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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

O NOIVO JÁ PODE BEIJAR SUAS NOIVAS


Esta semana que passou o portal Terra Notícias publicou uma reportagem sobre o registro em cartório da união entre um homem e duas mulheres como união estável. Pronto! Está instaurada a polêmica! Para que possamos melhor entender o fato, peço licença aos leitores para publicar na íntegra o texto do Terra.
Segue.

Poliamor em terras brasileiras: homem e 2 mulheres registram em cartório união a 3

O heterossexual Klinger de Souza, de 31 anos, e as bissexuais Paula Gracielly, 31, e Angélica Tedesco, 24, vivem um incomum relacionamento a três e conseguiram registrar a união poliafetiva em cartório, em Jundiaí (SP), onde moram.
Esta seria a terceira vez que um casamento a três é registrado em cartório no Brasil, nos moldes da União Estável. Mais para frente, eles querem também oficializar o casamento formal, assim como já fazem culturalmente os demais casais formados apenas por um homem e uma mulher e estão reivindicando os casais homossexuais. “Elas de noiva e eu de smoking, com festa e tudo mais”, planeja Klinger.
Os três são mato-grossenses, mas vivem em Jundiaí, onde garantem que levam vida normal, trabalham, passeiam e também pensam em ter um filho, gerado na barriga de "Paulinha", dentro de cerca de 2 anos.
 Além do filho, outro projeto do "trisal" é escrever um livro mais amplo sobre esta forma de se relacionar que ainda assusta, mas que eles garantem ser possível, natural, ética, verdadeira, honesta e amorosa. Trata-se do poliamor.
O reconhecimento em cartório deste romance atípico é importante, segundo eles, não somente em relação à divisão de patrimônio, mas também para que não sejam excluídos dos direitos civis, como outros cidadãos quaisquer. Além disso, eles já pensam também no registro do filho, que querem que seja feito em nome dos três: um pai e duas mães.
Para fazer o registro da união em cartório, Klinger explicou ao portal iG que declarou em texto escrito de próprio punho, com dados de pessoa física dos três, que vive junto com Paula e Angélica. Os três assinaram o documento, que precisou ser validado por duas testemunhas. Após as assinaturas, tudo acontece com o tempo de reconhecimento de firma que gira em torno de 30 minutos em qualquer cartório.
Se algum dos três resolver sair do relacionamento, terá o direito a 33% do patrimônio. Para Klinger, o mundo mudou e muita gente ainda fica assustada com essa forma de se relacionar. Mas a diversidade dos tipos de família é fato irreversível.
Fonte: noticias.terra.com.br

terça-feira, 17 de novembro de 2015

ÁRVORE GENEALÓGICA DO SÉCULO XXI


Por Julio César Gonçalves

Numa dessas zapeadas pelos sites de notícia na internet, uma manchete me chamou a atenção e me fez pensar: "Bebê de SC poderá ter pai, duas mães e seis avós na certidão". A notícia trata de uma liminar da Justiça de Florianópolis que permitiu registro dos nomes na certidão de nascimento (segundo o portal de notícias G1), das mães - duas mulheres em união homoafetiva estável; do pai, que aceitou se relacionar com uma delas para procriar; e dos pais de cada um deles, portanto, dos avós. Tal decisão leva em consideração as novas formas de composição da família na atualidade.
Do ponto de vista jurídico traz desafios novos, tais como a necessidade de repensar o direito sucessório, por exemplo. Também denota que nossa sociedade está, de fato, passando por profundas transformações em suas estruturas mais tradicionais. 
Do ponto de vista social, acredito ainda não ser possível fazer alguma asserção acerca dos resultados dessas mudanças, afinal o passado ainda não passou e o futuro ainda está por vir...

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

DICAS PARA UM BOM ESTUDO - parte II


Por Julio César Gonçalves 

O conhecimento é um processo em que se estabelece uma relação entre o sujeito cognoscente e o objeto cognoscível, isto é, é a relação entre o sujeito que tem a potência do conhecer, com o mundo que se de deixa conhecer. A produção do conhecimento não é um processo simples e fácil. Muitos confundem informação com o próprio conhecimento. O fato é que estudar não é uma tarefa muito simples. A leitura pura e simplesmente, não pode, por si só, ser considerada um estudo. Da mesma maneira não pode sê-lo aquela velha mania de ler tudo até minutos antes de uma prova. Se faz necessário um bom planejamento de estudos, organização e disciplina. Sem os quais, os esforços serão em vão, bem como os resultados esperados.
Método, estratégias e técnicas de estudo podem ajudá-lo a desenvolver melhor hábitos positivos para que possa haver, de fato,  aprendizado. 
Com base nessas constatações, as dicas dessa semana vem ao encontro de muitos anseios. Confira!

CRIE METAS E PLANEJAMENTO - É muito importante que você saiba onde quer chegar com seus estudos, por isso, estabelecer metas e objetivos tangíveis são ótimos recursos para começar a percorrer um caminho rumo ao alcance de cada um deles. Comece listando tudo o que você precisa ler e estudar. Depois divida tudo por dias (adaptando conforme seu horário e disponibilidade). Desse modo você poderá estabelecer prioridades e se empenhar focado no seu planejamento. Lembrando que toda meta precisa ser atingível para que não haja frustração. As chances de sucesso serão maiores!

TENHA UM LOCAL DE ESTUDOS - Ter um local específico para estudar significa que você estará em um ambiente livre de distrações e o hábito de estudar nesse ambiente, fará com que seu cérebro se acostume e, de certo modo, quando você estiver nesse local ele entenderá que precisará se concentrar. Reprogramar o nosso computador (cérebro) é fundamental. Por mais que você consiga estudar em frente à TV, ouvindo música ou deitado na cama, estes não são estímulos neuronais para o estudo. Você está enviando mensagens ao seu cérebro que não correspondem ao que você espera dele. 

DISCIPLINE O SEU TEMPO - Administre seu tempo. Você pode fazer um cronograma de suas atividades diárias, de modo a facilitar que você seja fiel a ele. Esse cronograma pode ser, desde um quadro com as atividades e os horários para a consecução de cada uma, ou mesmo uma simples lista de tarefas diárias que você pode organizar separando-as por prioridades (em ordem crescente, numérica ou alfabética). Por exemplo, você tem que estudar para duas provas que acontecerão amanhã, tem um trabalho para entregar no dia seguinte às provas e deve estudar um texto para a aula de hoje. Você pode identificar cada uma dessas tarefas com números por ordem de prioridade (1º - Leitura do texto para a aula de hoje; 2º - Estudar para as provas de amanhã; e, 3º - Elaborar o trabalho para depois de amanhã).

REVISE - Pouco adianta você se matar de estudar e depois largar o material de lado. É importante que você esteja sempre revisando a matéria que estudou, por isso, sempre que chegar da aula, pare um pouco para relembrar o que foi trabalhado em sala de aula com o professor. Refaça as suas anotações, transformando-as em um pequeno texto, pois, além de rever o assunto, você também está compondo um bom material de consulta para estudos posteriores. 

BONS ESTUDOS e até a próxima dica ! ! !

domingo, 1 de dezembro de 2013

"SOCIEDADE ATUAL DIFICULTA A VIVÊNCIA DO LUTO", REVELA PESQUISADOR DA USP

 
A entrevista deste mês traz as experiências e os resultados da pesquisa de mestrado (realizado na Universidade de São Paulo - USP), por Rodrigo Feliciano Caputo em três aldeias dos remanescentes Bororos, no Mato Grosso. Caputo tem formação inicial em Psicologia e na entrevista cedida ao SNM relata seus sentimentos e percepções sobre as visitas realizadas  às aldeias e, fala sobre sua experiência na elaboração da dissertação.
 
SNM - Caputo, em que consistiu sua pesquisa de mestrado?
Caputo - O  estudo que realizei procurou contribuir para o aprofundamento conceitual e metodológico, através da análise comparativa entre dois grupos humanos contemporâneos que apresentam características histórico-culturais específicas: os moradores da cidade de Lins-SP (“linenses”) e os remanescentes “bororos” que vivem em três aldeias no estado de Mato Grosso.
 
SNM - Em seu estudo, o que pretendia comparando essas duas realidades diferentes (os linenses e os bororos)?
Caputo - Na realidade, minha intenção era tentar compreender, por meio de revisão da literatura existente e exame de fontes documentais, como esses grupos lidam com a morte. Para tanto, foi necessário entrar em contato com suas estruturas e dinâmica social, sua história de ocupação e transformação dos territórios por eles habitados, seus mitos fundadores, suas instituições, práticas, discursos, técnicas e símbolos.
 
SNM - Por que você quis pesquisar esse assunto?
Caputo - Boa parte (senão todos) os fundamentos culturais de uma sociedade convergem nas suas prescrições técnicas e simbólicas sobre como lidar com a morte, de modo a integrá-la na realidade  social e garantir a continuidade da vida comunitária,  estabelecendo códigos de conduta, modulando relações de parentesco, instituindo papéis profissionais etc. Então, essas diferentes "maneiras" de lidar com a morte, chama a atenção (e é de  grande interesse) da Psicologia Social, que vem sendo estudados cada vem mais.
 
SNM - O que mais te chamou a atenção sobre a pesquisa?
Caputo - O que me impressionou, primeiramente, foi que, apesar do intenso processo de  aculturação dos “bororos”, este grupo ainda guarda diferenças marcantes em relação aos “linenses”, em relação ao modo como lidam com a morte. Entre os linenses, por exemplo, a morte  é mantida à distância, no sentido de que as tarefas funerárias são "terceirizadas" a profissionais e instituições específicas. 
O luto é vivenciado só ou junto à família nuclear e a expressão da dor costuma ser abreviada. Já os bororos geralmente guardam proximidade dos indivíduos adoentados e moribundos, bem como de todo o ritual funerário. A dor é expressa e o luto é vivenciado em comunidade. Por outro lado, em ambos os grupos confirma-se que o conjunto de técnicas e símbolos de lida com a morte representa um importante organizador psicossocial, pois orienta e auxilia as pessoas no enfrentamento individual e coletivo da morte, favorecendo na elaboração dos impactos psíquicos, na reorganização dos papéis e dos vínculos sociais.
 
SNM - Como foi ficar esses dias na aldeia?

Caputo - Foi desafiador e fascinante me integrar no grupo dos Bororos, já que não fazem parte do meu cotidiano. Porém, a inserção ocorreu em um contexto atenuador dos impactos gerados pelo ingresso de um forasteiro no grupo. O ingresso no grupo Bororo ocorreu através de um Projeto de Ação Voluntária feito entre o Centro Católico Salesiano Auxilium (UNISALESIANO), de Lins-SP, local em que trabalho e as aldeias de Meruri (índios Bororo) e Sangradouro (índios Bororo e Xavante). O projeto ocorreu de 11 a 19 de julho de 2012 Nesta ação de voluntariado, eu fui designado para compor o grupo que seguiria para Meruri. Os quatro primeiros dias foram planejados pelos habitantes de Meruri, os quais promoveram algumas danças, rituais, levaram-nos para passeios e visitas acompanhadas pela aldeia, festas, atividades esportivas mesclados com rodas de conversas e palestras realizadas por lideranças Bororo (diretor da escola, cacique, responsáveis pelo Museu Comunitário e Centro de Cultura Bororo. Pe. Rodolfo Lunkenbein); bem como por dois religiosos que estão há décadas na aldeia.
 
SNM - profissionalmente você atua de que modo hoje?
Caputo - Hoje sou psicólogo clínico e atuo com atendimento na cidade de Lins e região. Sou professor universitário e consultor em gestão de pessoas. Desenvolvo pesquisas de mestrado em Psicologia Social e do Trabalho pela Universidade de São Paulo - USP.
 
SNM - Essa não foi sua primeira experiência com o tema da morte. Você desenvolveu projetos na sua área com pacientes soropositivos. Conta para a gente como foi esse projeto.
Caputo - Essa experiência se deu em 2006. O trabalho consistiu em formar um grupo de apoio aos soropositivos e seus familiares frequentadores da ONG MOVECA (Movimento Vestindo a Camisa), da cidade de Penápolis-SP, com o objetivos de construir um vínculo com os integrantes desta, estabelecendo, portanto, uma relação de alteridade. No período em que atendi na Ong, um dos integrantes do grupo faleceu, a partir de então passei a investigar as questões relativas à morte e às vivências do luto.
 
SNM - Como é para você trabalhar com pacientes nessa condição?
Caputo - Atendo muitas pessoas que estão vivenciando o luto de entes queridos ou coisas que apreciavam muito, porém vejo que nossa sociedade não facilita a esta vivência. Este é um tema proibido, já que após o funeral, cada vez menos se tolera o choro e o pesar, assim o luto que outrora era uma reação natural e esperada diante de uma perda significativa, passou a ser patologizado e medicalizado. Deste modo, é muito satisfatório poder facilitar a elaboração do luto de pessoas que além de sofrerem as suas perdas, sofrem por não poderem expressar suas dores, suas angústias e medos.

sábado, 23 de novembro de 2013

SUTILEZAS EM BRANCO E PRETO


É incrível como, apesar de estarmos no século XXI, ainda temos que lidar com problemas de séculos passados!
Estou falando de atitudes e estereótipos preconceituosos (vale aqui a redundância) como o racismo. Estava eu preparando uma aula de sociologia para meus alunos do colégio – a respeito da alteridade – quando encontrei em meus velhos arquivos algumas folhas amareladas de uma velha revista (possivelmente "cedidas" numa dessas longas esperas em visita ao médico ou dentista...). Tratava-se de uma reportagem cuja manchete era: “POR QUE OS HERÓIS NUNCA SÃO NEGROS?”
Lembro-me de ter lido tal reportagem, mas resolvi lê-la novamente na íntegra (também encontrei-a na internet – link abaixo). A reportagem fala da dificuldade que as crianças negras encontram na formação de sua personalidade, justamente pela falta de ter um herói também negro, no qual se espelhar. Na reportagem a pedagoga e professora de Educação Infantil em Brasília explica que "lendas, contos da carochinha e mitologias ajudam as crianças a construir sua identidade. Num processo de transferência, os pequenos se colocam no lugar dos heróis e vivenciam as sensações dos personagens" e a questão que mais me chamou a atenção para escrever este relato, colocada pelo autor da reportagem era:
Então imagine o que significa ser despertado para o prazer da leitura sem ver sua raça representada de forma positiva nas páginas dos livro.
É degradante chegarmos a este ponto...
 
Vejam a matéria completa (clique aqui)

quarta-feira, 27 de março de 2013

BEIJO NA BOCA = PROTESTO



Até quando,  eu me pergunto???

"Ou aprendemos a viver juntos como irmãos, ou morreremos todos juntos como idiotas" - Martin Luther King

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

ROCK CONTRIBUI PARA A DIVERSIDADE CULTURAL NO OESTE PAULISTA

Secretarias de Cultura da região prudentina abrem espaço para estilo musical em eventos

Por Luciane Carvalho
Cenário do Rock na região ainda depende da opinião pública, acredita Cesinha Crepaldi


Para quem acredita que os habitantes do interior paulista só ouvem música sertaneja, pode se surpreender com a atuação do rock nos últimos meses na região de Presidente Prudente.
A parceria entre prefeituras, veículos de comunicação e entidades visa diversificar a cultura na região por meio dos eventos, como na Virada Cultural com a presença das bandas de New Metal Angra e Hangar, entre 14 e 15 de maio. No aniversário de Presidente Prudente, em 14 de setembro, os Paralamas do Sucesso animaram os moradores. Já no dia 11 de outubro, a cidade de Junqueirópolis prestigiou os Titãs na 12ª edição do Aceruva.
O locutor César Crepaldi, conhecido como Cesinha, é apresentador do programa dominical de rádio Stage Diving há 20 anos e acredita que a maior dificuldade é a opinião pública. “Nos anos 70 as rádios tocavam de tudo, não existia estigmas como recentemente. Acho que a população se multiplicou nos últimos tempos e os estilos musicais conseguiram mais espaços, mas quem dita as regras ainda são as rádios e TVs”, lastima.
Em pesquisa realizada em 23 de outubro por meio da rede social Facebook, no grupo “União do Metal”, os participantes relatam sobre os preconceitos, por vezes confundidos com marginais ou sofrerem perseguições policiais. Veja o quadro com algumas reclamações.




UM POUCO DE HISTÓRIA
Com o final da Segunda Guerra Mundial e a tensão da Guerra Fria, o movimento contracultura surgiu e se desenvolveu no final da década de 1940 e início dos anos 50, nos subúrbios dos Estados Unidos, como forma de protestos e transgressão da ordem. Por meio da mistura dos estilos musicais blues, country, jazz, folk e música clássica, o Rock atinge diversos segmentos como Metal (Melody, True, Trash, Heavy, Folk, Viking, Death, Black, Doom, White, New), Punk, Grunge, Hard, Progressivo, Glam, Gore, Splatter, além do Rock´n ´Roll clássico.
Em 13 de julho de 1985, Bob Geldof organizou o Live Aid, um show simultâneo em Londres, na Inglaterra, e na Filadélfia, Estados Unidos, com o objetivo de acabar com a fome na Etiópia. As apresentações foram transmitidas pela BBC, British Broadcasting Corporation, para diversos países, de modo a alertar o mundo sobre o problema. A partir do evento, a data ficou conhecida como o Dia Mundial do Rock.

LUCIANE CÂNDIDO CARVALHO é aluna do 6º termo de Jornalismo da FAPEPE, é estagiária da sucursal de Presidente Prudente do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT). Também colabora com postagem neste Blog.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

OS ESQUECIDOS

 

Segue link do vídeo documentário realizado pelos alunos André Lima, Ana Paula Fioramonte e Pedro Granato Neto, do curso de Comunicação Social - Jornalismo, a respeito dos moradores de rua da cidade de Presidente Prudente, na disciplina de Seminários Avançados V (2009/1).

O vídeo está fragmentado em duas partes e pode ser feito o download gratuito. O titulo é "Os esquecidos - video documentário sobre a vida dos moradores de rua de Presidente  Prudente" 
Apreciem!
Abraço a todos.

Download:   1ª parte - http://www.sendspace.com/file/2796ur  
                    2ª parte - http://www.sendspace.com/file/niewz7

domingo, 28 de março de 2010

QUEM É A FAMÍLIA DE HOJE?

Acho incrível como acontece a dinâmica social, como a sociedade vai se moldando, se fazendo e se desfazendo, se renovando! Dias atrás um aluno me procurou com a intenção de que eu o orientasse em sua monografia que, inicialmente, abordará a influência das telenovelas "globais" na construção de novos conceitos de família.
Achei bacana a abordagem! Parei para pensar a concepção de família de hoje e a de anos atrás... como mudou... desde as primeiras sociedades (primitivas), organizadas matriarcalmente (porque as mulheres tinham filhos de vários maridos a ponto de não ser possível identificar a paternidade), a tradicional (que chamo de "família porta-retrato" - pai, mãe e filhos), até as famílias dos dias de hoje.
Mas espere um pouco: Quem é a família de hoje? Quais são os elementos que a compõe?
Não precisa fazer nenhum estudo sociológico para percebermos a transição da "família porta-retrato" para uma família nuclear de estruturação diferenciada. 
Estamos falando, não de um, mas de vários modelos de composição familiar, como é o caso das famílias onde os pais são separados, ou a mãe decidiu fazer uma "produção independente" (não gosto deste termo), o pai cria os filhos sozinho, família com dois pais e filhos (ou duas mães), filhos criados pela avó, a família single (composta de pessoas que moram só) entre outros tantos...
O que aconteceu? É uma crise no sistema familiar tradicional? É o resultado de mudanças maléficas da sociedade?
Humm... não sei!
Na verdade não parei para tentar responder tais questionamentos, entretanto, uma coisa é fato: a estrutura familiar, assim como a própria sociedade, é dinâmica, se adapta às realidades diferentes impostas pelo sistema de organização social. 
A emancipação feminina, por exemplo, permitiu que a mulher saísse de casa para trabalhar, para tornar mais independente. Ora, a  mãe que em nossa sociedade representa a base da família. Também as condições financeiras mudaram: antes o salário do marido supria todas as necessidades da casa.
O resultado dessas transformações todas? Os filhos estão indo muito cedo para escolas, creches. Alguns pais não se dão conta de que renegam a educação informal para outros (pois sentem culpa em corrigir os filhos, uma vez que já ficam longe deles muito tempo...). 
O que fazer então? Aspirar os tempos de outrora? Não... a sociedade mudou, os problemas mudaram também.
O que nos resta então? Analisar, estudar, observar e tentar se adaptar à essas novas transformações sem renegar à outras pessoas aquilo que é responsabilidade nossa!
Clique aqui e leia uma reportagem sobre a inversão de papéis tradicionais na sociedade.

PARA APROFUNDAR - Friedrich Engels escreveu uma obra (um clássico) a respeito desse assunto. Trata-se do livro A ORIGEM DA FAMÍLIA, DA PROPRIEDADE PRIVADA E DO ESTADO. Logo nos primeiros capítulos, o autor traça um retrato da família desde o seu surgimento. Clique no link e leia a obra.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

MENINO OU MENINA???


Antigamente os pais sabiam o sexo de seus filhos no momento do seu nascimento. Com o advento das novas tecnologias, a possibilidade de identificar doenças congênitas e a curiosidade dos pais, já é possível (na maioria dos casos), identificar o sexo a partir do 4º mês.
Há algumas semanas recebi um e-mail que me deixou chocado... Um casal sueco decidiu não revelar o sexo do seu filho de dois anos e meio. “Queremos que Pop cresça com maior liberdade e que não seja forçado a um gênero que o/a moldará”, disse a mãe.
A criança ora usa vestidos, ora roupas masculinas, assim como o seu cabelo - muda do estilo feminino para o masculino a cada manhã. A controversa atitude do casal gerou um intenso debate no país.
O jornal sueco que entrevistou os pais, The Local, conversou com a pediatra sueca Anna Nodenström do Instituto Karolinska sobre os efeitos em longo prazo no comportamento da criança. “Afetará a criança, mas é difícil de dizer se fará mal a ela”, diz a pediatra. “Não sei o que os pais querem com isso, mas certamente ela será diferente”, completou. Anna ainda afirmou que quando Pop entrar na escola, se seu gênero ainda for desconhecido, ela chamará muito a atenção dos coleguinhas. A psicóloga canadense Susan Pinker autora do livro The Sexual Paradox, também entrevistada pelo jornal sueco, disse que será difícil manter incógnito o sexo da criança por muito mais tempo. “As crianças são curiosas sobre suas identidades e tendem a gravitar em torno das de mesmo sexo no começo da infância”. Pop logo ganhará um irmãozinho ou irmãzinha, porque a mãe está grávida. Ela afirmou que irão revelar o gênero “quando Pop quiser”.Fico pensando: até que ponto esta atitude dos pais estão corretas? É possível criar uma criança sem gênero?
Só tenho certeza de uma coisa: A gente vai morrer e ainda não vai ver tudo...

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