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domingo, 28 de março de 2010

QUE ABUSO!!!

Estava eu  "passeando" pela internet, quando uma manchete de reportagem me chamou a atenção: "Igreja de dois pesos, duas medidas".  Tratava-se de uma matéria a respeito da postura da Igreja Católica frente  ao problema da PEDOFILiA.
O texto, publicado no Jornal de Notícias (Portugal),  escrito por Helena Norte, possui grande teor crítico e remetente explícito: ao Papa Bento XVI e à Justiça "dos homens".  Não que a repórter foi rígida no tratar o assunto, é que falar sobre esse tema requer mesmo o tom de revolta.
Dentre os principais parágrafos-críticos da matéria, destaca-se a seguir:

"A história da Igreja Católica é pródiga em polêmicas, crises e escândalos. Muitos crimes hediondos se acobertaram sob o manto denso de uma moralidade de duplo padrão, num passado não tão longínquo. Os casos agora divulgados constituem, assim, exemplos paradoxais de uma instituição que se mostra tão propensa a castigar os desvios de padrão moral que advoga publicamente como a encobrir, demasiadas vezes, as transgressões secretas dos seus".

O próprio Papa, segundo a autora, apesar do pedido de perdão, inédito, não apaga uma de suas posturas, enquanto arcebispo de Munique e Freising, que autorizou a transferência de um padre abusador.

"Se impressiona saber que membros eclesiásticos molestam crianças, e a política de ocultação seguida pelo Vaticano, para muitos, é igualmente chocante e censurável. Porque significa dissimular e proteger quem atenta contra aqueles que devia proteger".

"A Igreja Católica sobreviveu a dois milénios de muitos escândalos e controvérsias, mas nunca, como agora, esteve sob um escrutínio tão global e mediatizado como agora. Foi obrigada a admitir que, entre 2001 e 2010, a justiça do Vaticano tratou de três mil acusações de abusos sexuais contra padres, e tornou-se pública a cultura de encobrimento destas situações prosseguida durante décadas".

"Para Anselmo Borges, padre e professor de Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade Coimbra, é 'intolerável' que a gestão do Vaticano desta crise tenha remetido para segundo plano as vítimas, tanto mais que são crianças que devia proteger e cuidar. Na Igreja, segue-se muito esta política do silêncio. Parece que o mais importante, por vezes, é que se não saiba. Pretende-se salvaguardar a todo o custo o bom nome da instituição. É mesmo possível que nalguns casos, com boa intenção, se tivesse querido ajudar os abusadores. Mas esqueceu-se o que é decisivo: as vítimas, sublinha o teólogo".

"A Igreja, que se apresentou no domínio sexual sempre tão moralista, tem agora de penitenciar-se e repensar muita coisa, como a admissão dos candidatos a padres, defende Anselmo Borges, para quem é inevitável que, mais cedo ou mais tarde, a Igreja Católica aceite 'ordenar homens e mulheres casados'. Mais uma vez, cita Cristo para opinar que 'a Igreja não pode impor como lei aquilo que Jesus entregou à liberdade', alertando que, "enquanto se mantiver a lei do celibato, a Igreja estará sob o fogo da suspeita"

Clique aqui e confira a matéria na íntegra e dê sua opinião. Será que estamos diante de um problema de ordem social ou se trata de uma questão de desvio psicológico? É justo punir os abusadores do passado (30, 40 anos atrás),  tempo em que a pedofilia não era considerada crime? Fica a provocação e a indignação...
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