Pesquisa no Blog

Mostrando postagens com marcador TECNOLOGIAS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador TECNOLOGIAS. Mostrar todas as postagens

domingo, 18 de maio de 2014

MÍDIA TAMBÉM É RESPONSÁVEL POR AÇÃO DE JUSTICEIROS, DIZ SOCIÓLOGO

Sociólogo argumenta que a excessiva repetição "dessas cenas de barbarismo banaliza a violência e contribui para reprodução de atitudes de espancamento coletivo". Raquel Sheherazade gerou polêmica na web e entre outros jornalistas por defender a ação de um grupo que acorrentou um jovem a um poste no RJ
 Para estudiosos, os recentes casos de “justiça com as próprias mãos”, que vêm acontecendo em todo o país, ganham destaque e são estimulados na mídia. Lalo Leal, sociólogo, professor de comunicação da USP e colunista da Revista do Brasil, afirma que os meios de comunicação de massa têm o dever de elevar o patamar civilizatório da sociedade, mas fazem o contrário e “estimulam a violência”.
Charge: Vitor Teixeira
Após o caso que ganhou grande repercussão na mídia – o de um menor amarrado a um poste, no Rio de Janeiro, em fevereiro deste ano –, aumentou o número de “justiceiros” em todo o país. Do seu ponto de vista, Leal argumenta que a excessiva repetição “dessas cenas de barbarismo banaliza a violência e contribui para reprodução de atitudes de espancamento coletivo”.
Vitor Blotta, pesquisador do Núcleo de Estudos de Violência na USP, indica que a mídia banaliza a condição moral das pessoas “e não a própria violência”. A reportagem foi ao ar na edição de ontem (13) do Seu Jornal, da TVT. Para Blotta, num Estado de direito, a justiça com as próprias mãos é, por si, uma injustiça. “A imprensa, a forma como ela retrata os casos, pode influenciar atitudes de apoio a resoluções violentas de conflito”, argumenta.
Marcelo Crespo, da Comissão de Crimes de Alta Tecnologia, da OAB de São Paulo, indica que as redes sociais propagam a ideia de que, para se proteger da violência, precisa haver mais violência.
Os principais crimes cometidos na internet são os crimes contra a hora (calúnia, injúria e difamação) e crimes de ameaça envolvendo preconceito de raça, gênero e religião, além da pornografia infantil. De acordo com o advogado Crespo, não é preciso criar leis mais duras para coibir esses crimes, mas é preciso que se cumpra o que já está na legislação.
 
Matéria retirada do site Pragmatismo Político

sexta-feira, 9 de maio de 2014

BEM-VINDO À SUA NOVA PRIMEIRA TELA

Por Alex Gabriel Sakamoto
 
Recente pesquisa divulgada pela empresa MillwardBrown, a AdReaction 2014, revelou que o tempo diário gasto na utilização de dispositivos móveis está superando pela primeira vez a TV no Brasil.
Os brasileiros estão passando 149 minutos por dia utilizando smartphones, contra 113 minutos na frente da TV, outro dado interessante, que o estudo divulgou, foi que a TV está perdendo espaço até para os laptops, segundo o estudo, o brasileiro gasta 146 minutos do seu dia a frente de seus laptops. Essa diferença chega a ser mais gritantes em outras partes do mundo, no Vietnã por exemplo, os consumidores gastam 168 minutos por dia vidrados em smartphones, mais do que o dobro do tempo que eles passam na TV.A empresa entrevistou mais de 12.000 usuários de celulares, entre as idades de 16 e 44 anos, em 30 países diferentes.

De acordo com os resultados, o smartphone tem emergido como a tela principal no mundo inteiro, o estudo revelou também que os usuários estão utilizando várias telas simultaneamente, isto está se tornando uma tendência mundial que é mais comum no leste asiático. 
Smartphone supera a televisão e se torna a nova
primeira tela do brasileiro
"É um fenômeno recente as pessoas estarem conectados a seus smartphones enquanto assistem TV", segundo Joline McGoldrick, diretor de pesquisa da Millward Brown.
A divulgação dessa pesquisa pode f
azer com que a mídia em geral (principalmente a publicidade), olhe com mais carinho para os dispositivos moveis, ameaçando assim a hegemonia da televisão. Essa mudança no cenário midiático, pode causar uma grande revolução na forma de agir e pensar dos profissionais da mídia, e também, no perfil do público em geral, que vai deixar de ser manipulado por uma únic a mídia de massa, só nos resta a saber até quando?
 
 
Alex Gabriel Sakamoto
Estudante de Comunicação Social - Publicidade e Propaganda na FAPEPE e Técnico de Informática.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

QUAL O LUGAR DO BRASIL NO CENÁRIO INTERNACIONAL DA PESQUISA?

Por Julio César Gonçalves
 
Apesar da dimensão continental, o Brasil ("gigante pela própria natureza"), ainda não atingiu sua maioridade no que tange a pesquisa no geral e, de modo peculiar, na área da saúde.
O parâmetro é posto com base nas nações desenvolvidas, tais como os Estados Unidos, a França, Alemanha etc. É um pouco injusta essa comparação se levarmos em consideração o fato de o nosso país estar ainda engatinhando, isto é, o Brasil ainda é um país muito jovem - pouco mais de 500 anos. Está agora aprendendo a ser autônomo tanto econômica quanto politicamente. Em contrapartida, países como a Coreia apresentou um comportamento de desenvolvimento científico muito rápido e eficiente, se levarmos em consideração que até a década de 1990 os dois países possuíam características semelhantes no quesito educação.
Os três textos sugeridos como base da reflexão que aqui pretendemos fazer (segue link ao final da postagem), expõe de maneira muito clara este processo de desenvolvimento econômico (ou seria crescimento econômico?) de nosso país. Se pensarmos que somente há pouco tempo ele deu um salto nesse rumo, podemos também vislumbrar um futuro mais otimista para as pesquisas.
O que mais me chamou a atenção nos textos foi o fato de que, nos países desenvolvidos o índice de crescimento do país está intimamente ligado com os resultados e fomentos à produção Científico-tecnológica e em Educação. Só neste quesito, já sabemos que o Brasil precisa mudar, e muito. A educação ainda não é prioridade para a gestão nacional, tampouco a ciência. E isso é reflexo do modo como educamos as crianças e os jovens dentro das escolas.
Não só o ensino, mas a formação cultural em nosso país é medíocre, uma vez que está atrelada a interesses classistas e imediatistas. No Ensino Fundamental, ensinamos as crianças para que possam passar nas provas e exames nacionais e municipais. No Ensino Médio, quem norteia os conteúdos ensinados e a metodologia de ensino, já não é o professor e a equipe escolar há muito tempo. Essa tarefa fica a cargo das Universidades pela exigência do que se cobra nos vestibulares.
Esse diagnóstico está nos mostrando que a educação brasileira não possui um fim em si mesma, mas um meio que visa a absorção rápida dos sujeitos pelo mercado de trabalho. Ora, que incentivos recebemos, em nossa formação básica para gostar de ciência? Muitos estudantes chegam à faculdade e vai descobrir no final do curso (quando se tem sorte), de que a pesquisa, inclusive em outras áreas do conhecimento (Ciências Humanas, Sociais Aplicadas, Naturais, Matemáticas etc), são produções científicas... A ideia que povoa o imaginário popular é de que o cientista é um cara com a cara de louco, cabelos despenteados, óculos, bloco de papel e caneta à mão, de jaleco branco e fechado em seu mundinho chamado laboratório.
Os números trazidos nos textos, de fato são tímidos, porém, revelam uma ascendência constante ano a ano. Na década de 1950, o Brasil era, em grande parte, ruralista. Getúlio Vargas, Juscelino kubitschek e até mesmo os militares da ditadura (apesar das atrocidades realizadas), já vislumbravam um desenvolvimento econômico brasileiro. Nos dias de hoje também percebemos alguns relampejos de preocupações com essa temática por parte de alguns representantes políticos, como é o caso do projeto de lei do Senador Cristóvam Buarque, de passar para o Ministério da Ciência e Tecnologia, a regulação e a supervisão da educação superior, hoje sob a responsabilidade do Ministério da Educação. (Veja reportagem). Nosso país tem dado claros sinais (porém, ainda tímido) de um avanço tecnológico, científico e de estabilidade econômica e social. Apesar de ainda figurarmos como consumidores no mercado internacional de pesquisa em saúde, essa realidade é totalmente passível de mudança. Só que gradativa.

Textos
Sistema mundial: um universo em expansão
A pesquisa medica e biomédica no Brasil
Pesquisa em saúde no Brasil - contextos e desafios

 

terça-feira, 30 de abril de 2013

MÁRTIR PAGÃO

Fiquei surpreso ao ver, no início da semana, estampada na primeira página dos principais sites de notícias, a foto de um dos melhores professores que tive na faculdade, envolvido em "polêmica religiosa".
Trata-se do Padre Roberto Francisco Daniel (Pe. Beto) da Diocese de Bauru. Ele foi meu professor da disciplina de Estética no tempo em que me preparava para a licenciatura em Filosofia.
O fato é que a Diocese de Bauru divulgou em seu site oficial, nesta segunda-feira (29), nota comunicando a excomunhão do sacerdote após o mesmo ter pedido de desligamento de suas atividades sacerdotais, por conceder entrevista "polêmica" publicada na internet (assista o vídeo na íntegra).
Na entrevista, Beto fala sobre a fidelidade e o amor entre pessoas do mesmo sexo e questiona a estrutura hierárquica da Igreja Católica. Após o vídeo circular pela rede (mais de 60.000 views), a Diocese expediu pedido de retratação pública por parte do, até então padre, que se pronunciaria "confessando humildemente" a culpa por ter errado "quanto a sua intepretação e exposição da doutrina, da moral e dos bons costumes ensinados pela igreja".
Em nota, o Bispo da Diocese, Dom Caetano Ferrari, afirma que Beto "traiu o compromisso de fidelidade à Igreja a qual ele jurou servir no dia de sua ordenação sacerdotal".
Em entrevista concedida ao G1, Beto afirma estar "tranquilo por estar do lado do ser humano, do desenvolvimento e da liberdade de expressão”.
PEGOU MAL - Se era o caso para excomunhão, não convém julgarmos aqui, porém, a atitude da Igreja local chamou a atenção para o fato de que ainda não há espaço para esse tipo de discussão dentro da Igreja, enquanto possuir o discurso de retratação pública e confissão humilde de culpa por erro de interpretação da doutrina. Quando li as reportagens diretamente me reportei ao caso de Galileu Galilei que só não morreu na santa fogueira por se retratar em público... Penso que a Igreja age certa quando não se contradiz, mas fico a me perguntar: "O QUE SERÁ QUE JESUS DIRIA"...
 
ALGUMAS AFIRMAÇÕES DO EX-PADRE:
 
Seção Entre AspasSó posso dizer que dou Graças a Deus que não existe mais fogueira.
 
Se refletir é um pecado, eu sou um pecador e sempre serei. Não vou negar ser uma pessoa reflexiva e uma pessoa que pensa.
 
Acho impossível seguir o evangelho de Jesus Cristo em uma instituição que, no momento, não respeita a liberdade de reflexão e de expressão.
 
O modelo que nós temos que seguir se chama Jesus Cristo e esse modelo viveu plenamente essa liberdade e fez com que as pessoas refletissem.
 
Eu me sinto honrado em pertencer à lista de muitas pessoas humanas que foram assassinadas e queimadas vivas por pensarem e buscarem o conhecimento
 
Fui levado a uma espécie de tribunal. Não entendi. Questionei: ‘estou numa  cadeira de réus?’ Responderam que sim...
 
 

sábado, 6 de abril de 2013

LEI CAROLINA DIECKMANN - CRIMES DE VIRTUAIS

A atriz sofreu tentativa de extorsão por hackers
Recentemente, entrou em vigor e tomou o noticiário nacional a Lei 12.737/2012, também conhecida como Lei Carolina Dieckman. A referida Lei trata dos crimes virtuais, com enfoque maior na obtenção, de maneira ilícita, de informações das vítimas.
Importante ressaltar que a Lei já era discutida há vários anos, entretanto, tomou maior visibilidade com a caso da atriz global Carolina Dieckman, após esta sofrer com a publicação indevida de cerca de 36 fotos em que aparece nua. Tendo em vista a repercussão que o caso tomou, apelidou-se a Lei com o nome da atriz.
Sobre o caso: Hackers violaram a caixa de e-mails da atriz para conseguir as fotos. Com as fotos em mãos, os delinquentes tentaram extorquir Carolina a pagar R$ 10.000,00 para que as fotos não fossem divulgadas. Imagino que ela não tenha pago (risos). Entretanto, vem-me à cabeça a seguinte questão: Se ele tivesse pago aqueles que a extorquiam, as fotos realmente não seriam divulgadas? Acompanhe meu raciocínio. A atriz paga a quantidade solicitada para os hackers e espera apenas a boa vontade dos mesmos. Quem poderia garantir que eles realmente apagariam para sempre os arquivos? Já não é mais mistério para ninguém que, uma vez publicado qualquer material na internet – se se tratar de pornografia, a coisa piora – as chances do material desaparecer são praticamente nulas.
A Lei: Fiz uma análise da letra da lei, da legislação seca, e encontrei algumas brechas. O artigo 2º da Lei Carolina Dieckman altera o artigo o Código Penal e acrescenta o artigo 154-A, que terá a seguinte redação:
“Invadir dispositivo informático alheio, conectado ou não à rede de computadores, mediante violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou tácita do titular do dispositivo ou instalar vulnerabilidades para obter vantagem ilícita:”.
 Acredito que caso aconteça de uma pessoa levar o seu computador à assistência técnica e durante o conserto o técnico tiver acesso a informações comprometedoras – inclusive fotos pornográficas – e “subtraí-las”, ele não estaria sujeito às penas da lei. (Faço um parênteses necessário. Observo que em outros tempos quem mais sabia da vida das pessoas era o padre ou o analista psiquiátrico, hoje, amigos, o técnico em informático é quem detém informações preciosas a respeito da vida das pessoas, afinal, confiamos coisas secretíssimas ao nosso HD). Afirmo e explico: O artigo requer que a invasão ao dispositivo seja feita “mediante violação indevida de mecanismo de segurança”, e na situação narrada por mim, o computador pessoal de uma pessoa é confiado ao técnico e este não precisa burlar nenhum sistema de segurança para conseguir arquivos comprometedores. Entendo que a lei visa proteger as vítimas de ataques via internet – como foi o caso da atriz, mas, a meu ver, as situações são equivalentes, uma vez que o espírito dessa lei é proteger as informações sensíveis das pessoas e coibir possíveis subtrações de arquivos.
Outro ponto falho da legislação é criminalizar o uso de programas que sirvam obter senha de outras pessoas. Todavia, os profissionais de segurança da informação usam os mesmos programas para trabalhar. Segunda a lei, os profissionais seriam criminalizados pelo uso dos programas.
Acho totalmente válida a iniciativa do legislador em tentar “colocar ordem” na internet. Também não é segredo que a internet funciona como um lugar sem leis. O tempo inteiro os Direitos Humanos são gritantemente violados; pessoas usam a internet – e mais ainda as redes sociais – para caluniar, injuriar ou difamar seus desafetos. Este tipo de comportamento não deve ser admitido, uma vez que, apesar de se tratar de um ambiente virtual, as regras do mundo real devem ser respeitadas.
A internet é a chance de ouro que a nossa geração possui para fazer a diferença e ser potencialmente melhor em todos os quesitos. Falando por mim, eu uso a internet diariamente para enriquecer meus estudos e aprender cada vez mais sobre os conteúdos ministrados na faculdade. Consigo enriquecer o que me foi passado pelos professores – sem desmerecer o que por eles é ensinado, evidentemente. Mas, infelizmente, o que tem se observado é o mal uso da internet. Esta está sendo utilizada para cometer crimes cada vez mais complexos e, principalmente, está sugando o cérebro dos jovens. Eu fico a imaginar daqui a 15 anos duas pessoas conversando e uma delas recebe a iluminação divina e confessa: - pois é, perdi a minha juventude vendo porcarias na internet.
Para finalizar, teço a crítica no sentido de que é necessário uma discussão mais aprofundada para a elaboração do texto da lei para que não se deixe brechas como as mencionadas acima. Viver em qualquer lugar que não haja regras é impossível e como a internet passou a fazer parte das nossas vidas, necessário se faz que ela também possua regras e que – mais importante ainda – seus usuários as respeitem.
MARCO AURÉLIO DOS SANTOS é estudante do curso de bacharelado em Direito e também colaborador do nosso Blog.

Contatos:
http://www.facebook.com/ocramaurelio
 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

MAMILOS E DEMAIS POLÊMICAS DA NOSSA SOCIEDADE


Por André Mansur*

Deixemos de lado as temáticas desigualdade social, aborto, preconceito religioso, cultural e racial e nos esqueçamos também de política e cidadania. Perder tempo com todas essas besteiras, pra quê? Tem prefeito rico que não gosta de pobre, colocando pedras embaixo de viadutos e querendo ensinar a pegar ônibus? Ah, não importa! Os tempos mudaram e as preocupações são outras! Pra que esquentar a cabeça com assuntos chatos se a maior polêmica dos últimos tempos são os mamilos polêmicos?? Hoje em dia, só mamilos mesmo pra polemizar um pouco as coisas, não é, pequeno Bruno Rodrigues? Você nem deve ter levado uma chinelada… afinal, seus pais provavelmente sabem que temas como mamilos são exatamente aqueles de sucesso garantido! E outra, jovem criatura, em apenas 18 segundos e falando nada com nada – não tem sido necessário mais que isso para que algo se alastre por toda a internet – você virou estrela! E é mamilos pra cá, mamilos pra lá… uma verdadeira polêmica!
Bom… a situação é realmente essa. Não é de se admirar que sucessos como Jeffeson e Suellen, para a “nossa alegria” (pensando bem, na minha não), apareçam todos os dias por aí. A Luíza, que certamente já voltou do Canadá, sabe bem do que estou falando! Pôneis malditos também andaram rondando algumas mentes e quem quem não se lembra dos intermináveis “tro-lo-lo-lós”desenterradados da década de 70? Virais e mais virais, por vão e vêm. Uma grande característica desses virais é que bombam e duram por pouco tempo e da mesma forma que uns caem no esquecimento, outros surgem em seguida na internet. E, confessemos que alguns realmente são engraçados.
Mas o que penso é que a mesma energia que as pessoas, principalmente jovens, gastam divulgando e discutindo a respeito dessas coisas engraçadas e pouco duradoras, deveria também ser usada para defender coisas que realmente valem a pena… Se ontem mudaram o ministro da cultura, por exemplo, e se quem entrou vai dar a assistência necessária à área, poucos falam a respeito ou querem opinar. Mas, se colocarem mamilo no meio, aí sim acabou: a coisa ganha uma proporção imensa! Memes engraçados então… esses são a onda do momento! 
Ah, não posso esquecer que ex assistentes boazudas também geram uma GRANDE polêmica!
Bom, estamos em época de eleições, não é? Questões importantes sempre surgem! Se não surgem, pelo menos vêm à tona! Envolvem mamilos? Eu não sei. O que sei que é ficar esperto nunca é demais! Mas, enfim, não quero polemizar…

*André Mansur (http://andremansur.com/blog/) é colaborador do nosso blog.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

PANDEMÍDIA II

"O médico pensa que é Deus; o jornalista não tem dúvida". (Editorial da Revista Negócios da Comunicação)
 
Tragédia em Santa Maria e o poder da Mídia
Por Flávia Arenales V. Matricardi
 
Neste último domingo, 27/01, veículos de comunicação de todo o país noticiaram a morte de centenas de jovens na boate Kiss em Santa Maria – RS. Intensamente, durante horas a fio, a programação dos canais abertos foi alterada e acompanhamos minuto a minuto o desdobramento do segundo maior incêndio com mortes do país, o desespero dos pais, amigos e familiares das vítimas, além de entrevistas com autoridades que apontavam os possíveis culpados do fato. Ao analisar o fato jornalisticamente por meio dos itens do lead (o que, quem, quando, onde, como e porque), notamos os abusos e excessos de repórteres na ânsia de conseguir o furo e manter a audiência.
Basicamente, o leitor, telespectador e ouvinte precisa conhecer informações que tenham relevância e que, de alguma forma, o ajudará a se precaver sobre um possível incidente. Porém, o que foi revelado e ainda está sendo noticiado são histórias que vão muito além do fato. Jornalistas abordam familiares no momento de dor, durante o velório e enterro dos jovens, com perguntas que muitas vezes, já sabemos a resposta.
Ficamos sabendo também dos trajes das vítimas no dia do acidente, local onde as cinzas das pessoas que foram cremadas serão jogadas, entre outras banalidades. Não tenho dúvida de que leis mais severas serão criadas para proprietários de casas noturnas e que os possíveis culpados serão condenados porque a mídia já os incriminou. Várias notícias também mobilizaram o país durante semanas tais como o casa da menina Isabella Nardoni, Suzana Von Richthofen, Eliza Samudio, Eloá Cristina fazendo com que a população ficasse hipnotizada com a informação e debatesse em rodas de amigos somente o fato pré-determinado pela imprensa.
O que é salutar indagar é porquê fatos de extrema importância para a população como desvios e lavagem de dinheiro, atrasos nas obras para a Copa, milhares de mortes em hospitais públicos são escondidos ou minimamente noticiados pela grande mídia. Fica a dica.
 
 Flávia Arenales V. Matricardi é formada em Jornalismo e atua como Assessora de Imprensa. Também é uma das colaboradoras do nosso Blog.

terça-feira, 3 de julho de 2012

ALUNOS DE JORNALISMO APRESENTAM 1º VÍDEO INSTITUCIONAL



Na noite de segunda-feira, 25, os alunos do 7º termo do curso de jornalismo da Faculdade de Presidente Prudente – FAPEPE apresentaram aos professores, coordenação do curso e direção, o primeiro vídeo institucional da FAPEPE.
A apresentação, que teve início às 20 horas, aconteceu na sala de vídeo próximo ao laboratório de TV. Na oportunidade, participaram a diretora da Faculdade, Maria Helena Carvalho e Silva Bueno, a assistente de direção e coordenadora do curso de Enfermagem, prof.ª Jaqueline Kuramoto, a coordenadora do curso de comunicação Lilian Gualda, os professores Júlio César Gonçalves, Brisa Nascimento e familiares dos alunos
Após seis meses de trabalho, sob orientação do professor Rogério Potinatti, o vídeo de aproximadamente dez minutos faz uma apresentação da faculdade. No documentário, são apresentados o início da instituição educacional, a evolução ao longo dos anos e a variedade de cursos que hoje é oferecido à Presidente Prudente e região.
Para a diretora da instituição Maria Helena Bueno, o vídeo não mostra somente o que a unidade tem a oferecer, mas também o esforço dos alunos. “O vídeo é uma superação, pois temos alunos de outras cidades, que pegam estrada diariamente para estudar, trabalham e fizeram um esforço imenso para produzir esse material”, declara a diretora. “A sensação que temos diante desse vídeo é a de dever cumprido, fruto de desempenho e dedicação inigualável”, acrescenta ela.
O professor Rogério Potinatti, compartilha da mesma opinião. “Após seis meses de trabalho, mais uma vez temos a certeza que a união faz a força O documentário é resultado do trabalho coletivo de toda a turma”, declara o professor. “Focamos nessa produção o que o mercado de trabalho pede e, hoje os alunos saem com um portfólio em mãos”, finaliza.
A produção do vídeo é uma atividade prática da disciplina de Documentário em Vídeo. Os alunos se revezaram no levantamento de informações sobre a faculdade, cursos, coleta de depoimentos e de imagens. Na fase final de produção do vídeo, contaram com a colaboração do editor de imagens Marcos Mincucine e do editor de áudio Luciano Amorim.
 Após a apresentação do vídeo, os presentes participaram de uma confraternização promovida pelos alunos.

Matéria produzida pelo estudante de Comunicação Social - Jornalismo - Maicon Ferreira sob a orientação do docente Rogério Potinatti. 

terça-feira, 19 de junho de 2012

INDÚSTRIA CULTURAL



Os alunos do 2º termo de Comunicação Social da FAPEPE, Bruno Lemes, Hélio Santana e Vanessa Sanches, produziram um vídeo que ilustra a Indústria cultural e o consumismo em nossa sociedade atual. O vídeo é divertido (tem alguns palavrões em seu conteúdo), e com uma linguagem acessível faz uma crítica ao fetichismo da mercadoria e a cultura do consumo. Assistam!

sexta-feira, 16 de março de 2012

A SOCIEDADE DO ESPETÁCULO

"Nosso tempo, sem dúvida... prefere a imagem à coisa, a cópia ao original, a representação à realidade, a aparência ao ser..." (Feuerbach - Prefácio à segunda edição de A Essência do Cristianismo)

Caros alunos de Comunicação Social, segue o link do livro de Guy Debord - A Sociedade do Espetáculo. O texto será trabalhado no segundo bimestre na disciplina de Filosofia. Desde já, vão fazendo o fichamento de citações comentadas para ser entregue no dia da prova do final do semestre. Espero que gostem, apesar de ter sido escrito há mais de 50 anos, o texto é muito atual e faz referência direta à área de atuação profissional que vocês escolheram.
Boa Leitura!


quinta-feira, 22 de julho de 2010

ÉTICA E PUBLICIDADE




Palavrão, calcinha e batom já ‘tiraram’ publicidade do ar

Do G1 - em São Paulo

Uma campanha publicitária da cerveja Devassa estrelada pela socialite norte-americana Paris Hilton (foto abaixo) foi suspensa no mês passado por seu forte “apelo sensual”. No país do carnaval, a decisão do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) – que ainda não é final – causou estranhamento. 
“Quem deu a liminar, deu baseado em reclamações de consumidores, e, a partir daí, da sua própria convicção de que aquilo estaria desrespeitando a moral prevalecente e na maioria da população brasileira”, avalia Ivan Pinto, professor da pós-graduação em Comunicação com o Mercado da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e ex-presidente do Conar. 
As decisões do Conar não são aleatórias mas, muitas vezes (como nesse caso), são subjetivas. A entidade, formada por representantes das agências de publicidade, anunciantes e veículos de comunicação, baseia suas decisões no Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, criado há 32 anos. 
É este código que determina as diretrizes para o que é aceito – e o que pode tirar uma peça publicitária do ar. 


O que diz o código 

O artigo do código que trata de decência é vago: diz apenas que “os anúncios não devem conter afirmações ou apresentações visuais ou auditivas que ofendam os padrões de decência que prevaleçam entre aqueles que a publicidade poderá atingir”, o que pode dar origem a interpretações diversas – e que mudam com o tempo. 
“Os maiôs que a minha avó usava iam até o meio da coxa, não tinham decote. No tempo da minha mãe, já era menor, tinha alças. E depois tem o mais curto, os biquínis. Então o que era considerado ‘moral inaceitável’ em 1930, ou em 1950, na minha adolescência, são mundos completamente diferentes”, exemplifica Ivan. 
O presidente do Conar, Gilberto Leifert, reconhece a dificuldade. “Interpretar padrões morais é um desafio que o Conar enfrenta desde a sua criação. Para isso, contamos com o Código e nosso Conselho de Ética, formado por perto de 180 voluntários representando anunciantes, agências, veículos e sociedade civil”, diz ele. 
A ofensa à moral foi usada como base em um processo contra um anúncio do amaciante Mon Bijou que mostrava dois bebês entre lençóis, que supostamente passaria uma mensagem de erotismo. Esse processo, no entanto, foi arquivado pelo Conar, que considerou que não havia malícia nas imagens. 
Também dão margem a interpretações outros artigos do código, como os que condenam a publicidade que “revele desrespeito à dignidade da pessoa humana e à instituição da família” ou que possa “favorecer ou estimular discriminação racial, social, política, religiosa ou de nacionalidade”. 
Com base nesses artigos, as secretárias conseguiram a suspensão dos anúncios de um filme que levava o nome da profissional da categoria, “Secretária”. Veiculadas entre 2003 e 2004, as peças, que mostravam uma mulher em posição de submissão, foram acusadas de ofender a dignidade e a honra da profissão, e o Conar determinou a sustação da campanha. 
“O código diz que é preciso ter respeito á sociedade, conformação às leis, ser honesto e verdadeiro. (A publicidade) deve ser preparada com senso de responsabilidade social. Tem que haver leal concorrência, não deve denegrir a atividade publicitária. Decência, honestidade, não apelar para medo, superstição e violência, ter apresentação verdadeira”, diz o professor da ESPM. 
Alguns assuntos, como bebidas alcoólicas e publicidade envolvendo crianças, merecem atenção especial. O código do Conar determina, por exemplo, que anúncios de bebidas levem a frase “beba com moderação” – o que fez com que a Nova Schin “limasse” a frase “experimenta com moderação” de sua publicidade. 



Outros casos 


Ivan Pinto lembra outros casos famosos que resultaram na retirada de campanhas publicitárias. Um deles é o do batom Boka Loka, em que a personagem, depois de derrubar as compras e ser molhada pela água espirrada por um carro, articula, em câmera lenta, um palavrão – cujo som, no entanto, não é ouvido. 
“(Como relator do processo) eu opinei que a maioria das pessoas não se sentiria bem com pessoas articulando palavrões [no intervalo da] na novela”, diz Pinto. Após votação, no entanto, a peça teve parecer favorável do Conar. “Foi informado à tevê que podia ser veiculado. Mas a tevê, com a autoridade que tem, não veiculou”, conta ele. 
“Tem outro caso interessante, de um anúncio com uma fotografia feita quando a Hillary Clinton era esposa do presidente [dos EUA] (...). No ângulo que pegou, acontece aquela coisa que as pernas podem ficar ligeiramente separadas e aparecer a calcinha. Então o anúncio diz: senhor presidente dos Estados Unidos da America, vossa excelência não imagina do que uma Duloren é capaz”, conta. “Obviamente a gente considerou isso, a embaixada protestou, então o relator recomendou a sustação da campanha”. 



Como é o processo 


O Conar avalia as peças publicitárias depois de sua veiculação, a partir de denúncias feitas por qualquer pessoa – consumidores, empresas associadas e autoridades. Em alguns casos, a iniciativa parte de uma equipe do próprio Conar. O consumidor pode fazer uma denúncia diretamente pelo site do Conar (www.conar.org.br) (não são aceitas denúncias anônimas). 
Em casos graves, segundo Leifert, presidente do órgão, uma decisão prévia pode sair em poucas horas, por meio de uma liminar recomendando que a peça publicitária deixe de ser exibida até o seu julgamento. 
Normalmente, no entanto, o processo leva entre 30 e 40 dias. Após recebida a denúncia, um dos membros do Conselho de Ética é nomeado relator do processo e fica responsável por avaliar a denúncia e a defesa, formulando um voto que é levado à votação dos outros membros da Câmara. “Os processados podem estar presentes e se defender de viva voz na sessão de julgamento. Os casos subjetivos, como o são frequentemente aqueles envolvendo moralidade, são dirimidos pelo voto dos conselheiros, havendo duas instâncias de recurso contra a decisão inicial”, explica Leifert. 
“A regra é que tenha sempre a possibilidade de uma segunda câmera, de apelação. Se houve unanimidade, acabou. Se não, vai para um plenário. Então às vezes um processo pode demorar um pouco”, diz Ivan Pinto. 
A decisão do Conar não tem poder de lei. “O anunciante pode não obedecer, mas os veículos, em 99,99% dos casos acatam a recomendação do Conar e retiram do ar o anunciante. Os veículos, palmas pra eles, são os grandes responsáveis pela aplicação das decisões do Conar, diz o professor. 


segunda-feira, 21 de junho de 2010

USINAS CANAVIEIRAS CRESCEM CADA DIA MAIS NO BRASIL E COM ELAS OS IMPACTOS AMBIENTAIS E SOCIOECONÔMICOS

Por Maristela Rodrigues e Gabriela Matos – 
Estudante de Jornalismo

O controle e a preservação ambiental vêm fazendo parte cada vez mais da lista de discussões e prioridades para a implantação, desenvolvimento e gerenciamento de unidades produtoras de açúcar e álcool no país, ainda que de maneira coercitiva, muitas vezes. 
Uma das grandes preocupações ambientais é o reflorestamento, sobretudo com a implantação cada vez mais crescente de usinas canavieiras, decorrente do aumento da oferta por biocombustíveis (no caso o álcool). 
O cultivo da cana-de-açúcar provoca devastação da área a ser utilizada na plantação. 
Segundo o Engenheiro Agrônomo, Josimar Fernandes, os riscos provocados pela devastação com a implantação de uma usina são pequenos. 
“Geralmente as áreas nas quais uma usina canavieira se instala são áreas de pastagens, cuja produtividade é baixa”, diz. 
Fernandes afirma ainda que existe a necessidade de preservar o solo utilizado através da rotatividade do plantio.
“Há necessidade de, entre uma safra e outra, fazer o plantio de amendoim ou outros tipos de cultura, uma vez que o que estraga o solo não é o cultivo da cana-de-açúcar e sim a não rotatividade”, diz. 
De acordo com dados recentes divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as usinas canavieiras trazem muito lucro para o país e movimentam significativamente o setor do agronegócio. 
Com isso, muitos produtores de alimentos estão abrindo mão do cultivo a que estavam habituados para se aventurar com as novas possibilidades que a cana-de-açúcar oferece. 
Medidas tomadas para minimizar os danos ambientais, como os provocados pelas queimadas da cana, também podem oferecer certo risco à classe trabalhadora. 
De acordo com a lei (que lei...), até 2013 deverão ser implantadas colheitadeiras durante a safra, substituindo a colheita manual o que conseqüentemente trará o desemprego de muitos cortadores de cana.
A mudança de consciência, as pressões sociais e de mercado, uma fiscalização rigorosa somadas a uma administração ética e profissional, estão entre os fatores que modificaram radicalmente o discurso e a prática de diversas usinas da região. 
A Usina Alto Alegre, localizada próximo a cidade de presidente Prudente (SP), realiza diversos projetos ligados a questão ambiental. 
De acordo com a usina foi criado um viveiro de mudas de árvores nativas que ocupa uma área de aproximadamente 800m², com capacidade para a produção de 300mil mudas no ano. 
Esta ação tem como objetivo a reposição da mata ciliar da região. Além do mais, a Usina vende créditos de carbono às outras empresas – projeto este que é certificado pela ONU.

terça-feira, 11 de maio de 2010

IV SEMANA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL - por Flávia Arenales

(da esquerda para a direita: Prof. Júlio C. Gonçalves, 
Prof. Rogério Potinatti, a jornalista da TV TEM Nilessa Tait e o Prof. André Barbosa)




A UNIESP de Presidente Prudente promoveu de 4 a 7 de maio, a IV Semana de Comunicação Social com o tema “Comunicação na Internet”. A abertura oficial ocorreu na terça-feira, no auditório da Faculdade.
Lucas Catanho, editor-chefe do jornal Bom Dia Marília debateu, no primeiro dia do evento, o tema: “O cotidiano no jornalismo Impresso e a Rede BOM DIA de Jornais”.
Em 5/05, o publicitário Raul Audi abordou as “Novas Tecnologias da Comunicação – Os Desafios e a influência no mercado regional”.
Na quinta-feira, foi apresentada a videoconferência Brasil/Moçambique sobre Mídias Sociais com Rubens Ponciano às 20 horas e, na sequência, a jornalista Andréia Fuzinelli debateu Jornalismo Online.
Em 7 de maio aconteceram, simultaneamente, nas salas de aula, mini-cursos com os temas Oficina de Criação, com o publicitário da DM9DDB, Bruno Salgueiro; Telejornalismo, com a jornalista da Globo Bauru, Nilessa Tait, Rádioweb, com Paulo Brito da PB.com - Comunicação e Marketing; Foto Still, ministrado pelo fotógrafo Luis Fernando Martinez e Realidade Aumentada proferido pela Webdesigner Renata Barbieri.
A Semana de Comunicação contou também com a realização do I concurso de oradores da Fapepe. Organizado pela docente Danielli Morini, o evento selecionou as quatro melhores duplas para serem os mestres de cerimônia. "Este concurso surpreendeu a todos porque descobrimos diversos talentos. Em cada noite, uma dupla apresentou ao público presente as atrações e palestras da IV Semana".
Segundo a coordenadora de Publicidade e Propaganda, Lílian Gualda, o tema da Semana é atual e muito relevante. “As novas tecnologias revolucionaram a vida das pessoas e, consequentemente, o mercado de trabalho de jornalistas e publicitários. Durante a semana, profissionais de renome debaterão as novidades e melhores estratégias para sobressair-se na Internet”.
O evento é voltado principalmente a alunos do curso de Comunicação Social, entretanto esteve aberto para toda a comunidade.












domingo, 11 de abril de 2010

10.000 ACESSOS!!!


Há menos de um ano de construção, chegamos aos 10.000 acessos!
Quero agradecer a todos pelas contribuições e por ajudar-nos na construção de um espaço interativo e de fortalecimento reflexivo-crítico.
Abraço a todos!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

O FUTURO COMEÇA AGORA




Quem nunca parou um instante sequer e planejou o seu futuro? Esta é uma característica inerente ao ser humano: projetar-se no mundo. Também, quando planejamos, muitas vezes não temos a imaginação de pensar como será nossa vida diante das evoluções tecnológicas. Claro que a indústria cinematográfica cumpre esse papel por nós, é só olhar as diversas obras de ficção que trabalha com o imaginário futurista do público em geral: desde a dominação da Terra por alienígenas, passando pela desolação ambiental do planeta, até a convivência rotineira com andróides e nanotecnologias implantadas nas casas, nos carros, nas roupas e até no próprio corpo.
O avanço das tecnologias em nossa sociedade, de modo geral, tem causado questionamento, no mínimo paradoxal. Ao mesmo tempo é uma conquista dos cientistas que auxilia na cura de doenças, acessibilidade para portadores de deficiências (como as próteses, por exemplo), e outros recursos que vêm tornar ainda mais prática nossa rotina diária, mas, tem se tornado (muitas vezes) uma arma contra o próprio homem, tornando-o seu escravo, causando desemprego, afastando as pessoas dos relacionamentos sociais, impactos ambientais, cobiça etc. O que fazer diante dessa situação? Pode uma sociedade viver sem as tecnologias? Devemos abrir mão dos avanços tecnológicos? O podemos fazer para minimizar os impactos negativos da influência tecnológica em nossas vidas? Enfim... alguns questionamentos! Abaixo um texto para nos auxiliar a pensar estas e outras questões. Pensar a Sociedade atual sem esquecer do amanhã 01/04/2009 - 15:40 - Agência Estado - Por Bruno Galo e Juliana Rocha São Paulo
William Gibson, autor do clássico "Neuromancer", que fundou o gênero cyberpunk, sempre esteve atento às mudanças em nosso mundo. Ele notou - não por acaso em uma entrevista dada em 1999 - que o futuro havia chegado. "Apenas não está igualmente distribuído". Enquanto a distribuição à qual ele se refere continua em processo dez anos após sua declaração, Gibson leva à excelência o papel da ficção científica de tornar inteligível não só o futuro, mas, especialmente, o presente.
Em seu último livro, "Spook Country", ele imagina um mundo onde uma nova arte mistura o real e o virtual e reflete sobre a disseminação das tecnologias sem fio. Familiar? "Especular sobre a realidade é sempre desafiador, pois o cotidiano nos arrasta para formas fixas de pensamento", afirmou o escritor e pesquisador de ficção científica Roberto Causo. "Embora desde a chegada do homem à Lua se diga que a ficção científica morreu, ela não é definida pelas novidades tecnológicas. Onde houver criatividade pujante, haverá ficção.
Além de servir como paródia ou metáfora da realidade humana e seu desenrolar possível, a ficção científica também tem a nobre função de inspirar. "É muitas vezes ela quem mostra os caminhos para a ciência seguir", disse a pesquisadora da Universidade Católica de Pelotas Raquel Recuero. FUTURO APOCALÍPTICO? - Coincidência ou não, o fato é que o filósofo e pensador do futuro tecnológico da humanidade Nick Bostrom, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, trabalha com a possibilidade de um dia criarmos máquinas que tenham consciência.
Perguntado sobre a ameaça que máquinas inteligentes representariam, ele afirmou que "quando e se isso acontecer, existirá um grande risco inerente para os humanos. Tudo dependerá da nossa habilidade em conceber as sementes da inteligência artificial de tal forma que elas permaneçam favoráveis aos nossos interesses". Bostrom se alinha a uma corrente de gurus que prega o aperfeiçoamento humano através da tecnologia. Kurzweil é até mais radical do que Bostrom. Ele defende que no futuro remédios serão compostos por espécies de robôs inteligentes capazes de reparar o DNA, impedir o processo de envelhecimento e até copiar a memória de uma pessoa para um outro suporte.Assim, caso haja um acidente com o nosso corpo, por exemplo, teríamos um "back-up" e viveríamos em um corpo robótico, uma simulação ou saiba lá que outra alternativa, para sempre. (Texto adaptado).

DIRETO AO ASSUNTO - TEMAS DO BLOG