amnésia, ou aprendeu que fazer política é falar mal de político. Os escândalos do PT (Mensalão, CPI da Petrobrás e outros, tão presentes nas postagens nas redes sociais), são sim uma vergonha para nosso país, mas daí a acreditar no discurso de bom-moço do sr. Aécio Neves, deificado por muita gente que não tem, nem dentes na boca, nem dinheiro para tratá-los, é um paradoxo do nosso tempo.
Muitos se esquecem que o Mensalão teve origem no PSDB com o sr. Eduardo Azeredo, que o PSDB, até hoje, não conseguiu explicar quanto custou a reeleição de FHC (teve deputados que compraram apartamentos com dinheiro da reeleição). O Mensalão de Minas Gerais, embora leva esse nome, não é marca petista... R$ 5,7 milhões, destinados à educação - merenda, para ser mais específico -, à saúde e mais outras áreas, no Pernambuco foram desviados para empreiteiras num esquema comandado por Bruno Rodrigues - um dos coordenadores de campanha do candidato tucano.
Eu poderia listar muito mais sobre os escândalos do PSDB, mas não convém ao espaço desta reflexão, nem é esse meu objetivo aqui, senão externalizar minha inconformidade com essas posturas desmemoriadas dos novos eleitores aecianos.
O pior mesmo, é ver professores da rede pública de ensino falando em mudanças... então eu pergunto: que mudanças estão falando? O salário do professor, no Estado de São Paulo, pelo PSDB é o mais baixo da Federação (tenho até vergonha de mostrar aqui o meu contracheque - que não chega a 4 dígitos).
Pode parecer clichê, mas eu nunca tinha visto o pobre ter tantas oportunidades como vi nesses últimos anos do governo petista. Estudantes se beneficiando com projetos de estudos universitários, como o PROUNI e o PRONATEC, por exemplo; famílias conseguindo realizar o sonho da casa própria com incentivos como o MINHA CASA, MINHA VIDA e muitos outros - que, se não fossem bons, Aécio não levantaria a bandeira da não interrupção desses projetos (e arriscar perder votos?).
Enfim, toda essa celeuma me faz lembrar as palavras, sábias, de Tim Maia: "esse país não pode dar certo, pois aqui, prostituta se apaixona, cafetão tem ciúmes e pobre é de DIREITA".

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

(IN)FELIZ DIA DOS PROFESSORES

Por Fernando Garrido - estudante de Jornalismo
 

No decorrer do ano, nos deparamos com datas esdrúxulas. O calendário todo é preenchido por comemorações vazias que pouco acrescentam ao cotidiano, senão na mais indigesta arte de parabenizar a esmo, sem qualquer convite a reflexões. Neste 15 de outubro, será diferente. Apesar de, injustamente, não ser respeitado como um feriado nacional, trata-se de um dia especial. Uma das profissões mais importantes do planeta, regente de mestres e norteadora para grandes estudiosos, será lembrada pelos que valorizam a classe de professores. 
A cultura luta para não ser extinta e o saber já respira por aparelhos, temendo o desaparecimento. Há algumas décadas, logo que surgiu o contestado método de progressão continuada, rotulado como um avanço no ensino para que os alunos não reprovassem mais pelo desempenho ruim, senti um pesado declínio. Mais do que isso, um golpe letal nas articulações dos colegas docentes. A função, antes avaliatória, se restringiu ao simples manuseio da caneta para comprovar ausência ou presença dos alunos. 
Não tardou para que os efeitos fossem alarmantes. Posto que, se o estudante comparecesse a um percentual x de aulas, poderia deixar de se aplicar nas tarefas, na compreensão e nas respostas para exercícios. O desafio de ser professor tornou-se cada vez mais desgastante e, sobretudo, prejudicado pelo cerceamento do seu controle. Lutando, também, contra um baixo salário, o 15 de outubro quase teve outro significado: a memória de uma batalha como a de Canudos, Malvinas e Farrapos. Pois a guerra fria tem transformado indivíduos de potencial em meros coadjuvantes de uma educação miserável. Caso sejam exigentes, são taxados de ditadores. No mais brando comportamento, chamados de omissos.
Ser professor no Brasil, com o desinteresse apoiado pela política preguiçosa de retrocessos, compromete a formação de pessoas mais críticas e cumpridoras de dever cívico. O mestre perdeu o giz, a lousa, a régua e grande parte do respeito da sociedade. Ao passo, ironicamente, que sua responsabilidade como pai, mãe, psicólogo, autodefensor e terapeuta, aumenta. Precisamos não só parabenizar pelo dia, um a mais no ano. Mas pela resistência em acordar e levar para dentro das salas o que já foi prestigiado: a arte de passar e corrigir lições, antes que a vida faça o mesmo, porém, sem amor.  

Tenho amigos professores e agentes penitenciários, há alguns comentários parecidos na gestão de ambas competências. Os estudantes cumprem a rotina letiva como se fossem enjaulados (sentenciados), já os docentes têm que se preocupar mais com a segurança do que com a metodologia de ensino. Cada um na sua esfera de atuação, como se não fossem parte alavanca de um todo, ameaçado pela desordem dos que são eleitos para não pensar na educação.

sábado, 18 de outubro de 2014

MITOLOGIAS - ENFERMAGEM


 Conforme vimos em sala de aula, todos os povos, culturas e religiões possuem seu conjunto de mitos, que e´uma maneira muito peculiar de explicar a origem de alguma coisa. Segue abaixo, alguns vídeos que expressam o pensamento de diversos povos a respeito da origem do Universo.


A origem do Universo - Marcelo Gleiser (Ciência)
O mito da criação - Candomblé (Yorubá)
Origem do Universo - Gregos
A criação do Universo - Cristianismo






terça-feira, 7 de outubro de 2014

ESTUDO DIRIGIDO - de Filosofia e Sociologia para a turma da 1ª série do EM

 Galera... como não teremos aula essa semana e a prova está chegando, preparei um estudo dirigido para que vocês possam estudar melhor. Os temas são: Aristóteles (Filosofia) e As Instituições Sociais: O Estado (Sociologia). Para acessá-lo, basta clicar no link (Clique Aqui) e, "boralá" estudar e "bagaçar" na prova !!!
Bom estudo a todos !
 
 

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

ATIVIDADE PARA TURMA DE ENFERMAGEM

QUERIDOS ESTUDANTES.
Segue o link dos textos que vocês terão que ler para realizar a atividade desta semana. Trata-se dos textos A origem da Filosofia e Em busca dos mistérios e do sentido da vida.
Após a leitura e compreensão dos mesmo, entrar no link ao lado e postar a atividade.
(Clique aqui para postar sua atividade)

terça-feira, 26 de agosto de 2014

‘O ensino médio se reduziu a uma preparação para o vestibular’, diz educadora

Filósofa e professora Viviane Mosé critica modelo educacional do país

Por E (matéria veiculada no O GLOBO)

Para a filósofa Viviane Mosé, educadores precisam refletir sobre as reais demandas dos alunos e adequar o ensino aos novos tempos. Ela participará do encontro internacional “Educação 360”, que será realizado pelos jornais O GLOBO e “Extra” de 5 a 6 de setembro na Escola Sesc de Ensino Médio, no Rio, em parceria com o Sesc e a prefeitura do Rio e apoio do Canal Futura.
 
A sra. já disse que precisa haver uma revolução no ensino médio. Que revolução seria essa?
Se o ensino fundamental tem melhorado, o ensino médio permanece estagnado. Como trata da educação de adolescentes e jovens, é hoje o olho do furacão. Mesmo com oferta de vagas, com a melhora das condições físicas das escolas, muitos jovens abandonam os estudos, fenômeno que já aparece nos anos finais do ensino fundamental. A escola, do modo como está estruturada, não consegue atrair. Se esse fenômeno acontece em muitos países, em função da democratização do saber permitida pela internet, no Brasil se apresenta de modo ainda mais grave, já que o ensino médio se reduziu a uma preparação para o vestibular. Como as escolas públicas não conseguem competir com as particulares, jovens das classes populares não encontram nada na escola: nem acesso à universidade, nem ferramentas que o ajudem a viver melhor, nem acesso ao mercado de trabalho, nem espaço de encontro e experiências lúdicas. Muitas medidas paliativas têm sido tomadas, como as cotas para as escolas públicas nas universidades, mas nada disso resolverá o problema. O Brasil precisa repensar o ensino médio, que deve oferecer diferentes possibilidades, dependendo da vocação e do interesse do aluno.
O que torna um projeto educacional bem-sucedido?
Um projeto é bem sucedido quando as crianças aprendem e não abandonam a escola. Quando encontram na escola um espaço de crescimento não apenas intelectual, mas humano. A escola não deve se sustentar na administração de conteúdos, mas na aquisição de ferramentas para viver melhor. Os conteúdos estão disponíveis na rede, precisamos estimular a capacidade de ler e interpretar dados e sofisticar nossa habilidade de ler o mundo. Essa é uma escola que dá certo, pois permite que a pessoa continue aprendendo.
Qual o novo papel do professor?
Nós, professores, nos sustentávamos nos conteúdos que tínhamos e devíamos passar aos alunos. Hoje, esses conteúdos estão disponíveis, muitas vezes, com mais dinamismo e qualidade nas novas mídias. Então, nosso poder passa a ser o de preparar os alunos para lidar com as mídias. Isso significa incentivar a inteligência, o pensamento e, especialmente, a capacidade de filtrar dados e interpretá-los, para que não sejam levados por uma onda de informação manipulada ou de má qualidade. O professor não é mais quem sabe tudo, mas quem se interessa por tudo. A educação caminha para a formação de pesquisadores, e isso é muito favorável.
As escolas precisam olhar mais para as comunidades ao redor?
Elas devem se abrir para o mundo. Não podem mais se esconder por trás de altos muros. Os desafios do mundo devem ser questões presentes no cotidiano das escolas, não apenas questões acadêmicas abstratas. Mas esse mal, o isolamento, deve começar a ser vencido nas universidades, que nasceram dos conventos, com seus altos muros.
Muitos especialistas associam as manifestações do ano passado ao aumento do acesso à educação. Acredita nesta conexão?
De forma nenhuma. As manifestações são consequência do acesso às novas mídias, que rapidamente reúne pessoas. Mas essa reunião se deu em um momento em que as pessoas ainda não têm uma educação de qualidade, voltada para a vida, para as questões sociais. Sem rumo, elas se perderam, não produziram conquistas, desembocaram em violência. Em breve, teremos outro cenário: manifestações, sim, enormes, mas com direção, sentido, maturidade política e intelectual.
No encontro “Educação 360”, a senhora vai participar de uma mesa sobre as iniciativas de educação que partem do Brasil. As ações brasileiras guardam um diferencial comum?
Não há uma gente mais criativa que a nossa, eu penso. Depois de andar do Oiapoque ao Chui, tenho a honra de conhecer experiências incríveis e inéditas que dão muito certo. Muitas vezes, escolas muito pobres; em outras, mais ricas, sempre com criatividade e vontade, conseguem produzir uma educação de qualidade. Temos de valorizar essas práticas e compartilhá-las, precisamos adotar o modo brasileiro de educar que dá certo, e não importar modelos, o mundo inteiro repensa a educação.

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