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quarta-feira, 29 de julho de 2015

NADA DO QUE FOI SERÁ IGUAL OU DO JEITO QUE JÁ FOI UM DIA


Por Julio César Gonçalves

Estamos vivendo uma crise na ética atualmente. O que isso significa? Significa que nossa sociedade vem passando por transformações em seu arcabouço moral, de modo que muitas mudanças podem ser percebidas e sentidas diariamente.
Nossos valores estão se transformando e, por consequência, causando tal sensação. O que era, não é mais (ou está deixando de sê-lo) e, substituído por novos valores que ainda não foram assimilados. Completamente pela sociedade.
Estamos no meio dessas mudanças. Exatamente no meio... O passado ainda não passou completamente e o futuro ja chegou, porém, não plenamente (daí a sensação de que o certo é o errado e vice-versa).
Um exemplo claro desta fase crítica que vivemos é a ruptura das sólidas instituições tradicionais de nossa sociedade, tais como: a família, a religião, a economia, a justiça entre outras.
Na família percebemos nitidamente uma reconfiguração estrutural, reflexo da emancipação da mulher, da dissolução dos casamentos (divórcio), da diminuição ou ausência total do número de de filhos, união homoafetiva etc.
A crença também passa por tais reconfigurações quando, para muitos, já não dá conta de responder os conflitos subjetivos de outrora. Do mesmo modo, o sistema judiciário, altamente burocratizado e falho (quando não, contraditório). As crises econômicas globais que nos afeta a todos, uma vez que não somos mais uma ilha isolada das outras ilhas (países desenvolvidos).
Enfim, esta caótica situação nos impõe, sobretudo para nós brasileiros, a sensação de que a própria ética não é mais capaz de nos nortear para a solução dos problemas que nos envolvem e é a participação efetiva na política, nas decisões coletivas, econômicas, religiosas, familiares e na justiça que vai possibilitar a todos nós maior consciência e esperança para se construir e aguardar esse futuro que já se apresenta.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

‘O ensino médio se reduziu a uma preparação para o vestibular’, diz educadora

Filósofa e professora Viviane Mosé critica modelo educacional do país

Por E (matéria veiculada no O GLOBO)

Para a filósofa Viviane Mosé, educadores precisam refletir sobre as reais demandas dos alunos e adequar o ensino aos novos tempos. Ela participará do encontro internacional “Educação 360”, que será realizado pelos jornais O GLOBO e “Extra” de 5 a 6 de setembro na Escola Sesc de Ensino Médio, no Rio, em parceria com o Sesc e a prefeitura do Rio e apoio do Canal Futura.
 
A sra. já disse que precisa haver uma revolução no ensino médio. Que revolução seria essa?
Se o ensino fundamental tem melhorado, o ensino médio permanece estagnado. Como trata da educação de adolescentes e jovens, é hoje o olho do furacão. Mesmo com oferta de vagas, com a melhora das condições físicas das escolas, muitos jovens abandonam os estudos, fenômeno que já aparece nos anos finais do ensino fundamental. A escola, do modo como está estruturada, não consegue atrair. Se esse fenômeno acontece em muitos países, em função da democratização do saber permitida pela internet, no Brasil se apresenta de modo ainda mais grave, já que o ensino médio se reduziu a uma preparação para o vestibular. Como as escolas públicas não conseguem competir com as particulares, jovens das classes populares não encontram nada na escola: nem acesso à universidade, nem ferramentas que o ajudem a viver melhor, nem acesso ao mercado de trabalho, nem espaço de encontro e experiências lúdicas. Muitas medidas paliativas têm sido tomadas, como as cotas para as escolas públicas nas universidades, mas nada disso resolverá o problema. O Brasil precisa repensar o ensino médio, que deve oferecer diferentes possibilidades, dependendo da vocação e do interesse do aluno.
O que torna um projeto educacional bem-sucedido?
Um projeto é bem sucedido quando as crianças aprendem e não abandonam a escola. Quando encontram na escola um espaço de crescimento não apenas intelectual, mas humano. A escola não deve se sustentar na administração de conteúdos, mas na aquisição de ferramentas para viver melhor. Os conteúdos estão disponíveis na rede, precisamos estimular a capacidade de ler e interpretar dados e sofisticar nossa habilidade de ler o mundo. Essa é uma escola que dá certo, pois permite que a pessoa continue aprendendo.
Qual o novo papel do professor?
Nós, professores, nos sustentávamos nos conteúdos que tínhamos e devíamos passar aos alunos. Hoje, esses conteúdos estão disponíveis, muitas vezes, com mais dinamismo e qualidade nas novas mídias. Então, nosso poder passa a ser o de preparar os alunos para lidar com as mídias. Isso significa incentivar a inteligência, o pensamento e, especialmente, a capacidade de filtrar dados e interpretá-los, para que não sejam levados por uma onda de informação manipulada ou de má qualidade. O professor não é mais quem sabe tudo, mas quem se interessa por tudo. A educação caminha para a formação de pesquisadores, e isso é muito favorável.
As escolas precisam olhar mais para as comunidades ao redor?
Elas devem se abrir para o mundo. Não podem mais se esconder por trás de altos muros. Os desafios do mundo devem ser questões presentes no cotidiano das escolas, não apenas questões acadêmicas abstratas. Mas esse mal, o isolamento, deve começar a ser vencido nas universidades, que nasceram dos conventos, com seus altos muros.
Muitos especialistas associam as manifestações do ano passado ao aumento do acesso à educação. Acredita nesta conexão?
De forma nenhuma. As manifestações são consequência do acesso às novas mídias, que rapidamente reúne pessoas. Mas essa reunião se deu em um momento em que as pessoas ainda não têm uma educação de qualidade, voltada para a vida, para as questões sociais. Sem rumo, elas se perderam, não produziram conquistas, desembocaram em violência. Em breve, teremos outro cenário: manifestações, sim, enormes, mas com direção, sentido, maturidade política e intelectual.
No encontro “Educação 360”, a senhora vai participar de uma mesa sobre as iniciativas de educação que partem do Brasil. As ações brasileiras guardam um diferencial comum?
Não há uma gente mais criativa que a nossa, eu penso. Depois de andar do Oiapoque ao Chui, tenho a honra de conhecer experiências incríveis e inéditas que dão muito certo. Muitas vezes, escolas muito pobres; em outras, mais ricas, sempre com criatividade e vontade, conseguem produzir uma educação de qualidade. Temos de valorizar essas práticas e compartilhá-las, precisamos adotar o modo brasileiro de educar que dá certo, e não importar modelos, o mundo inteiro repensa a educação.

Read more: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/o-ensino-medio-se-reduziu-uma-preparacao-para-vestibular-diz-educadora-13473499#ixzz3BYZzNsky

sexta-feira, 7 de março de 2014

TÍTULO DE MESTRE

Segue matéria produzida por Flávia Arenales (Assessora de Imprensa da FAPEPE), sobre a minha defesa no mês passado. Gostaria de agradecer a todos que torceram por mim nesta etapa tão importante em minha carreira acadêmica e profissional.

FAPEPE TEM MAIS UM MESTRE EM SEU CORPO DOCENTE

Júlio César Gonçalves, professor dos Cursos de Comunicação e de Direito da Faculdade de Presidente Prudente - FAPEPE, Instituição de Ensino Superior integrante do Grupo Educacional UNIESP, defendeu em 21/02 passado Mestrado em Educação pela UNESP – Universidade Estadual Paulista. Gonçalves, que ministra as disciplinas de Filosofia, Lógica e Metodologia, conta que o objeto de estudo da dissertação foi “O Ensino de Filosofia e o Filosofar Institucionalizados: um Olhar sobre o Ensino Filosófico no Ensino Médio”. “Decidi refletir sobre esta temática depois que a Filosofia e a Sociologia se tornaram obrigatórias no Ensino Médio. Em 1971, essas disciplinas foram banidas do currículo e substituídas por Educação Moral e Cívica. Mas a lei nº11.684, assinada em 2008 pelo presidente em exercício, José Alencar, incorporou novamente as disciplinas ao currículo”, contou. Júlio conta que, no trabalho, é discutida a possibilidade ou a impossibilidade de se ensinar Filosofia. “Pude identificar a distância que há entre o que é ensinado na Universidade e a prática docente”, aponta. Para o futuro, o agora mestre conta que pretende fazer doutorado na mesma área e aprofundar os estudos. “Gostei muito de refletir sobre esta temática e ainda há diversas lacunas a serem pesquisadas”, garante.



domingo, 3 de novembro de 2013

A REVOLUÇÃO DOS BICHOS É SÓ DOS BICHOS???

Queridos alunos do 2º termo de Comunicação Social... para vocês que estão fazendo a leitura do livro de George Orwell "A Revolução dos Bichos", segue o link de um documentário sobre a verdadeira história em que se baseou o autor do livro. O documentário se intitula "A História Soviética". Acredito que unindo a leitura com o vídeo sugerido, a fábula criada por Orwell ficará mais clara para nós.

Um abraço a todos e todas e bom filme!
 
 
 

terça-feira, 8 de outubro de 2013

VIDA E MORTE DE SÓCRATES

 
Caros alunos de Lógica, Ética, Filosofia e Filosofia aplicada à Saúde.
Certa vez um respeitado professor de Filosofia (Walter Omar Kohan - cujas ideias estudo no mestrado), me disse: "Nenhum professor de Filosofia é bom professor de Filosofia se não tiver, ao menos uma vez, dado uma aula sobre Sócrates".
Ele tem toda razão. Sócrates não é apenas um divisor de águas na história do pensamento filosófico ocidental, mas também um modelo de lucidez e coragem.
 Abaixo encontra-se o link para um vídeo que narra a última parte da vida desse pensador. Aos meus alunos de Filosofia, sugiro que assistam o vídeo pensando em Sócrates como um sábio que entendeu à risca o significado da palavra FILOSOFIA. Aos alunos de ética, bom... o vejam como o grande modelo de postura e sapiência diante das decisões coletivas e leis da cidade. Aos alunos de lógica, prestem muita atenção na capacidade de argumentação e interrogatório que Sócrates desenvolveu (sobretudo na parte de seu julgamento e nos momentos anteriores à sua morte).
Espero que a vida e a morte de Sócrates nos ajude a ser melhores do que este mundo massificador espera que sejamos.
Boa reflexão!  
 
Filme: O final da vida de Sócrates
Texto: Sócrates, a Filosofia e a questão da morte (para entender o início do filme)

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

MANIFESTO PELA DIGNIDADE DE UM ENSINO FILOSÓFICO E SOCIOLÓGICO DECENTE



Segue abaixo o Manifesto que circulou pela rede mundial (internet), acerca do ensino das disciplinas de Filosofia e Sociologia nas escolas públicas estaduais. Apesar de ter sido elaborado por grupos específicos e de localidade específica, acredito ser esta uma problemática nacional e, por que não dizer internacional...  "O acesso à educação de qualidade no Brasil tem sido um privilégio histórico de uma parcela muito pequena da população brasileira. Não é recente em nossa história a presença das classes populares nas carteiras das salas de aula. Contudo, a lógica ainda predominante na sociedade capitalista em que vivemos é: existem uns que nascem para pensar, e aí mandar, com formação escolar ampla (de suposta qualidade), e outros para trabalhar, e então obedecer, com acesso à educação precária. Esta divisão não pode continuar.
Atualmente, as disciplinas de Filosofia e Sociologia voltam a sofrer ataques por meio da mídia empresarial que, na disputa dos rumos da educação no Brasil, defendem um ensino voltado desde cedo às demandas pela “fabricação” de mão-de-obra como se a força de trabalho não tivesse direito a uma formação integral, que contemple todas as dimensões do conhecimento e da cultura historicamente produzidos. 
Secretarias de Estado de Educação pelo Brasil vem tentando reduzir a carga horária de Sociologia e Filosofia para apenas uma aula semanal. O Paraná, tristemente aí se inclui: o Parecer 25/12, aprovado em 15/02/12, pelo Conselho Estadual de Educação, instituiu que no curso de Formação de Docentes (antigo magistério), as aulas de Sociologia e Filosofia devem ocupar apenas uma aula semanal cada. Neste parecer, regulamentou-se, também, o ensino de Libras. No entanto, o que nos chama a atenção é que a redução do número de aulas de Sociologia e Filosofia não se deu sob o argumento da inclusão do ensino de Libras, mas, segundo a justificativa do voto da relatora Darci Perugine Gilioli: No momento em que os alunos brasileiros em todas as avaliações externas e internas, vem apresentando índices de desempenho abaixo do esperado, é fundamental que o restante da carga horária para composição da Matriz Curricular, mantenha em nível condizente, a oferta da Língua Portuguesa, Ciências Exatas e Ciências da Natureza.
Chama a atenção na justificativa do voto, o fato das disciplinas de Ciências Humanas, Arte e Filosofia “desaparecerem” diante da necessidade de se “elevar o desempenho dos alunos”. As disciplinas de História e Geografia foram simplesmente ignoradas. Será que esqueceram delas? Será que Filosofia e Sociologia não contribuem para melhorar o desempenho escolar dos alunos? Não servem sequer aos que vão se tornar professores, se formar como docentes?" 

Leia o Manifesto completo - clique aqui
 
Esse manifesto foi redigido pela Coordenação do Coletivo Regional de Filosofia e Sociologia eleita no dia 03/03/2012, no auditório do Núcleo Sindical Curitiba Norte, em reunião que contou com a presença de 94 pessoas. Estiveram presentes dirigentes da APP-Sindicato de três núcleos sindicais (Núcleo Sindical Curitiba Norte, Núcleo Sindical Curitiba Sul e Núcleo Sindical Metropolitano Sul), de um diretor e um assessor da direção estadual da APP-Sindicato, de professores de Sociologia e Filosofia de dezenas de escolas de várias regiões de Curitiba e Região Metropolitana, de membros do NESEF (Núcleo de Estudos e Pesquisa Sobre o Ensino de Filosofia-UFPR), de um professor do ITFPR e estudantes de Licenciatura em Ciências Sociais e Filosofia da UFPR e da PUC-PR. 

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

ATIVIDADE DE LÓGICA - COMUNCAÇÃO SOCIAL

Queridos, segue o link com uma atividade para ser realizada durante esta semana por vocês. Caso haja alguma dúvida, me comunique. Estarei na faculdade de segunda a quinta-feira, em sala de aula.
Fiquem atentos às datas de entregas das atividades e listas de exercícios, para não perderem as oportunidades de assegurar a pontuação na nota do bimestre.
BOM TRABALHO!!!  

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

MITOLOGIA GREGA

Caros alunos, segue um vídeodocumentário sobre a mitologia grega. Vale à pena vê-lo... ótimo material de estudo para a prova sobre a mitologia.
Abraço a todos!


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

ALUNOS DO CURSO DE FILOSOFIA - LISTA DE EXERCÍCIOS DE LÓGICA


Queridos...
Segue o link da lista de exercícios de lógica para serem realizados. Iniciaremos a resolução hoje, em sala (duas últimas aulas) e, os corrigiremos na próxima semana.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

DOCENTE DA FAPEPE PARTICIPA DE SIMPÓSIO INTERNACIONAL NA UNESP DE MARÍLIA

Por Flávia Arenales - Assessora de Imprensa da FAPEPE.


O docente Julio César Gonçalves participou, de 7 a 9 de junho, do IV Simpósio Internacional em Educação e Filosofia: “Biopolítica, arte de viver e educação”.
Na ocasião, Julio César apresentou o trabalho: “O ensino da filosofia em questão: Inquietações e perspectivas para o ensino médio”.
Gonçalves conta que, com periodicidade bianual, o Simpósio Internacional caracteriza-se por discutir temas relacionados à Filosofia da Educação e ao Ensino de Filosofia. “Este ano, grandes nomes de pesquisadores estrangeiros marcaram presença no evento, tais como Gregory Pappas – Texas A&M University; Olga Grau- Universidade de Chile; Eugénia Vilela – Universidade do Porto e Jean Cristopher Merle - Universität des Saarlandes – Saarbrücken”.
O professor explica que o trabalho apresentando está diretamente relacionado a discussão de mestrado que realiza na Unesp de Prudente. “Analiso as condições do ensino de filosofia no ensino médio na cidade depois da obrigatoriedade imposta pelo governo estadual. Acredito que esta pesquisa irá influenciar na futura formação dos docentes de filosofia e apontar possíveis falhas na área”, conclui.

Flávia Arenales é Assessora de Imprensa da FAPEPE e também professora de Assessoria de ?Imprensa e Jornalismo especializado, no curso de Comunicação Social - Jornalismo, na mesma instituição.




quinta-feira, 10 de março de 2011

O AFASTAMENTO DA FILOSOFIA DAS ESCOLAS NO PERÍODO DA DITADURA MILITAR



Este post é um resumo do texto "Filosofia e segurança nacional: o afastamento da filosofia do currículo do ensino médio no contexto do regime civil-militar pós 1964" (Renê José Trentin Silveira) - elaborado pelo aluno de Direito Elianderson Muniz.


 Afastada e abolida no período de 1971, do ensino médio (então denominado ensino do 2ºgrau),  através de reforma executada pela lei 5.692/71, influenciada pelo DSND (Doutrina de Segurança Nacional e Desenvolvimento) fundamental suporte ideológico do regime civil-militar instalado no Brasil em 1964, a Filosofia ou ensino filosófico torna-se portanto bloqueado para o currículo de ensino médio de tal época. Este órgão teve total influencia sob o ensino brasileiro no regime civil-militar pós 1964.        

DA DOUTRINA DE SEGURANÇA NACIONAL E DESENVOLVIMENTO

A DSND, era um embasamento de que segurança interna e desenvolvimento econômico de um país são indissociáveis,  reflexo do binômio lançado por Castello Branco em discurso ocorrido na abertura do ano letivo da Escola Superior de Guerra (ESG), expressava-se em “segurança e desenvolvimento”, lema que foi adotado pelos governos militares que o sucederam. Em suma a importância maior da DSND, era a...         Continue lendo este texto

Elianderson Muniz é aluno do 4º termo do curso de Direito da FAPEPE / UNIESP. Seu texto é resultado de discussões da disciplina de Filosofia do Direito.

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