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terça-feira, 22 de setembro de 2009

PANDEMÍDIA



Recentemente o mundo parou para ver a crescente proliferação de uma nova doença: o excesso de informações truncadas e confusas... Epa! Calma que eu explico! Com a onda da nova gripe H1N1, a mídia se pôs a realizar aquilo que é de sua função principal - informar a população. Porém, confesso que fiquei chocado com tantas informações desencontradas em todos os veículos de comunicação que tive acesso. Na internet, por exemplo, é possível encontrar informações alarmantes que sugerem o uso de máscaras novas a cada duas horas e álcool em gel sempre quando em contato com aglomerações, e dicas que sugerem não passar mais as mãos no rosto antes de chegar em casa e lavá-las. Na TV, vi reportagem dizendo que até andar de ônibus é arriscado... (não que não seja de fato). 
Sem contar os e-mails com aquelas teorias da conspiração falando que tudo não passa de um truque da indústria farmacêutica para vender Tamiflu - que, aliás, estava sendo comercializado até nos camelôs, sem receita médica e orientação. Que caos não? Pois caos mesmo estavam os hospitais e ambulatórios... pareciam o metrô de São Paulo em horário de pico. Bastava um espirro e "bora lá" enfrentar fila nos corredores das Santas Casas. As escolas então adiaram as aulas, resolveram diminuir os dias letivos para não prejudicar "ninguém" (alguns alunos entenderam errado - ou não - e esticaram as férias indo, inclusive para outros países). Em contrapartida, ouvi dizer que apesar das mortes por gripe suína, ela ainda mata menos do que a gripe comum. Ora, então pra que tanto alarde? Sei não... Evitei sair de casa o máximo possível. Comprei o bendito álcool em gel (que nunca foi tão comercializado em toda a sua história), entrei em sala de aula com medo... Agora parece que a vida está voltando ao normal devagarzinho. Alguns hábitos ficaram... Sobretudo o de consultar a mídia. Outros evaporaram com o álcool. E a vida? Continua não é mesmo? Ou alguém ficou sabendo de alguém que morreu recentemente contaminado pelo vírus do EBOLA?


Publicado originalmente na coluna 2ª Página, do JORNAL DE ASSIS (JA) de 26/27 de setembro de 2009.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

É "DELIVERY" ESPONTÂNEA VONTADE???

UMA CRÔNICA...


Tá com algum problema? Disque soluções e não precisa nem sair de casa!
A onda agora é pedir, comprar, vender, anunciar, rezar, conversar, namorar e, acreditem senhores, até fazer sexo on line. Tá ligado?
É a modernidade que bate à nossa porta. É a praticidade que nos vem servida de
bandeja.
Chique não? Vejam. Percebam. Atentem para isso! Que tipo de seres estamos nos tornando?
Disque pizza, disque vídeo (disque “programa de índio” para o sábado à noite), disque gás, água, disque confissão (oh, não!). Disque compras, disque vendas, disque aulas, disque sexo, namoro, amizade. Disque todo tipo de ajuda, disque narcótico, disque neurótico, disque tudo.
Não precisamos mais sair de casa. Aliás, não precisamos sequer nos levantar do
sofá, se assim preferirmos, pois o controle remoto (ou remoto controle?), nos serve o “que queremos ver”, para que não precisemos nos desgastar com o percurso do sofá até a TV.
Casamento grego talvez fosse uma boa definição para explicar esse relacionamento entre o TRADICIONAL e a PÓS-MODERNIDADE, cujos filhos já estão sendo gerados: o condicionamento, a impessoalidade, o ostracismo, o sedentarismo e, não por menos, a queridinha praticidade.
Tudo o que queremos temos! Basta um simples discar ou clicar e, como que num passe de mágica, o mundo estará ao nosso dispor. Disponha!
Mas será que verdadeiramente temos o que queremos?
Com a tal praticidade, acho que acabamos por engolir sem mastigar, aceitando sem questionar, sei lá...
Só sei que às vezes dá saudades de sentar num banco de praça, rir, conversar de verdade, ler um bom livro, olhar os olhares de pessoas que são reais – sem os megapixels para incomodar. Sentir, tocar, cheirar... A vida não está restrita a um conjunto de teclas! Também existe vida inteligente fora do computador – embora nem sempre tal vida inteligente seja a que opera o computador.
A vida é muito mais que um simples “click”, que um simples “disk”!
Precisamos acordar! Fazer da praticidade uma aliada para ganhar mais tempo com nossos filhos (e saber o que eles andam fazendo na escola). Fazer da praticidade nossa aliada para reconquistar nossas esposas e relembrar que são nossas eternas namoradas.
Fazer da praticidade nossa aliada para rever os velhos amigos (aqueles que deixamos para trás enquanto nossa rotina nos sufoca) e, principalmente, fazer da praticidade nossa aliada para redescobrir a pessoa maravilhosa e tão desconhecida (por falta de tempo bem gasto) que somos NÓS!



Publicado originalmente na coluna 2ª página, do  JORNAL DE ASSIS (JA) de 22 de maio de 2009.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

MENINO OU MENINA???


Antigamente os pais sabiam o sexo de seus filhos no momento do seu nascimento. Com o advento das novas tecnologias, a possibilidade de identificar doenças congênitas e a curiosidade dos pais, já é possível (na maioria dos casos), identificar o sexo a partir do 4º mês.
Há algumas semanas recebi um e-mail que me deixou chocado... Um casal sueco decidiu não revelar o sexo do seu filho de dois anos e meio. “Queremos que Pop cresça com maior liberdade e que não seja forçado a um gênero que o/a moldará”, disse a mãe.
A criança ora usa vestidos, ora roupas masculinas, assim como o seu cabelo - muda do estilo feminino para o masculino a cada manhã. A controversa atitude do casal gerou um intenso debate no país.
O jornal sueco que entrevistou os pais, The Local, conversou com a pediatra sueca Anna Nodenström do Instituto Karolinska sobre os efeitos em longo prazo no comportamento da criança. “Afetará a criança, mas é difícil de dizer se fará mal a ela”, diz a pediatra. “Não sei o que os pais querem com isso, mas certamente ela será diferente”, completou. Anna ainda afirmou que quando Pop entrar na escola, se seu gênero ainda for desconhecido, ela chamará muito a atenção dos coleguinhas. A psicóloga canadense Susan Pinker autora do livro The Sexual Paradox, também entrevistada pelo jornal sueco, disse que será difícil manter incógnito o sexo da criança por muito mais tempo. “As crianças são curiosas sobre suas identidades e tendem a gravitar em torno das de mesmo sexo no começo da infância”. Pop logo ganhará um irmãozinho ou irmãzinha, porque a mãe está grávida. Ela afirmou que irão revelar o gênero “quando Pop quiser”.Fico pensando: até que ponto esta atitude dos pais estão corretas? É possível criar uma criança sem gênero?
Só tenho certeza de uma coisa: A gente vai morrer e ainda não vai ver tudo...

sexta-feira, 26 de junho de 2009

BOI SONSO!


Até aonde pode chegar a ganância dos homens???
Esses dias estava lendo um artigo sobre o desmatamento da Amazônia e resolvi entrar na internet para pesquisar um pouco mais a respeito do tema. Que o homem está, cada vez mais, se destruindo, isto não é novidade para ninguém, o que tem me assustado é a passividade com que estamos aceitando as agressões, não só ao meio natural, mas também nas relações sociais.
Enfim. Como protesto e indignação, segue abaixo a crônica de uma adolescente de 14 anos, ganhadora de um concurso de redação em Joinville. Ela se inspirou exatamente na letra de nosso Hino Nacional para redigir um texto, que demonstra que nós (principalmente nós brasileiros) precisamos perceber o verdadeiro sentido de patriotismo.




'Certa noite, ao entrar em minha sala de aula, vi num mapa-mundi, o nosso Brasil chorar: O que houve, meu Brasil brasileiro? Perguntei-lhe! E ele, espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado e verdejante sobre a América do Sul, respondeu chorando, com suas lágrimas amazônicas:
Estou sofrendo. Vejam o que estão fazendo comigo... Antes, os meus bosques tinham mais flores e meus seios mais amores. Meu povo era heróico e os seus brados retumbantes. O sol da liberdade era mais fúlgido e brilhava no céu a todo instante. Onde anda a liberdade, onde estão os braços fortes? Eu era a Pátria amada, idolatrada. Havia paz no futuro e glórias no passado. Nenhum filho meu fugia à luta. Eu era a terra adorada e dos filhos deste solo era a mãe gentil.
Eu era gigante pela própria natureza, que hoje devastam e queimam, sem nenhum homem de coragem que às margens plácidas de algum riachinho, tenha a coragem de gritar mais alto para libertar-me desses novos tiranos que ousam roubar o verde louro de minha flâmula.Eu, não suportando as chorosas queixas do Brasil, fui para o jardim.
Era noite e pude ver a imagem do Cruzeiro que resplandece no lábaro que o nosso país ostenta estrelado. Pensei... Conseguiremos salvar esse país sem braços fortes? Pensei mais... Quem nos devolverá agrandeza que a Pátria nos traz?
Voltei à sala, mas encontrei o mapa silencioso e mudo, como uma criança dormindo em seu berço esplêndido.'

quinta-feira, 18 de junho de 2009

ANTIGO, MAS ATUAL


Infelismente, não tivemos tempo para assistir um clássico como Tempos Modernos - de Charles Chaplin... A nossa intenção era fazer uma análise das teorias de Karl Marx, ilustradas pela preciosíssima obra deste dramaturgo.
Ao contrário do que tenho percebido, há em torno desta e de outras obras deste gênero, um preconceito muito grande. Quando aviso que vamos assistir Chaplin, sempre ouço um ou outro comentário "Ai, ninguém merece assistir filme preto e branco e ainda por cima mudo", "O que é que tem a ver assistir filme de comédia dentro da disciplina de Sociologia", e outros comentários mais.
Confesso que dá vontade de justificar e explicar os "porquês", mas deixo que o próprio filme fale por si próprio. No final percebo que as pessoas se emocionam com a riqueza, com a beleza e, sobretudo com a crítica contida nesta obra.
Enfim, gostaria de, mais uma vez, recomendá-lo a todos que ainda não tiveram a oportunidade de ver... Junte a turma na sala (é um ótimo filme para assistir com a família) Pipoca é im prescindível (rs) e boa sessão.
Ao lado, algumas outras sugestões de filmes do Chales Chaplin.

JURI SIMULADO



Caros amigos...


Já a algum tempo tenho acompanhado (ainda que timidamente) o trabalho do Prof° Rosival com as turmas do primeiro termo, com o Juri Simulado. A iniciativa, além de ser um importante requisito para a interação social interclasses, também acaba proporcionando uma grande motivação para o próprio curso de Direito. No dia 23 de maio, aconteceu o primeiro Juri Simulado da Unidade de Pres. Epitácio.
Segue, abaixo, o relato de uma aluna participante, matriculada no 1°B - Patrícia Duarte.
O júri simulado dos 1°s termos A e B da FAPE, foi no dia 23 de maio de 2009. Sobre um caso fictício do livro: "O caso dos exploradores de caverna" de Lon L. Fuller. Onde a acusação denunciou um homicídio qualificado, e desqualificou o estado de necessidade apresentado pela defesa, pois seria ele desproporcional e exagerado já que Whetmore não representava nenhuma ameaça. Argumentou também que não se enquadrava o uso do Direito Natural e do Direito Positivo. Já a defesa, versou sobre o estado de necessidade, e apelou para o lado psicológico que os réus deveriam se encontrar.
No entanto, a acusação convenceu os jurados no quesito "houve excesso por parte dos réus", onde por votos dos jurados, a acusação ganhou por (3 x 2). E a defesa conseguiu o "perdão judicial" dos jurados (3 x 2 ) baseado na tese de que já sofreram o bastante, psicológicamente falando. Sabemos porém, que nesse caso, não caberia perdão judicial ser votado pelos jurados, caberia apenas se o Exmo. juiz assim quizesse fazê-lô. Tecnicamente falando, a acusação ganhou. Mas o que houve no dia, baseada nos resultados descritos, foi um júri sem GANHADORES, sem PERDEDORES!





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