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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

SUGESTÃO DE FILME

Esta semana, ao preparar um bate-papo com os alunos de Enfermagem que vão prestar a prova do ENADE, e meus alunos do Ensino Médio que vão prestar o ENEM, conversamos sobre consumo e consumismo. De toda a reflexão que fizemos, gostaria de deixar (abaixo) algumas sugestões de filmes e documentários que possam ajudá-los a refletir sobre o tema e pensar sobre nossa postura em sociedade.
BOM DIVERTIMENTO!

A HISTÓRIA DAS COISAS
A História das coisas - De maneira simples, a animação conta a verdadeira história da produção, uso e descarte dos bens que consumimos.

SUPER SIZE ME: A DIETA DO PALHAÇO
O divertido e informativo documentário, conta a história de um aventureiro que decide, por 30 dias, só se alimentar de McDonald's. No decorrer do documentário, especialistas da área da saúde vão fornecendo dados que preocupam os países desenvolvidos: a obesidade, por exemplo. Vale a pena assistir.

CRIANÇA: A ALMA DO NEGÓCIO
O documentários produzido pelo Instituto ALANA, trata de um assunto muito importante para a nossa sociedade: o consumo voltado ao público infantil. Será que a criança é influenciada a comprar? Como a criança pode se defender de propagandas abusivas? A criança já é vista como um consumidor? Como funciona a regulação da propaganda voltada a este público? Esta e outras questões são discutidas neste documentário.


TARJA BRANCA

Brincadeira é coisa séria e não é só assunto de criança. É fazer o que se gosta, valorizar o prazer pessoal, colorir os dias. Vivemos em busca da felicidade, mas será que estamos procurando no lugar certo? Com José Simão, Antonio Nóbrega, Wandi Doratiotto e outras personalidades.


Resolvi (re)postar um vídeo que está circulando pelas redes sociais. O que será que aconteceria se juntássemos num mesmo lugar um filósofo, um ateu, um pastor protestante, um agnóstico e um católico, para discutirem sobre fé e religião?
Muitos entre nós aderem à ideia de que RELIGIÃO, futebol e política não se discutem... Seria talvez por medo de descobrir algo de suas convicções que não faz sentido? Ou por medo de se deparar com uma realidade dura e cruel? Ou ainda por medo de enfrentar suas próprias sombras do passado? Acontece que o Prof. e Filósofo Luiz Pondé neste vídeo, faz exatamente isso. Vamos ver o resultado?

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

LIBERDADE, LIBERDADE. ABRE AS ASAS SOBRE NÓS...


OS JOVENS SÃO LIVRES OU DETERMINADOS?
Por Paula Carneiro

Nem sempre agimos conforme nossas vontades. Não podemos voar, correr na velocidade do som, porque temos limitações. Essas são limitações naturais, mas existem outras criadas pela sociedade. O filosofo francês Hippolyte Taine (1828-1893) chamava a atenção, já no século XIX, para o fato de sermos herdeiros diretos de uma raça, de um meio físico e cultural e do tempo histórico.
As leis culturais existem e devemos conviver com elas através da inteligência, da criatividade. O ser humano aproveitou desafios e determinismos das leis naturais para criar maneiras de viver e desenvolveu objetos que aumentaram seu poder de ação como automóvel, avião, máquina.
Isso faz o ser humano sentir-se mais auto determinado, com segurança, sentir-se livre por ser capaz de pensar e decidir por si mesmo dentro de uma sociedade. Com a Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a palavra liberdade deixou de significar apenas cumprimento de leis e ganhou status de direito do cidadão.
O cidadão deve exercer todas as suas capacidades inclusive a de escolher entre diferentes opções possíveis para resolver um problema. Nesse sentido é importante chamar a atenção para o processo ensino aprendizagem, responsável direto pelo desenvolvimento da capacidade de escolher, de estimular a criatividade, de possibilitar um pensar que propicie uma vida digna ao cidadão.
Jacques Delors (1988) coordenador do “Relatório para UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o séc.XXI”, no livro Educação: um tesouro a descobrir, aponta como principal consequência da sociedade do conhecimento, a necessidade de uma aprendizagem ao longo de toda a vida e fundada em quatro pilares, pilares da formação continuada e do conhecimento.
Nossos jovens devem ser capazes de aprender a conhecer, aprender a fazer aprender a viver juntos, aprender a ser, aprender, aprender, aprender.
Ensinar a escolher constitui uma tarefa importante da educação, norteada por professores conscientes de que seus métodos estão realmente fundamentados em uma proposta cognitiva para uma educação direcionada ao aprender.
Sem dúvida, a educação é uma âncora para a construção da identidade de nossos jovens.


Paula Carneiro -  É professora, Coach Educacional e Gestora

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

QUEM SOU EU?


Por Julio César Gonçalves

John Joseph Powell, em seu livro Arrancar máscaras, abandonar papeis, disse: "A viagem mais longa que podemos fazer é a viagem para dentro de si". Em sua afirmação quis mostrar o que muitos filósofos, no transcorrer dos anos tentaram responder e que é considerada uma das principais questões ontológicas: QUEM SOU EU?
A resposta a esta questão é muito complexa, devido a natureza de seu sujeito de estudo (o ser humano), ser tão complexa e indefinível. O que não significa que devemos abrir mão de tentar respondê-la.
No último sábado (15/10), um grupo de estudantes caminharam alguns passos em direção à descoberta de si mesmos, nesta longa viagem. Participaram da primeira etapa do curso "Formação Humana - Gerenciando Personalidades", onde puderam entrar em contato com estudos de personalidades humanas que remontam mais de dois mil anos e, ainda assim, são atuais e auxiliam-nos no autoconhecimento e na gestão de conflitos na vida cotidiana.
O curso de extensão foi ministrado por mim e teve duração de 12h, incluindo os testes de padrões tipológicos.
Parabéns a todos que se lançaram neste intrigante desafio!!!




sábado, 8 de outubro de 2016

CURSO DE FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO HUMANO


Fala meus queridos, td bem?
Hoje estou passando por aqui para informá-los que vou passar um curso de Formação e Desenvolvimento Humano, com técnicas para a auto avaliação e ferramentas que auxiliam a integração e a gestão de pessoas. O curso tem vagas limitadas e estou disponibilizando algumas fichas de inscrição para os leitores do Blog. Mas serão apenas para os primeiros que entrarem em contato comigo preenchendo a ficha de interesse até quinta-feira (13/10).

O curso acontecerá no dia 15 de Outubro aqui em Prudente, com início as 7h30 e término às 17h30. O valor do investimento é de R$50,00.
Abraço a todos.


quarta-feira, 28 de setembro de 2016

GANHEI NA LOTERIA DA VIDA


Por Carolina Mussolini

Na última quinta-feira, 24 de setembro, o editorial do jornal O Imparcial, veículo impresso de Presidente Prudente, interior de São Paulo discutiu a doação de órgãos. No texto eles afirmam que as pessoas realizam a doação por “ato de amor”.
Hoje, 27 de setembro é comemorado o Dia Mundial do Doador de Órgãos e eu posso dizer que ganhei na loteria, na loteria da vida. Diferente do que você pode estar pensando eu não precisei de um órgão, eu doei, e para mim foi a sensação de ganhar na “Mega da Virada”.

Ganhar um bilhete na loteria hoje é uma sorte para poucos, e eu ter sido compatível com uma pessoa que necessitava de uma medula foi uma realização.
A compatibilidade de medula ocorre em uma média de 1 para 100 mil. E ainda mais, a combinação de genes entre doador e paciente deve ser entre 90 a 100%, ou seja, muito raro.
Minha doação ocorreu há dois anos. Minha medula hoje está no corpo de alguém que não conheço, não sei o nome e nem onde vive. O sentimento que tenho hoje é alegria, amor, gratidão, pois para mim quem tirou a sorte grande fui eu. Saber que meu órgão pôde proporcionar a saúde e quem sabe a vida a outra pessoa, é indescritível.
Agora, considero que esta pessoa que recebeu minha medula é um filho que Deus colocou em meu caminho ou eu no caminho dele. Como disse, não sei quem é, só espero que esteja com saúde e vivendo feliz, porque eu me sinto plenamente grata por ter tido esta oportunidade.

CAROLINA MUSSOLINI é jornalista, coach de comunicação e professora universitária. Também é uma colaboradora do nosso Blog.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

UMA GERAÇÃO DE BOBOS QUE SE ACHA ESPERTA



Por Ícaro de Carvalho

Veja como o nosso ambiente de trabalho é divertido. Te pagaremos mal e não respeitaremos a sua hora de almoço. Hora-extra? Nem pensar! Whatsapp depois do trabalho? Com certeza, afinal de contas, você ainda não tem filhos! Ah, mas te daremos kit kat e café expresso de graça!
O que diabos aconteceu com a GERAÇÃO Y?!
Um texto sobre liberdade, responsabilidades e as misérias de uma geração que está se perdendo no meio do caminho.
Na semana passada eu ouvi de um garoto, ainda na faculdade, o seguinte depoimento:

“Seu texto sobre a subserviência das empresas em relação ao cliente deveria ser pregado na porta de entrada de todas as empresas do país, nas salas de reuniões e ser repetido como mantra em palestras de empreendedorismo para todos os empresários do Brasil. As agências de publicidade, especificamente, estão atingindo um nível de servidão pior do que pastelaria. Na pastelaria ninguém fica acelerando o pasteleiro. Ninguém manda e-mail para o pasteleiro mandando ele entregar o pastel na mesa dele até as 9h da manhã. Para o pasteleiro, quanto mais horas ele trabalhar, mais ele vai ganhar. Falar em hora extra em publicidade só vai fazer as pessoas rirem. Enfim, desculpa o desabafo”.
Somos uma geração de bobos que se acha esperta. Nossos pais davam duro, saiam de casa cedo, trabalhavam como doidos, indo e vindo do centro da cidade, em cartórios, lotéricas e visitas bancárias, muitas vezes em carros sem ar-condicionado, mas ganhavam bem o suficiente para sustentarem uma família com três filhos, carro, cachorro e ainda levavam todos para comerem churrasco aos domingos.
A geração de hoje se deixa enganar pela falsa sensação de divertimento, que nunca tem fim. Transformaram o ambiente de trabalho em um circo, para que você ouça: “Ei, mas aqui é divertido! Dane-se se não te pagamos horas-extra ou se te colocamos para trabalhar por toda a madrugada em troca de pizza. Aqui você pode trabalhar com boné!”.
Quando nossos pais estavam em casa, eles estavam em casa mesmo! Dane-se que o trabalho tinha sido duro, após as 18:00 eles sentavam naquele sofá da Mesbla, abriam a primeira Antártica da noite e era a hora do futebol. Qual foi a última vez que você esteve realmente desconectado do seu trabalho? Você tenta se convencer de que aquele Whatsapp do cliente às 00:00 não é nada demais, que é coisa pequena, que“pega mal” não responder. E aquele inbox no Facebook às 1:35 da manhã?“Ah, eu já estou aqui mesmo, né. Agora ele já viu que eu visualizei…”.
Provavelmente você caiu no mito dohome-office libertador, que te faz perceber, anos depois, que ele só foi capaz de te “libertar” do horário comercial. “Ah, mas você trabalha em casa!” — pronto, é sinal de que receberá demandas ou mensagens a qualquer hora da madrugada.
Provavelmente você ainda não se ligou, mas você produz dezenas de vezes a mais do que o seu pai ou os seus tios conseguiam. Antes, para atender um cliente, você precisava ir na loja ou na casa dele, lá na puta que o pariu. Hoje? Skype. Antes, era FAX ou mandar documentos pelos correios. Hoje? E-mail. Antes, você estava limitado à sua cidade. Hoje? Internet, meu filho!
Entretanto, quanto é que você está ganhando? Acorde para a vida! Agências com mesa de sinuca, totó, chocolates à vontade, cafezinho expresso, pula-pula e vídeo-games significam apenas que você está pagando por tudo aquilo e que o seu salário, ao final do mês, sentirá a pancada.
“Tudo bem, porque eu amo o que eu faço!”.
Na semana retrasada eu ouvi isso. Estava contratando os serviços de umaSTART-UP de tecnologia para um dos meus negócios e havia esquecido de perguntar alguma coisa. Já eram 23:00 horas. Fui ao Skype, me certifiquei de que a menina do suporte estavaOFFLINE e deixei uma mensagem. Poderia ter feito isso pelo Facebook, mas eu sabia que iria apitar lá na casa dela e não queria esse tipo de coisa, ainda mais naquele horário. Enfim, enviei a mensagem e deixei escrito: “Só me responda quando chegar ao escritório!”.
Faltando quinze minutos para uma da manhã, a menina me responde, pelo Facebook. Eu digo: “O que você está fazendo aqui? Te deixei uma mensagem no Skype! Vá dormir, namorar ou assistir aquelas séries no Netflix!” e ela me disse:“Ah, é que eu entrei no meu skype só para ver se estava tudo bem com os clientes. Vi a sua mensagem e retornei. Não custa nada, nem se preocupe. Eu amo o que faço. Rs”.
Eu amo o que faço…erre esse. À uma da manhã de terça feira. Com o teu chefe te pagando, provavelmente, entre dois mil e quinhentos a três mil reais para isso…e somos nós quem somos a geração dos “desapegados, que querem viver a vida”.
Estamos nos tornando uma geração de trintões cujas preocupações são os próximos shows do Artic Monkeys, a cerveja gourmet da moda e a próxima temporada de House of Cards. Uma geração sem filhos, que foge das responsabilidades, se iludindo com a ideia de que o seu chefe é seu amigo e que por isso você “quebra alguns galhos para ele”.
Ouvimos de todo tipo de especialista, que somos a geração livre por excelência, que preza pela mobilidade e pela qualidade no ambiente de trabalho, mas de alguma forma nós erramos o caminho e nos tornamos aquele tipo de gente que fica conversando com o cliente às 20:00 horas, enquanto janta com a mulher. E nos achamos o máximo, quando batemos o pé: “Ai, que saco, o meu chefe não me deixa em paz!”. Que corajoso!

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