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sexta-feira, 27 de maio de 2016

NÃO VAMOS "FALAR" DE ESTUPRO

Já dizia a sabedoria popular: "Uma imagem fala mais que mil palavras". Vamos deixar, então, que essas imagens falem sobre a adolescente que foi estuprada por 33 homens...
 
 


terça-feira, 24 de maio de 2016

OUTRAS 20 COISAS QUE NÃO TE CONTARAM SOBRE A PATERNIDADE

Em 2013, pela ocasião do nascimento do meu sobrinho e afilhado Henrique, escrevi e dediquei ao meu irmão um texto que intitulei de "20 coisas que não te contaram sobre ser pai". Hoje, em homenagem ao meu grande amigo-irmão André A. Souza, que será pai em alguns meses pela primeira vez, dedico este texto que leva o título de "Outras 20 coisas que não te contaram sobre a paternidade". Te amo amigo!

OUTRAS 20 COISAS QUE NÃO TE CONTARAM SOBRE A PATERNIDADE

Por Julio César Gonçalves

  1. Viver a experiência de participar da "criação" é algo que não tem como explicar... Essa ideia vai passar pela sua cabeça em algum momento da sua vida a partir de agora e a sensação é inexplicável.
  2. Pode ser que você descubra uma outra pessoa em você mesmo: mais sensível, mais atento, mais carinhoso, com outras prioridades.
  3. Seu sono vai mudar. Qualquer barulhinho te deixará em estado de alerta (agora alguém depende de você).
  4. O tempo, para realmente entender o que está acontecendo, parece ser muito diferente em relação ao tempo das mamães (talvez porque elas sentem fisicamente as mudanças). Não se torture... a paternidade chega mais tarde do que a maternidade.
  5. Com certeza você teve mais sorte do que todos os outros papais... você terá 20 dias de licença paternidade segundo nova legislação (cf. Projeto Empresa Cidadã).
  6. É incrível como sua visão de mundo se transforma... A impressão que terá é que você enxergará grávidas, bebês e coisas de bebês, mais do que o normal.
  7. Você vai se pegar lendo revistas, pesquisando sites e blogs especializados em comportamentos, sobre como agir. Informações são sempre bem-vindas, mas não pire a cabeça... não há receitas prontas.
  8. A natureza é perfeita! Nas semanas finais da gestação, poderão surgir os chamados "alarmes falsos" - pequenas e leves contrações, para preparar você e sua esposa para a corrida até o hospital.
  9. Talvez perceba momentos de mudanças no seu humor após o nascimento do baby, que podem estar relacionadas a diversos fatores, como a falta de privacidade, noites mal-dormidas nas primeiras semanas, o estresse gerado pelas novas mudanças... 
  10. Sabe aquele medo de não dar conta de arcar com os gastos de uma criança, com a qualidade que você e sua esposa sonhou? Bem... esse medo parece que está incluso no pacote da paternidade... ele não vai embora. 
  11. Planejar o futuro, planejar o futuro, planejar o futuro... (palavras de ordem).
  12. Fique em paz. Nossos filhos são o melhor de nós. 
  13. Um turbilhão de emoções e sentimentos novos podem surgir durante a gravidez e nos primeiros anos após o nascimento do bebê. Pode ser que o ciúmes da relação entre o bebê e a mãe apareça. Muitos pais sentem que sua parceira não confia nele para cuidar do bebê. Essa confiança vai surgir conforme você se inteirar das atividades da rotina do bebê (como trocar fraudas, esquentar mamadeiras, preparar o ambiente para as mamadas). Participar desse processo ainda é a melhor forma de se incluir e se sentir incluído na relação.
  14. Pode ser que passe pela sua cabeça algumas dúvidas: "Será que um dia vou conseguir amar este pequeno ser tanto quanto a mãe o ama?".  O dialogo entre o casal é fundamental para evitar que pequenas crises isoladas se transformem em grandes crises no casamento e minar a relação. Leia mais em chegada do primeiro filho é prova de fogo para casamento.
  15. Tudo é educação... você vai perceber que terá que ensinar TUDO, desde amamentar, mastigar, fazer xixi no lugar certo, falar, expressar sentimentos e sensações, ler e escrever, respeitar, lidar com as frustrações... não se preocupe. Elas vêm em doses suportáveis (à tempo de aprender também).
  16. Sabe aqueles vegetais que você não gosta ou não faz questão de comer? Farão parte da sua dieta de agora em diante. Em contrapartida, vai abrir mão das besteiras (o bom é que você vai se reeducar-se para uma alimentação melhor).
  17. Você vai sentir, alguma vez, vontade de estar no lugar da criança, quando as fases das doenças chegarem. Essa já é uma prova definitiva de que você ama.
  18. Seu coração vai partir ao meio (talvez até chore) depois de corrigir, proibir, ou ser enérgico com seu filhote...
  19. Ser acordado domingo de manhãzinha a galopes é muito bom (verdade!). Criança não conhece calendário, nem horas...
  20. Talvez nada disso aconteça de fato. Talvez, apenas alguns itens desta lista... o fato é que vocês três descobrirão, da melhor maneira possível, um jeito de lidar com todas as situações. Ah... o melhor de tudo é que, ainda assim, pode continuar contando com a ajuda e o carinho dos amigos que torcem por vocês.


segunda-feira, 25 de abril de 2016

DESCARTE DE EMBRIÕES: UM DILEMA ÉTICO DO NOSSO TEMPO



Por Julio César Gonçalves

Já é sabido que nunca falamos tanto sobre ética e falta de ética quanto nas últimas décadas, seja pelos meios de comunicação de massa, seja em discussões nas Universidades, seja no "senso comum nosso do dia a dia".
Hoje gostaria de trazer à tona um dentre tantos temas debatidos pela sociedade e que faz parte de uma área da ética denominada BIOÉTICA. Trata-se das discussões sobre a fertilização in vitro e o descarte dos embriões excedentes.
O problema ético central dessa discussão está em definir uma destinação aos embriões que não foram implantados no útero, ou seja, aqueles embriões que foram fecundados em laboratórios e que estão congelados (criopreservados) aguardando um destino. E que destino poderia ser este? Doá-los para pesquisa com células-tronco? Descartá-los? Mantê-los congelados? Doá-los para outros casais?
Estas são questões difíceis de serem resolvidas, mas que precisam ser pensadas. Seria muito fácil resolvê-las caso houvesse um consenso entre as verdades científicas, as verdades de fé e as verdades jurídicas. Mais precisamente sobre quando se considera o início da vida.
Muitos filósofos se embrenharam nesta difícil tarefa. 
Hipócrates (pai da medicina) defendia a tese de que é na concepção que se inicia a vida, portanto, qualquer remédio que colocasse em risco à vida intrauterina não deveria ser administrado. Platão pensava ser no ato do nascimento o exato momento em que a alma se fundia ao corpo. Aristóteles, a partir da "teoria da animação imediata", argumentou explicando que alma e corpo se unem semanas após a fecundação, afirmando que o feto tem vida e, pelos primeiros movimentos do bebê ainda no útero de sua mãe, se provará o início da vida. Também outros se posicionaram a este respeito.
Na próxima postagem veremos o posicionamento das religiões e da ciência.
Mas, fica para ecoar em nosso pensar, a questão: "Em que momento surge a vida?".

(Continua...)


terça-feira, 12 de abril de 2016

domingo, 27 de março de 2016

ATEU, AGNÓSTICO, FILÓSOFO, CRENTES...


Por Julio César Gonçalves
Estamos (nós cristãos) ainda vivenciando a celebração da Páscoa. A festa maior para o catolicismo. Entretanto, para provocar uma reflexão (e não polêmicas - uma vez que polêmica não tem lugar na filosofia, senão o diálogo e o debate), resolvi postar um vídeo que está circulando pelas redes sociais. O que será que aconteceria se juntássemos num mesmo lugar um filósofo, um ateu, um pastor protestante, um agnóstico e um católico, para discutirem sobre fé e religião?
Muitos entre nós aderem à ideia de que RELIGIÃO, futebol e política não se discutem... Seria talvez por medo de descobrir algo de suas convicções que não faz sentido? Ou por medo de se deparar com uma realidade dura e cruel? Ou ainda por medo de enfrentar suas próprias sombras do passado?
Acontece que o Prof. e Filósofo Luiz Pondé neste vídeo, faz exatamente isso.
Vamos ver o resultado?





segunda-feira, 21 de março de 2016

NASCEMOS DUAS VEZES



Por Julio César Gonçalves

Aristóteles afirmou certa vez: "O homem é um animal político", um animal social. Evidentemente que ele se referia à natureza coletiva dos seres humanos.
Nós não nascemos para viver isolados, não somos ilhas. Somos arquipélagos.
Desde os primórdios da vida humana o homem se organizou em agrupamentos, mais ou menos vinculados afetivamente. Uma das primeiras formas de associação foi o clã. A primeira família. Aliás, é na família que se busca os elementos-chave para a compreensão da sociedade: as relações interpessoais, o sentimento de pertença, objetivos focados e comuns, dependência mútua compartilhada etc. Depois vieram as tribos, as aldeias (ou genos) e só depois as sociedades complexas.
Ora, nascemos, vivemos e morreremos sempre aptos a CONVIVER, a estar em comunidade, e, conviver é diferente de viver  - não apenas por uma questão de conceito e etimologia -, mas porque estão ligadas à coisas distintas.
Quem vive? Ora, nós vivemos. Nós quem? Nós seres humanos. Mas somente seres humanos vivem? Não... Todo ser vivo vive. Parece óbvia tal resposta.
O que caracteriza a vida em um ser vivo são o conjunto de atributos biológicos presentes em sua constituição. Respirar, movimentar-se, desenvolver-se, reproduzir, envelhecer, morrer. Sob estes aspectos (biológicos), somos tão vivos quanto uma bactéria. Entretanto, quando falamos de convivência, falamos de atributos tipicamente humanos. A própria acepção da palavra já deduz: CONVIVER = VIVER COM o outro. Conviver é ensinar e aprender, é ajudar e ser ajudado, é se tornar melhor com outras experiências compartilhadas. Conviver é ser melhor a cada dia. Nisso nos diferenciamos dos outros seres vivos, porque não são aspectos apenas biológicos de que somos feitos, mas também sociais. 
Então quer dizer que os animais não convivem entre si? Do ponto de vista sociológico não. Essa é uma realidade tipicamente humana. Os animais podem viver em bandos e expressar certas reações muito semelhantes às que apresentamos na convivência diária, entretanto, eles não têm algo que é extremamente importante para caracterizar a convivência: a consciência. Outros seres vivos não agem movidos pela decisão livre e consciente. Agem por impulso, por instintivo. Os animais e plantas se alimentam pelo instinto da fome, por exemplo, nós, além dos instintos, nos alimentamos por outras motivações (ansiedade, gula, para não fazer "disfeita"). Os animais se relacionam sexualmente e se reproduzem para manter a espécie, nós, além deste motivo, nos relacionamos por carências, por prazer, por vingança, por amor. Fazemos controle de natalidade, criamos métodos contraceptivos, abortamos.
Portanto, é-nos evidente que temos duas naturezas. Podemos dizer até que sofremos dois partos: um natural e, portanto, biológico; e, outro social, porque nascemos para a cultura, para os costumes, para o mundo que nos rodeia.

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