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terça-feira, 24 de junho de 2014

O PREÇO DA CIVILIZAÇÃO

Recentemente vem circulando pelas redes redes sociais um vídeo que mostra os sérios problemas que nós, seres humanos civilizados, adquirimos quando deixamos de defecar como nossos ancestrais (agachados) e passamos a usar sanitários (sentados). A princípio o vídeo me pareceu um dos inúmeros vídeos de invenções científicas, daquelas criadas a partir de uma necessidade banal do cotidiano e que deve ser menosprezada tão logo. Também não fiz um estudo mais aprofundado ou li outras fontes a respeito, entretanto, o que me chamou a atenção a ponto de fazer este post é o fato de que, sem perceber (ou não), estamos alterando nossas estruturas físicas e fisiológicas com as transformações da vida moderna, da civilização. Mais do que qualquer coisa, gostaria de provocar alguns questionamentos entre os leitores do Blog: Será que não estamos pagando um preço muito alto pela vida civilizada?
Clique aqui para assistir ao vídeo.
 
 "A civilização começa com a repressão"
(Sigmund Freud)

sexta-feira, 13 de junho de 2014

VEM PRA RUA PORQUE A RUA É MAIS BARATO QUE A ARQUIBANCADA DO BRSAIL

 
Já faz um tempo que eu venho querendo fazer uma postagem sobre a idologia do discurso da "rua", muito divulgado para a Copa do Mundo de 2014 aqui no Brasil. No ano passado postei um texto (A maior arquibancada?) sobre essa ideia, mas a tônica mais forte eram as manifestações nas ruas e, sobretudo a propaganda produzida pela FIAT convidando o povo para vir para a rua, "pois a rua é a maior arquibancada do Brasil". A propaganda, no entanto saiu do ar após as primeiras manifestações - talvez por instigar(?) o povo a ir para as ruas protestar (como se nós não tivéssemos motivos outros para tal).
O fato é que a Fiat voltou com uma nova campanha chamando o povo para a rua. Desta vez, com moderação. "Vem pra festa, vem, que a alegria continua. Nossa festa é na rua", diz o mote da campanha. A ideia de que estamos sendo convidados para uma festa é muito mais explícita do que na música interpretada pelo Rappa, no ano passado.

Fonte: Uol Copa
Bem, essa conversa renderá ainda outros posts, hoje quero falar sobre os preços dos ingressos para assistir aos jogos aqui no Brasil, aqui em "nossa casa". Será que nosso povo brasileiro tem condições de assistir algum jogo da Copa Mundial de 2014 nos estádios? No infográfico ao lado, temos condições de perceber como está dividido os estádios em categorias por ingressos que vão da categoria 1 (lugares nobres e, portanto, mais caros) até a categoria 4 (atrás das traves, no elevado afastado e, portanto, mais baratos). Adivinha para quem ficou reservado a categoria 4? "Exclusivamente para pessoas que moram no Brasil". E o preço? Bom...
Para o trabalhador assalariado, que todo mês recebe o seu mínimo (R$724,00), talvez reste apenas ir pra rua, a maior arquibancada do Brasil...
 





domingo, 18 de maio de 2014

MÍDIA TAMBÉM É RESPONSÁVEL POR AÇÃO DE JUSTICEIROS, DIZ SOCIÓLOGO

Sociólogo argumenta que a excessiva repetição "dessas cenas de barbarismo banaliza a violência e contribui para reprodução de atitudes de espancamento coletivo". Raquel Sheherazade gerou polêmica na web e entre outros jornalistas por defender a ação de um grupo que acorrentou um jovem a um poste no RJ
 Para estudiosos, os recentes casos de “justiça com as próprias mãos”, que vêm acontecendo em todo o país, ganham destaque e são estimulados na mídia. Lalo Leal, sociólogo, professor de comunicação da USP e colunista da Revista do Brasil, afirma que os meios de comunicação de massa têm o dever de elevar o patamar civilizatório da sociedade, mas fazem o contrário e “estimulam a violência”.
Charge: Vitor Teixeira
Após o caso que ganhou grande repercussão na mídia – o de um menor amarrado a um poste, no Rio de Janeiro, em fevereiro deste ano –, aumentou o número de “justiceiros” em todo o país. Do seu ponto de vista, Leal argumenta que a excessiva repetição “dessas cenas de barbarismo banaliza a violência e contribui para reprodução de atitudes de espancamento coletivo”.
Vitor Blotta, pesquisador do Núcleo de Estudos de Violência na USP, indica que a mídia banaliza a condição moral das pessoas “e não a própria violência”. A reportagem foi ao ar na edição de ontem (13) do Seu Jornal, da TVT. Para Blotta, num Estado de direito, a justiça com as próprias mãos é, por si, uma injustiça. “A imprensa, a forma como ela retrata os casos, pode influenciar atitudes de apoio a resoluções violentas de conflito”, argumenta.
Marcelo Crespo, da Comissão de Crimes de Alta Tecnologia, da OAB de São Paulo, indica que as redes sociais propagam a ideia de que, para se proteger da violência, precisa haver mais violência.
Os principais crimes cometidos na internet são os crimes contra a hora (calúnia, injúria e difamação) e crimes de ameaça envolvendo preconceito de raça, gênero e religião, além da pornografia infantil. De acordo com o advogado Crespo, não é preciso criar leis mais duras para coibir esses crimes, mas é preciso que se cumpra o que já está na legislação.
 
Matéria retirada do site Pragmatismo Político

sexta-feira, 9 de maio de 2014

BEM-VINDO À SUA NOVA PRIMEIRA TELA

Por Alex Gabriel Sakamoto
 
Recente pesquisa divulgada pela empresa MillwardBrown, a AdReaction 2014, revelou que o tempo diário gasto na utilização de dispositivos móveis está superando pela primeira vez a TV no Brasil.
Os brasileiros estão passando 149 minutos por dia utilizando smartphones, contra 113 minutos na frente da TV, outro dado interessante, que o estudo divulgou, foi que a TV está perdendo espaço até para os laptops, segundo o estudo, o brasileiro gasta 146 minutos do seu dia a frente de seus laptops. Essa diferença chega a ser mais gritantes em outras partes do mundo, no Vietnã por exemplo, os consumidores gastam 168 minutos por dia vidrados em smartphones, mais do que o dobro do tempo que eles passam na TV.A empresa entrevistou mais de 12.000 usuários de celulares, entre as idades de 16 e 44 anos, em 30 países diferentes.

De acordo com os resultados, o smartphone tem emergido como a tela principal no mundo inteiro, o estudo revelou também que os usuários estão utilizando várias telas simultaneamente, isto está se tornando uma tendência mundial que é mais comum no leste asiático. 
Smartphone supera a televisão e se torna a nova
primeira tela do brasileiro
"É um fenômeno recente as pessoas estarem conectados a seus smartphones enquanto assistem TV", segundo Joline McGoldrick, diretor de pesquisa da Millward Brown.
A divulgação dessa pesquisa pode f
azer com que a mídia em geral (principalmente a publicidade), olhe com mais carinho para os dispositivos moveis, ameaçando assim a hegemonia da televisão. Essa mudança no cenário midiático, pode causar uma grande revolução na forma de agir e pensar dos profissionais da mídia, e também, no perfil do público em geral, que vai deixar de ser manipulado por uma únic a mídia de massa, só nos resta a saber até quando?
 
 
Alex Gabriel Sakamoto
Estudante de Comunicação Social - Publicidade e Propaganda na FAPEPE e Técnico de Informática.

terça-feira, 29 de abril de 2014

$omo$ todo$ macaco$

Ultimamente tem bombado nas redes sociais fotos, posts e comentários a respeito da cena preconceituosa (racismo), contra o jogador de futebol Daniel Alves (que comeu uma banana atirada contra ele no jogo do Campeonato Espanhol).
O apresentador Luciano Huck foi uma das primeiras celebridades a embarcar na campanha #somostodosmacacos, criada por Neymar (?). Bonita seria a postura dele se permanecesse com este ideal de conscientizar fazendo uso de sua imagem, mas...

...Luciano Huck lançou, pela sua grife (a UseHuck), uma camiseta com a hashtag e uma banana estampadas ao preço de R$ 69,00 - não sem ser criticado.
Oportunismo? Tudo é passível de ser transformado em lucro, nesse sistema de louco. Se não cuidarmos, até os valores que consideramos éticos vão ser taxados e vendidos!

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