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segunda-feira, 20 de junho de 2016

UM RECADO AOS LÍDERES...


Liderança Poderosa, para chefiar com prestígio
Por Marluy Nogueira


Liderar hoje é um dos grandes requisitos para as pessoas, tanto para empresários, estudantes, independente da profissão. E pode ser simples, porém fundamental para despertar, criar e melhor empregar o poder e alavancar excelentes resultados em todas as áreas de nossa vida. Pois, conhecendo a nossa força e a melhor maneira de empregá-la, nós nos tornamos ainda mais assertivos, evitamos desgastes desnecessários e temos a capacidade de potencializar os resultados.
Tenho visto nas empresas, que muitos líderes atualmente se encontram sobrecarregados, justamente porque não conhecem o tamanho de seu poder, da sua força, e não as utilizam a seu favor ou as utilizam de forma incorreta. E com isso, não alcançam o resultado esperado, e desta forma, desmotivam e dificultam as tomadas de decisões, o agir com competência, se prejudicando e prejudicando toda a sua equipe, afastando cada mais vez mais do resultado esperado.
Provavelmente vocês conhecem alguém que se encontra dessa maneira, talvez até vocês já se viram nessa situação de desanimo geral, juntamente com a sua equipe, vivendo essa impotência diante dos desafios, sem saber o que fazer para reverter uma situação.
E vocês sabem por que isso acontece?
Justamente porque se desconhecem, desconhecem o tamanho de sua força, de seu poder, focam no negativo e deixam de acreditar nas possibilidades, se desanimam, desanimam a sua equipe, não assumem as responsabilidades, não tomam as atitudes necessárias, se acomodam e é claro que isso vai se tornar em um ciclo.
Talvez a partir de agra vocês tenham o desejo de aprimorar seu dom de liderar, para conseguir atingir seus objetivos. Alguns de vocês talvez ainda estejam contaminados com a desmotivação, enraizados em verdades negativas, se sentindo improdutivos, sem força de vontade e por isso não conseguem encontrar a saída necessária para mudar a sua realidade de insucesso.
O importante é vocês saberem que existe uma solução. É preciso despertar o seu potencial e tirar o máximo de resultado através da sua Liderança Poderosa. Essa força vai gerar um impulso que te levará, juntamente com sua equipe, para mais próximo do sucesso. A solução também está em repensar nas suas verdades absolutas, que são as responsáveis pelo seu resultado positivo.

Desta forma, busque aprender a dominar as pressões externas para não se contaminar e continuar ativo em busca do que deseja alcançar, fortalecer o sentido da harmonia no esforço da cooperação e acima de tudo refletir na importância de desenvolver uma personalidade cativante que valida tudo isso.



MARLUY NOGUEIRA é palestrante, master coach, treinadora de líderes e empresária da Total Coaching. Também colaborou com nosso Blog.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

QUEM? EU?


Por Marina Melz

Demorei sete anos (desde que saí da casa dos meus pais) para ler o saquinho do arroz que diz quanto tempo ele deve ficar na panela. Comi muito arroz duro fingindo estar “al dente”, muito arroz empapado dizendo que “foi de propósito”. Na minha panela esteve, por todos esses anos, a prova de que somos uma geração que compartilha sem ler, defende sem conhecer, idolatra sem porquê.
Sou da geração que sabe o que fazer, mas erra por preguiça de ler o manual de instruções ou simplesmente não faz. Sabemos como tornar o mundo mais justo, o planeta mais sustentável, as mulheres mais representativas, o corpo mais saudável. Fazemos cada vez menos política na vida (e mais no Facebook), lotamos a internet de selfies em academias e esquecemos de comentar que na última festa todos os nossos amigos tomaram bala para curtir mais a noite. Ao contrário do que defendemos compartilhando o post da cerveja artesanal do momento, bebemos mais e bebemos pior. 

Entendemos que as bicicletas podem salvar o mundo da poluição e a nossa rotina do estresse. Mas vamos de carro ao trabalho porque sua, porque chove, porque sim. Vimos todos os vídeos que mostram que os fast-foods acabam com a nossa saúde – dizem até que tem minhoca na receita de uns. E mesmo assim lotamos as filas do drive-thrru porque temos preguiça de ir até a esquina comprar pão. 


Somos a geração que tem preguiça até de tirar a margarina da geladeira.Preferimos escrever no computador, mesmo com a letra que lembra a velha Olivetti, porque aqui é fácil de apagar. Somos uma geração que erra sem medo porque conta com a tecla apagar, com o botão excluir. Postar é tão fácil (e apagar também) que opinamos sobre tudo sem o peso de gastar papel, borracha, tinta ou credibilidade.

Somos aqueles que acham que empreender é simples, que todo mundo pode viver do que ama fazer. Acreditamos que o sucesso é fruto das ideias, não do suor. Somos craques em planejamento Canvas e medíocres em perder uma noite de sono trabalhando para realizar.Acreditamos piamente na co-criação, no crowdfunding e no CouchSurfing. 
Sabemos que existe gente bem intencionada querendo nos ajudar a crescer no mundo todo, mas ignoramos os conselhos dos nossos pais, fechamos a janela do carro na cara do mendigo e nunca oferecemos o nosso sofá que compramos pela internet para os filhos dos nossos amigos pularem. Nos dedicamos a escrever declarações de amor públicas para amigos no seu aniversário que nem lembraríamos não fosse o aviso da rede social.
Não nos ligamos mais, não nos vemos mais, não nos abraçamos mais. Não conhecemos mais a casa um do outro, o colo um do outro, temos vergonha de chorar. Somos a geração que se mostra feliz no Instagram e soma pageviews em sites sobre as frustrações e expectativas de não saber lidar com o tempo, de não ter certeza sobre nada. Somos aqueles que escondem os aplicativos de meditação numa pasta do celular porque o chefe quer mesmo é saber de produtividade.
Sou de uma geração cheia de ideais e de ideias que vai deixar para o mundo o plano perfeito de como ele deve funcionar. Mas não vai ter feito muita coisa porque estava com fome e não sabia como fazer arroz.


MARINA MELZ - é jornalista e trabalha com assessoria de imprensa. Escreve no blog entendaoshomens.com.br e colaborou com essa postagem em nosso blog.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

SE NÃO ME FALHA A MEMÓRIA...

Mensagem encontrada no bolso de um judeu cuja cidadania e cuja dignidade foram violadas gravemente no período nazista: "Prezado Professor. Sou sobrevivente de um campo de concentração. Meus olhos viram o que nenhum homem deveria ver. Câmaras de gás construídas por engenheiros formados. Crianças envenenadas por médicos diplomados. Recém-nascidos mortos por enfermeiras treinadas. Mulheres e bebês fuzilados e queimados por graduados de colégios e universidades. Assim, tenho minhas suspeitas sobre a Educação. 
Meu pedido é: ajude seus alunos a tornarem-se humanos. Seus esforços nunca deverão produzir monstros treinados ou psicopatas hábeis. Ler, escrever e aritmética só são importantes para fazer nossas crianças mais humanas". 
Para Fensterseifer, tudo indica que esse sujeito tenha presenciado a atuação de pessoas que, com sucesso, passaram por um processo formativo. “Bons alunos” que se transformaram em “especialistas idiotizados”. Quem sabe bons pais de família que cumpriam suas funções religiosas dominicais e, acima de tudo, funcionários exemplares que executavam assassinatos cuidadosamente planejados.

terça-feira, 24 de junho de 2014

O PREÇO DA CIVILIZAÇÃO

Recentemente vem circulando pelas redes redes sociais um vídeo que mostra os sérios problemas que nós, seres humanos civilizados, adquirimos quando deixamos de defecar como nossos ancestrais (agachados) e passamos a usar sanitários (sentados). A princípio o vídeo me pareceu um dos inúmeros vídeos de invenções científicas, daquelas criadas a partir de uma necessidade banal do cotidiano e que deve ser menosprezada tão logo. Também não fiz um estudo mais aprofundado ou li outras fontes a respeito, entretanto, o que me chamou a atenção a ponto de fazer este post é o fato de que, sem perceber (ou não), estamos alterando nossas estruturas físicas e fisiológicas com as transformações da vida moderna, da civilização. Mais do que qualquer coisa, gostaria de provocar alguns questionamentos entre os leitores do Blog: Será que não estamos pagando um preço muito alto pela vida civilizada?
Clique aqui para assistir ao vídeo.
 
 "A civilização começa com a repressão"
(Sigmund Freud)

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

QUAL O LUGAR DO BRASIL NO CENÁRIO INTERNACIONAL DA PESQUISA?

Por Julio César Gonçalves
 
Apesar da dimensão continental, o Brasil ("gigante pela própria natureza"), ainda não atingiu sua maioridade no que tange a pesquisa no geral e, de modo peculiar, na área da saúde.
O parâmetro é posto com base nas nações desenvolvidas, tais como os Estados Unidos, a França, Alemanha etc. É um pouco injusta essa comparação se levarmos em consideração o fato de o nosso país estar ainda engatinhando, isto é, o Brasil ainda é um país muito jovem - pouco mais de 500 anos. Está agora aprendendo a ser autônomo tanto econômica quanto politicamente. Em contrapartida, países como a Coreia apresentou um comportamento de desenvolvimento científico muito rápido e eficiente, se levarmos em consideração que até a década de 1990 os dois países possuíam características semelhantes no quesito educação.
Os três textos sugeridos como base da reflexão que aqui pretendemos fazer (segue link ao final da postagem), expõe de maneira muito clara este processo de desenvolvimento econômico (ou seria crescimento econômico?) de nosso país. Se pensarmos que somente há pouco tempo ele deu um salto nesse rumo, podemos também vislumbrar um futuro mais otimista para as pesquisas.
O que mais me chamou a atenção nos textos foi o fato de que, nos países desenvolvidos o índice de crescimento do país está intimamente ligado com os resultados e fomentos à produção Científico-tecnológica e em Educação. Só neste quesito, já sabemos que o Brasil precisa mudar, e muito. A educação ainda não é prioridade para a gestão nacional, tampouco a ciência. E isso é reflexo do modo como educamos as crianças e os jovens dentro das escolas.
Não só o ensino, mas a formação cultural em nosso país é medíocre, uma vez que está atrelada a interesses classistas e imediatistas. No Ensino Fundamental, ensinamos as crianças para que possam passar nas provas e exames nacionais e municipais. No Ensino Médio, quem norteia os conteúdos ensinados e a metodologia de ensino, já não é o professor e a equipe escolar há muito tempo. Essa tarefa fica a cargo das Universidades pela exigência do que se cobra nos vestibulares.
Esse diagnóstico está nos mostrando que a educação brasileira não possui um fim em si mesma, mas um meio que visa a absorção rápida dos sujeitos pelo mercado de trabalho. Ora, que incentivos recebemos, em nossa formação básica para gostar de ciência? Muitos estudantes chegam à faculdade e vai descobrir no final do curso (quando se tem sorte), de que a pesquisa, inclusive em outras áreas do conhecimento (Ciências Humanas, Sociais Aplicadas, Naturais, Matemáticas etc), são produções científicas... A ideia que povoa o imaginário popular é de que o cientista é um cara com a cara de louco, cabelos despenteados, óculos, bloco de papel e caneta à mão, de jaleco branco e fechado em seu mundinho chamado laboratório.
Os números trazidos nos textos, de fato são tímidos, porém, revelam uma ascendência constante ano a ano. Na década de 1950, o Brasil era, em grande parte, ruralista. Getúlio Vargas, Juscelino kubitschek e até mesmo os militares da ditadura (apesar das atrocidades realizadas), já vislumbravam um desenvolvimento econômico brasileiro. Nos dias de hoje também percebemos alguns relampejos de preocupações com essa temática por parte de alguns representantes políticos, como é o caso do projeto de lei do Senador Cristóvam Buarque, de passar para o Ministério da Ciência e Tecnologia, a regulação e a supervisão da educação superior, hoje sob a responsabilidade do Ministério da Educação. (Veja reportagem). Nosso país tem dado claros sinais (porém, ainda tímido) de um avanço tecnológico, científico e de estabilidade econômica e social. Apesar de ainda figurarmos como consumidores no mercado internacional de pesquisa em saúde, essa realidade é totalmente passível de mudança. Só que gradativa.

Textos
Sistema mundial: um universo em expansão
A pesquisa medica e biomédica no Brasil
Pesquisa em saúde no Brasil - contextos e desafios

 

sábado, 18 de maio de 2013

A CLASSE MÉDIA É FACISTA, VIOLENTA E IGNORANTE

 
O ineditismo de medidas governamentais e seus resultados surpreendentes estão sendo analisados durante o lançamento do livro 10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil: Lula e Dilma. O primeiro deles ocorreu no último dia 13, em São Paulo, e contou com presença de Emir Sader, Márcio Pochmann e Marilena Chauí.
Sem as sutilezas filosóficas das aulas emocionantes que costuma dar em eventos desse tipo, ela foi direto ao assunto. Chauí falou sobre o Bolsa Família para exemplificar a “revolução feminista” que vem ocorrendo no país, ao direcionar o recurso para a mulher, e depois o exemplo do ProUni, para explicitar o racismo que emergiu com força na sociedade, ao encher as salas de aula do ensino superior de pobres e negros.
Por fim, fez duras críticas à classe média: “a classe média é uma abominação política, porque é fascista, é uma abominação ética porque é violenta, e é uma abominação cognitiva porque é ignorante. Fim”, concluiu ovacionada.

ASSISTA O VÍDEO DA PALESTRA DE MARILENA CHAUÍ

 
 
FONTE: Site Pragmatismo Político. Disponível em: 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

A TÍTULO DE HOMENAGEM (ATRASADA)



O aniversário de Penápolis passou (25/10) e eu não havia feito uma homenagem à minha cidade natal. Fiquei buscando em minhas lembranças coisas boas que vivi em minha infância e parte da minha juventude... Achei meio clichê fazer uma homenagem a partir das minhas memórias...
Portanto, tomei a liberdade de postar um texto produzido por outro penapolitano como eu, que mais do que homenagear me fez lembrar de uma história que não busquei em minhas lembranças...
Segue o texto escrito por Ulisses de Oliveira da Silva (meu querido primo).

PENÁPOLIS - 104 ANOS - COMEMORAÇÕES E LAMENTAÇÕES

Para se constituir enquanto cidade, índios de diversas tribos, que há séculos ocupavam a região de Penápolis e de todo o Noroeste Paulista, foram dizimados para a construção de estradas de ferro e estações ferroviárias, as quais tinham como principal função escoar a produção de café, produto que virou mania de consumo em todo o mundo capitalista no começo do século passado.
Oti-Xavantes foram perseguidos, Guaranis foram massacrados e Caingangues foram dizimados sob a desculpa de que estavam atravancando o progresso do país. O modo para exterminar a população indígena passava por guerras biológicas como infestação do vírus do sarampo, varíola e influenza nas roupas que os assassinos traziam dos hospitais de isolamento na capital e, posteriormente, colocadas nas trilhas dos indígenas. Além disso, havia o envenenamento das águas dos rios onde pescavam. 
Obviamente que a bala também foi usada por bandeirantes e pistoleiros.
Interessante notar que, 104 anos depois, a violência contra os legítimos donos das terras de nosso país se institucionalizou. Só neste ano, pelo menos mais 30 índios Guarani e Kaiowá se suicidaram no Mato Grosso do Sul, segundo o jornalista Bob Fernandes em consulta ao Conselho Indigenista Missionário (Cimi). Dados oficiais, da Secretaria Especial de Saúde Indígena, do Ministério da Saúde (Sesai), dizem que de 2000 até 2011, 555 Kaiowá-Guarani tiraram suas próprias vidas. O motivo: estão sendo expulsos de suas terras por meio de decisões judiciais (!!!), encurralados em micro-espaços para dar vazão ao agronegócio (cana, soja, milho, gado), forçados a se misturar com outras etnias, mortos por pistoleiros...
Antes, os Kaiowá-Guarani só pediam para viver em paz nas suas terras. Hoje, eles querem algo a mais e manifestaram o pedido em carta ao Governo e à Justiça Federal:
"Pedimos para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas decretar nossa morte coletiva e enterrar nós todos aqui. Pedimos para decretar nossa extinção/dizimação total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar nossos corpos. Este é nosso pedido aos juízes federais."
O aniversário de Penápolis, minha cidade, não é só motivo de comemoração para mim...

ULISSES DE OLIVEIRA DA SILVA é jornalista formado pela UNESP de Bauru, trabalhou em um dos importantes jornais impressos da cidade de Penápolis - Jornal Interior - e hoje é repórter do jornal DIÁRIO DE SÃO PAULO, na capital. 






sexta-feira, 8 de maio de 2009

ORDEM E PROGRESSO




POSITIVISMO


O Positivismo, como vimos em sala de aula, foi uma corrente teórica de grande expressividade no século XVIII e que ainda angaria adeptos até os dias de hoje. O Brasil sofreu grandes influências desse pensamento, tendo como sua representação máxima, o emprego da frase positivista “Ordem e Progresso”, extraída da idéia central do Positivismo: "O amor por princípio, a ordem por base, o progresso por fim", em plena bandeira brasileira. A frase tenta passar a imagem de que cada coisa em seu devido lugar conduziria para a perfeita orientação ética da vida social. Vamos pensar um pouco... O que representa o positivismo hoje, para nós? Que relação teria o Direito e o positivismo?
Abraço a todos.

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