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sexta-feira, 8 de maio de 2009

É POSSÍVEL NÃO SENTIR???



EQUILIBRIUM discute características da formação da sociedade e também da natureza humana.



"Nos primeiros anos do século XXI aconteceu a 3ª Guerra Mundial. Aqueles que sobreviveram sabiam que a humanidade jamais poderia sobreviver a uma 4ª guerra e que a natureza volátil dos humanos não podia mais ser exposta. Então uma ramificação da lei foi criada, o Clero Grammaton, cuja única tarefa é procurar e erradicar a real fonte de crueldade entre os humanos: a capacidade de sentir, pois há a crença de que as emoções foram culpadas pelos fracassos das sociedades do passado. Foi decretado que os cidadãos devem tomar diariamente Prozium, uma droga que nivela as emoções. As formas de expressão criativa e emocional são contra a lei, sendo a violação a qualquer regulamento, a não-obediência, passível de punição com pena de morte (sem julgamento). John Preston (Christian Bale) é um Grammaton, um oficial da elite da lei, que caça e pune os “ofensores”, além de ter poder para mandar destruir qualquer obra de arte".
A convivência em sociedade é uma característica própria dos seres humanos, bem como a capacidade de sentir e expressar tais sentimentos. O filme reabre uma discussão bastante importante do ponto de vista sociológico, filosófico, psicológico e antropológico: a supervalorização da racionalidade em detrimento das emoções, dos sentimentos.
Embora o filme não tenha recebido grandes elogios da crítica, ele é bastante pertinente pelas discussões que levanta. A história se passa em um futuro diferente do qual vivemos ou esperamos; após uma terceira, e destruidora, guerra mundial. A sociedade é controlada por um regime totalitário, que obriga a população a tomar uma droga que anestesia emoções, prevenindo tensões sociais. Equilibrium explora muito a capacidade reflexiva do público através da simbologia de suas cenas, de modo a fazer analogias críticas paradoxais como, por exemplo, à maneira pela qual Adolf Hitler conduziu o holocausto. Porém, não deixa de ser um Estado totalitário tal qual o do nazismo.
Podemos perceber nitidamente a dinâmica social acontecendo através dos contatos (primários e secundários), dos processos sociais associativos (principalmente as idéias de acomodação e assimilação) e dissociativos (o conflito está sempre presente nas cenas do filme - do início ao fim). Também é perceptível a formação de agregados como a multidão e a massa (que assiste passivamente a dominação e a manipulação acontecer, anestesiada pela droga - alienação).
Embora o filme traz um desfecho, fica o questionamento a respeito da natureza humana: É possível viver sem emoções? Viver segundo as emoções não significa viver segundo os instintos? Quando a razão deve sobrepor as emoções? Será que o Direito não é uma forma racional de "pôr freios" às emoções humnas?
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