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terça-feira, 10 de novembro de 2009

MAX WEBER (1864-1920)



Nascido em Eufurt, na Turingia, Alemanha, em Abril de 1864, o sociólogo e cientista político Max Weber foi professor de Economia nas universidades alemãs de Freiburg e Heidelberg.
Considerado, com razão, um dos mais importantes pensadores modernos, ele foi um dos fundadores clássicos da Sociologia. Dotado de espírito investigativo particularmente aguçado e de grande erudição, criou uma nova disciplina, a Sociologia da Religião, na qual desenvolvia estudos comparados entre a história econômica e a história das doutrinas religiosas.
Weber foi também um dos primeiros cientistas sociais a chamar a atenção para o fenômeno da burocracia, não só no Estado moderno mas também ao longo da História.
De acordo com ele, a Sociologia deveria estudar o sentido da ação humana individual, que deve ser buscado pelo método da interpretação e da compreensão. Weber preocupava-se ainda com a responsabilidade social dos cientistas políticos e defendia a busca da neutralidade na vida acadêmica e na investigação cientifica.
As teorias de Weber exerceram grande influencia sobre as Ciências Sociais a partir da década de 1920. Em uma de suas obras mais conhecidas, procurou demonstrar a existência de uma estreita ligação entre a ética protestante e a ascensão do capitalismo.
Suas principais obras são: A ética protestante e o espírito do capitalismo (1905) e Economia e sociedade (publicada postumamente e 1922).

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

AUGUSTO COMTE (1798-1857)







Isidore Auguste Marie François Xavier Comte, filósofo e matemático francês, nasceu em Montpellier em 19 de janeiro de 1798. Fez seus primeiros estudos no Liceu de Montpellier e ingressou depois na Escola Politécnica de Paris. Entre 1830 e 1842, publicou sua primeira grande obra, na qual expõe os princípios fundamentais de sua filosofia e de sua teoria da História: Curso de Filosofia Positiva, composto de seis volumes. A partir de então, sua doutrina passou a ser conhecida como Positivismo.
Comte afirmava que a sociedade funciona como um organismo, no qual cada parte tem uma função especifica, contribuindo para o funcionamento do todo. Segundo ele, ao longo da Historia a sociedade teria passado por três grandes fases: a teológica, a metafísica e a positiva (ou cientifica). Na primeira, as pessoas recorriam à vontade dos deuses para explicar os fenômenos naturais; na segunda, utilizavam conceitos abstratos, como “natureza”; na terceira, que corresponderia à sociedade industrial, o conhecimento se baseia na descoberta das leis objetivas que determinam os fenômenos.
Comte foi o criador da expressão sociologia para designar a ciência que deveria estudar a sociedade. Sua doutrina, o positivismo, exerceu forte influência sobre a oficialidade do Exército brasileiro nas ultimas décadas do século XIX. Por isso, um dos lemas positivistas, “Ordem e progresso”, figura na bandeira do Brasil.

KARL MARX (1818-1883)





Filósofo, cientista social, economista e revolucionário alemão, Karl Heinrich Marx nasceu em Trier, Alemanha, a 5 de maio de1818. Estudou na Universidade de Berlim, interessando-se principalmente pelas idéias do filósofo Hegel. Formou-se pela Universidade de Iena em 1841.
Em 1843, transferiu-se para Paris. Lá conheceu Friedrich Engels, um radical alemão de quem se tornaria amigo íntimo e com quem escreveria vários ensaios e livros. De 1845 a 1848, viveu em Bruxelas, Bélgica, onde participou de organizações clandestinas de operários e exilados.
Em 1847, redigiu com Engels O Manifesto do Partido Comunista, primeiro esboço da teoria revolucionária que, mais tarde, seria chamada de marxismo ou materialismo histórico. Nesse texto, Marx e Engels explicam que a historia da humanidade é a história da luta de classes e convocam o proletariado à luta pelo socialismo.
Em 1848, quando eclodiram movimentos revolucionários em vários países europeus, Marx voltou à Alemanha, onde editou a Nova Gazeta Renana, primeiro jornal diário francamente socialista e que procurava orientar as ações do proletariado alemão. Com o fracasso da revolução, Marx e Engels fugiram para Londres, onde viveram pelo resto da vida.
Em 1864, fundaram a Associação Internacional dos Trabalhadores – depois denominada Primeira Internacional dos Trabalhadores- com o objetivo de organizar a conquista do poder pelo proletariado em todo o mundo. Em 1867, Marx publicou o primeiro volume de sua obra mais importante, O Capital, no qual faz uma crítica radical ao capitalismo e à sociedade burguesa.
Marx foi o principal idealizador do socialismo e do comunismo revolucionário. Sua doutrina propõe a derrubada da classe dominante (a burguesia) por meio de uma revolução do proletariado e a criação de uma sociedade sem classes, na qual os meios de produção passam a ser propriedade de toda coletividade.
Entre suas principais obras estão: Miséria da Filosofia (1847), O Dezoito Brumário de Luis Bonaparte (1852), O Capital (1867-1894). Em parceria com Engels, escreveu: A sagrada família (1844), A ideologia alemã (1845-1846) e O Manifesto do Partido Comunista (1847).

Texto extraído do livro: OLIVEIRA, Pérsio Snatos de. Introdução à sociologia. São Paulo: Ática, 2000.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

PANDEMÍDIA



Recentemente o mundo parou para ver a crescente proliferação de uma nova doença: o excesso de informações truncadas e confusas... Epa! Calma que eu explico! Com a onda da nova gripe H1N1, a mídia se pôs a realizar aquilo que é de sua função principal - informar a população. Porém, confesso que fiquei chocado com tantas informações desencontradas em todos os veículos de comunicação que tive acesso. Na internet, por exemplo, é possível encontrar informações alarmantes que sugerem o uso de máscaras novas a cada duas horas e álcool em gel sempre quando em contato com aglomerações, e dicas que sugerem não passar mais as mãos no rosto antes de chegar em casa e lavá-las. Na TV, vi reportagem dizendo que até andar de ônibus é arriscado... (não que não seja de fato). 
Sem contar os e-mails com aquelas teorias da conspiração falando que tudo não passa de um truque da indústria farmacêutica para vender Tamiflu - que, aliás, estava sendo comercializado até nos camelôs, sem receita médica e orientação. Que caos não? Pois caos mesmo estavam os hospitais e ambulatórios... pareciam o metrô de São Paulo em horário de pico. Bastava um espirro e "bora lá" enfrentar fila nos corredores das Santas Casas. As escolas então adiaram as aulas, resolveram diminuir os dias letivos para não prejudicar "ninguém" (alguns alunos entenderam errado - ou não - e esticaram as férias indo, inclusive para outros países). Em contrapartida, ouvi dizer que apesar das mortes por gripe suína, ela ainda mata menos do que a gripe comum. Ora, então pra que tanto alarde? Sei não... Evitei sair de casa o máximo possível. Comprei o bendito álcool em gel (que nunca foi tão comercializado em toda a sua história), entrei em sala de aula com medo... Agora parece que a vida está voltando ao normal devagarzinho. Alguns hábitos ficaram... Sobretudo o de consultar a mídia. Outros evaporaram com o álcool. E a vida? Continua não é mesmo? Ou alguém ficou sabendo de alguém que morreu recentemente contaminado pelo vírus do EBOLA?


Publicado originalmente na coluna 2ª Página, do JORNAL DE ASSIS (JA) de 26/27 de setembro de 2009.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

É "DELIVERY" ESPONTÂNEA VONTADE???

UMA CRÔNICA...


Tá com algum problema? Disque soluções e não precisa nem sair de casa!
A onda agora é pedir, comprar, vender, anunciar, rezar, conversar, namorar e, acreditem senhores, até fazer sexo on line. Tá ligado?
É a modernidade que bate à nossa porta. É a praticidade que nos vem servida de
bandeja.
Chique não? Vejam. Percebam. Atentem para isso! Que tipo de seres estamos nos tornando?
Disque pizza, disque vídeo (disque “programa de índio” para o sábado à noite), disque gás, água, disque confissão (oh, não!). Disque compras, disque vendas, disque aulas, disque sexo, namoro, amizade. Disque todo tipo de ajuda, disque narcótico, disque neurótico, disque tudo.
Não precisamos mais sair de casa. Aliás, não precisamos sequer nos levantar do
sofá, se assim preferirmos, pois o controle remoto (ou remoto controle?), nos serve o “que queremos ver”, para que não precisemos nos desgastar com o percurso do sofá até a TV.
Casamento grego talvez fosse uma boa definição para explicar esse relacionamento entre o TRADICIONAL e a PÓS-MODERNIDADE, cujos filhos já estão sendo gerados: o condicionamento, a impessoalidade, o ostracismo, o sedentarismo e, não por menos, a queridinha praticidade.
Tudo o que queremos temos! Basta um simples discar ou clicar e, como que num passe de mágica, o mundo estará ao nosso dispor. Disponha!
Mas será que verdadeiramente temos o que queremos?
Com a tal praticidade, acho que acabamos por engolir sem mastigar, aceitando sem questionar, sei lá...
Só sei que às vezes dá saudades de sentar num banco de praça, rir, conversar de verdade, ler um bom livro, olhar os olhares de pessoas que são reais – sem os megapixels para incomodar. Sentir, tocar, cheirar... A vida não está restrita a um conjunto de teclas! Também existe vida inteligente fora do computador – embora nem sempre tal vida inteligente seja a que opera o computador.
A vida é muito mais que um simples “click”, que um simples “disk”!
Precisamos acordar! Fazer da praticidade uma aliada para ganhar mais tempo com nossos filhos (e saber o que eles andam fazendo na escola). Fazer da praticidade nossa aliada para reconquistar nossas esposas e relembrar que são nossas eternas namoradas.
Fazer da praticidade nossa aliada para rever os velhos amigos (aqueles que deixamos para trás enquanto nossa rotina nos sufoca) e, principalmente, fazer da praticidade nossa aliada para redescobrir a pessoa maravilhosa e tão desconhecida (por falta de tempo bem gasto) que somos NÓS!



Publicado originalmente na coluna 2ª página, do  JORNAL DE ASSIS (JA) de 22 de maio de 2009.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

MENINO OU MENINA???


Antigamente os pais sabiam o sexo de seus filhos no momento do seu nascimento. Com o advento das novas tecnologias, a possibilidade de identificar doenças congênitas e a curiosidade dos pais, já é possível (na maioria dos casos), identificar o sexo a partir do 4º mês.
Há algumas semanas recebi um e-mail que me deixou chocado... Um casal sueco decidiu não revelar o sexo do seu filho de dois anos e meio. “Queremos que Pop cresça com maior liberdade e que não seja forçado a um gênero que o/a moldará”, disse a mãe.
A criança ora usa vestidos, ora roupas masculinas, assim como o seu cabelo - muda do estilo feminino para o masculino a cada manhã. A controversa atitude do casal gerou um intenso debate no país.
O jornal sueco que entrevistou os pais, The Local, conversou com a pediatra sueca Anna Nodenström do Instituto Karolinska sobre os efeitos em longo prazo no comportamento da criança. “Afetará a criança, mas é difícil de dizer se fará mal a ela”, diz a pediatra. “Não sei o que os pais querem com isso, mas certamente ela será diferente”, completou. Anna ainda afirmou que quando Pop entrar na escola, se seu gênero ainda for desconhecido, ela chamará muito a atenção dos coleguinhas. A psicóloga canadense Susan Pinker autora do livro The Sexual Paradox, também entrevistada pelo jornal sueco, disse que será difícil manter incógnito o sexo da criança por muito mais tempo. “As crianças são curiosas sobre suas identidades e tendem a gravitar em torno das de mesmo sexo no começo da infância”. Pop logo ganhará um irmãozinho ou irmãzinha, porque a mãe está grávida. Ela afirmou que irão revelar o gênero “quando Pop quiser”.Fico pensando: até que ponto esta atitude dos pais estão corretas? É possível criar uma criança sem gênero?
Só tenho certeza de uma coisa: A gente vai morrer e ainda não vai ver tudo...

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