Pesquisa no Blog

sexta-feira, 8 de maio de 2009

O FUTURO COMEÇA AGORA




Quem nunca parou um instante sequer e planejou o seu futuro? Esta é uma característica inerente ao ser humano: projetar-se no mundo. Também, quando planejamos, muitas vezes não temos a imaginação de pensar como será nossa vida diante das evoluções tecnológicas. Claro que a indústria cinematográfica cumpre esse papel por nós, é só olhar as diversas obras de ficção que trabalha com o imaginário futurista do público em geral: desde a dominação da Terra por alienígenas, passando pela desolação ambiental do planeta, até a convivência rotineira com andróides e nanotecnologias implantadas nas casas, nos carros, nas roupas e até no próprio corpo.
O avanço das tecnologias em nossa sociedade, de modo geral, tem causado questionamento, no mínimo paradoxal. Ao mesmo tempo é uma conquista dos cientistas que auxilia na cura de doenças, acessibilidade para portadores de deficiências (como as próteses, por exemplo), e outros recursos que vêm tornar ainda mais prática nossa rotina diária, mas, tem se tornado (muitas vezes) uma arma contra o próprio homem, tornando-o seu escravo, causando desemprego, afastando as pessoas dos relacionamentos sociais, impactos ambientais, cobiça etc. O que fazer diante dessa situação? Pode uma sociedade viver sem as tecnologias? Devemos abrir mão dos avanços tecnológicos? O podemos fazer para minimizar os impactos negativos da influência tecnológica em nossas vidas? Enfim... alguns questionamentos! Abaixo um texto para nos auxiliar a pensar estas e outras questões. Pensar a Sociedade atual sem esquecer do amanhã 01/04/2009 - 15:40 - Agência Estado - Por Bruno Galo e Juliana Rocha São Paulo
William Gibson, autor do clássico "Neuromancer", que fundou o gênero cyberpunk, sempre esteve atento às mudanças em nosso mundo. Ele notou - não por acaso em uma entrevista dada em 1999 - que o futuro havia chegado. "Apenas não está igualmente distribuído". Enquanto a distribuição à qual ele se refere continua em processo dez anos após sua declaração, Gibson leva à excelência o papel da ficção científica de tornar inteligível não só o futuro, mas, especialmente, o presente.
Em seu último livro, "Spook Country", ele imagina um mundo onde uma nova arte mistura o real e o virtual e reflete sobre a disseminação das tecnologias sem fio. Familiar? "Especular sobre a realidade é sempre desafiador, pois o cotidiano nos arrasta para formas fixas de pensamento", afirmou o escritor e pesquisador de ficção científica Roberto Causo. "Embora desde a chegada do homem à Lua se diga que a ficção científica morreu, ela não é definida pelas novidades tecnológicas. Onde houver criatividade pujante, haverá ficção.
Além de servir como paródia ou metáfora da realidade humana e seu desenrolar possível, a ficção científica também tem a nobre função de inspirar. "É muitas vezes ela quem mostra os caminhos para a ciência seguir", disse a pesquisadora da Universidade Católica de Pelotas Raquel Recuero. FUTURO APOCALÍPTICO? - Coincidência ou não, o fato é que o filósofo e pensador do futuro tecnológico da humanidade Nick Bostrom, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, trabalha com a possibilidade de um dia criarmos máquinas que tenham consciência.
Perguntado sobre a ameaça que máquinas inteligentes representariam, ele afirmou que "quando e se isso acontecer, existirá um grande risco inerente para os humanos. Tudo dependerá da nossa habilidade em conceber as sementes da inteligência artificial de tal forma que elas permaneçam favoráveis aos nossos interesses". Bostrom se alinha a uma corrente de gurus que prega o aperfeiçoamento humano através da tecnologia. Kurzweil é até mais radical do que Bostrom. Ele defende que no futuro remédios serão compostos por espécies de robôs inteligentes capazes de reparar o DNA, impedir o processo de envelhecimento e até copiar a memória de uma pessoa para um outro suporte.Assim, caso haja um acidente com o nosso corpo, por exemplo, teríamos um "back-up" e viveríamos em um corpo robótico, uma simulação ou saiba lá que outra alternativa, para sempre. (Texto adaptado).
Postar um comentário

DIRETO AO ASSUNTO - TEMAS DO BLOG