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terça-feira, 20 de outubro de 2015

ERA UMA VEZ, UMA SOCIEDADE...


Por Julio César Gonçalves

Um dos diálogos mais impressionantes, presente na obra de Lewis Carroll "Alice no país das maravilhas", segundo minha humilde opinião, está num momento de dúvida da personagem diante de uma bifurcação que leva a dois lugares diferentes e um gato sinistro sobre os galhos de uma árvore da floresta. 
Alice perdida pergunta ao gato: onde "leva esse caminho?", ao que o gato responde: "para onde você deseja ir?". Alice por sua vez revela o motivo da sua dúvida: "não sei, estou perdida" e o gato cruelmente lhe responde que "quem não sabe aonde vai qualquer caminho serve". 
Essa dúvida de Alice, confesso estar me atormentando quando o assunto é a sociedade e seus problemas atuais. Às vezes sinto que não há perspectivas claras para um futuro próximo. A corrupção em várias esferas da vida pública, o desfalque descarado aos cofres públicos por aqueles que devem nos proteger e orientar, e a pior de todas: a letargia a que nos submetemos e como decidimos assistir de braços cruzados o desfile alegórico dos valores distorcidos em nossa sociedade, apresentam-se para nós como bifurcações de um caminho que não termina ou que desconhecemos... Para onde vai nossa sociedade? 
Não sabemos... Não sabemos porque o que era o certo, hoje é errado, e o errado, hoje é o certo. Nem na capacidade da ética, enquanto norteadora das nossas ações para solucionarmos os conflitos da convivência, acreditamos mais.
A intolerância contra as diferenças, os diferentes lutando contra a igualdade sob o discurso de direitos iguais, lei após lei sendo criadas etc. O que isso revela? Que ainda não aprendemos o valor do amor, não aprendemos o que é amar.
Para onde vai nossa sociedade? Não sabemos...
E para quem não sabe onde vai, qualquer caminho serve.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

NA MÍDIA


Por Julio César Gonçalves


Recentemente tive o prazer de participar de uma entrevista a convite da amiga Juliana Gense em um hangout ao vivo, juntamente com o amigo jornalista Bruno Saia (encontro promovido pelo GEG -  Grupo de Educadores Google - Presidente Prudente). Na ocasião pude contar um pouco da minha experiência, enquanto educador, com o uso do blog.  Foi uma oportunidade e tanto!
Peço licença para reproduzir (na íntegra), o texto que Bruno publicou a respeito desse bate-papo. Também aproveito para divulgar seu blog "SAIA EDUCANDO", que está super legal, com textos, dicas e experiências com a educação. Parabéns Bruno e obrigado Juliana pelo convite carinhoso.

SOCIOLOGIA NO MUNDO - DO COMPARTILHAMENTO DE DADOS A ESPAÇO DE DISCUSSÃO VIRTUAL

Por Bruno G. Saia

Apresentar um exemplo do uso do blog na educação e discutir as vantagens e dificuldades enfrentadas na aplicação prática da ferramenta foram os principais objetivos da conversa, transmitida ao vivo pelo Hangout do Google, no dia 14 de julho. O evento foi promovido pelo GEG (Grupo de Educadores Google de Prudente).
Tive o prazer de participar dessa conversa e também compartilhar minhas ideias sobre o tema, junto com a professora Juliana Maria Cristiano Gense, que leciona no curso de Letras da FAPEPE/ UNIESP em Prudente, e com o professor da área da Filosofia, Julio César Gonçalves, criador e administrador do blog Sociologia no mundo. O blog, criado pelo professor Julio em 2009, teve como objetivo inicial o compartilhamento de materiais com os alunos, para que pudessem ser acessados após a conclusão do trabalho em sala de aula. "A ideia era criar uma base de dados, a princípio, porque o suporte da instituição teve um problema técnico e não estava suportando tudo o que eu gostaria de disponibilizar, aí pensamos na possibilidade de criar um ambiente virtual", conta.
Porém, atualmente, o espaço também apresenta discussões aprofundadas a respeito de temas atuais, em diferentes áreas. "Com o tempo, eu comecei a receber e-mails de colegas com textos para publicar e também senti a necessidade de criar um espaço de bate-papo, nesse ambiente de interação", detalha Julio.
Aos poucos, ele passou a buscar novos gadgets, novas alternativas visuais e novidades nos tutoriais do Blogger, onde o Sociologia no Mundo está inserido. "O blog foi mudando a função inicial e se tornou um espaço de discussão e reflexão, com textos que recebo de pessoas de fora, dos alunos, com foco em temas que estão na sociedade, muitas vezes polêmicos". Ele lembra ainda que, apesar d mudança, o espaço virtual mantém ainda suas características iniciais, de compartilhamento de dados, por meio de links e, até mesmo, para a realização de provas, com formulários online. "Ele é um recurso bastante útil para mim hoje, como técnica para se utilizarem sala de aula". Confira todos os detalhes do Hangout do Google e sobre o blog do professor Julio no vídeo acima.

BRUNO SAIA é repórter do Jornal "O Imparcial" e professor. Também colaborou com nosso blog.

sábado, 18 de maio de 2013

A CLASSE MÉDIA É FACISTA, VIOLENTA E IGNORANTE

 
O ineditismo de medidas governamentais e seus resultados surpreendentes estão sendo analisados durante o lançamento do livro 10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil: Lula e Dilma. O primeiro deles ocorreu no último dia 13, em São Paulo, e contou com presença de Emir Sader, Márcio Pochmann e Marilena Chauí.
Sem as sutilezas filosóficas das aulas emocionantes que costuma dar em eventos desse tipo, ela foi direto ao assunto. Chauí falou sobre o Bolsa Família para exemplificar a “revolução feminista” que vem ocorrendo no país, ao direcionar o recurso para a mulher, e depois o exemplo do ProUni, para explicitar o racismo que emergiu com força na sociedade, ao encher as salas de aula do ensino superior de pobres e negros.
Por fim, fez duras críticas à classe média: “a classe média é uma abominação política, porque é fascista, é uma abominação ética porque é violenta, e é uma abominação cognitiva porque é ignorante. Fim”, concluiu ovacionada.

ASSISTA O VÍDEO DA PALESTRA DE MARILENA CHAUÍ

 
 
FONTE: Site Pragmatismo Político. Disponível em: 

quinta-feira, 28 de março de 2013

"DEUS NÃO MORREU. ELE TORNOU-SE DINHEIRO"

"O capitalismo é uma religião, e a mais feroz, implacável e irracional religião que jamais existiu, porque não conhece nem redenção nem trégua. Ela celebra um culto ininterrupto cuja liturgia é o trabalho e cujo objeto é o dinheiro", afirma Giorgio Agamben, em entrevista concedida a Peppe Salvà e publicada por Ragusa News, em 16 de agosto de 2012.
Giorgio Agamben é um dos maiores filósofos vivos. Amigo de Pasolini e de Heidegger, Giorgio Agamben foi definido pelo Times e por Le Monde como uma das dez mais importantes cabeças pensantes do mundo. Pelo segundo ano consecutivo ele transcorreu um longo período de férias em Scicli, na Sicília, Itália, onde concedeu a entrevista.
Segundo ele, "a nova ordem do poder mundial funda-se sobre um modelo de governamentalidade que se define como democrática, mas que nada tem a ver com o que este termo significava em Atenas". Assim, "a tarefa que nos espera consiste em pensar integralmente, de cabo a cabo,  aquilo que até agora havíamos definido com a expressão, de resto pouco clara em si mesma, “vida política”, afirma Agamben.
A tradução é de Selvino  J. Assmann, professor de Filosofia do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC.
 

quarta-feira, 24 de março de 2010

ANTROPOLOGIA E DIREITO

A Antropologia (anthropos = homem)  é a ciência que se propõe estudar o homem na sua totalidade, isto é, nos seus aspectos sociais, naturais e históricos – o lhe confere um aspecto de ciência ampla e dependente de outras disciplinas e ciências para compor a análise de seu objeto de estudo (o homem).
Desta forma, sua relação com o Direito se torna imprescindível para entender os processos evolutivos do próprio direito, bem como de sua diversidade, ou seja, um país possui, além do aparato jurídico oficial, o convívio simultâneo com sistemas jurídicos distintos, assegurados pelos indivíduos – como é o caso das regras existentes dentro da aldeia indígena que muitas vezes conflitam com o Direito Oficial. A diversidade jurídica expressa a diversidade cultural e o jurista deve saber lidar com esta realidade.
Para pensarmos um pouco mais sobre a aproximação destas duas Ciências práticas, sugiro a leitura de dois artigos, denominados:  Direito e antropologia: uma aproximação necessária de autoria de Alexsandro Eugenio Pereira e o outro, Antropologia Criminal, do Prof. Ms. João Edisom de Souza.
BOA LEITURA!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

AUGUSTO COMTE (1798-1857)







Isidore Auguste Marie François Xavier Comte, filósofo e matemático francês, nasceu em Montpellier em 19 de janeiro de 1798. Fez seus primeiros estudos no Liceu de Montpellier e ingressou depois na Escola Politécnica de Paris. Entre 1830 e 1842, publicou sua primeira grande obra, na qual expõe os princípios fundamentais de sua filosofia e de sua teoria da História: Curso de Filosofia Positiva, composto de seis volumes. A partir de então, sua doutrina passou a ser conhecida como Positivismo.
Comte afirmava que a sociedade funciona como um organismo, no qual cada parte tem uma função especifica, contribuindo para o funcionamento do todo. Segundo ele, ao longo da Historia a sociedade teria passado por três grandes fases: a teológica, a metafísica e a positiva (ou cientifica). Na primeira, as pessoas recorriam à vontade dos deuses para explicar os fenômenos naturais; na segunda, utilizavam conceitos abstratos, como “natureza”; na terceira, que corresponderia à sociedade industrial, o conhecimento se baseia na descoberta das leis objetivas que determinam os fenômenos.
Comte foi o criador da expressão sociologia para designar a ciência que deveria estudar a sociedade. Sua doutrina, o positivismo, exerceu forte influência sobre a oficialidade do Exército brasileiro nas ultimas décadas do século XIX. Por isso, um dos lemas positivistas, “Ordem e progresso”, figura na bandeira do Brasil.

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