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terça-feira, 3 de novembro de 2015

"TUDO QUE ERA SÓLIDO, SE DESMANCHA NO AR" - Karl Marx

ADENTRANDO EM ÁGUAS PROFUNDAS

Por Marcela Pacheco



2,10,12,16,17,18,19... Qual será a próxima sequência? Com certeza você deve estar matutando matematicamente uma solução para este problema, porém, a resposta que você anseia não virá através das ciências exatas, mas sim das ciências humanas. Sim!

Você pode se perguntar por que iniciei esse texto com um raciocínio lógico, a resposta é simples, nem tudo que parece é.
É sabido por nós que, nunca tivemos tanto acesso a informação como nos dias de hoje, mas é perceptível também, que nunca fomos tão superficiais e alheios pelo mesmo motivo. 
Perdemos aos poucos a sensibilidade de ser profundo e inteiro para o outro, passamos a entregar fragmentos de nós mesmo, quando na verdade gostaríamos de nos dar por completo. Não falo especificamente sobre casais, mais sim, em todos os âmbitos dos relacionamentos que construímos com o tempo. 
Com a prioridade do ter, e não do ser, vemos que passamos a possuir o poder de acumular mais e mais, entretanto tudo que se acumula e não exerce sua funcionalidade, tende a estragar ou apodrecer, e é ai que percebemos o quão mesquinhos e hipócritas fomos com nós mesmos.
Acredito que nos falta a receptividade de gastar tempo com aquilo que realmente importa, aquilo que edifica. É tempo de olhar para o próximo, e enxergá-lo, não apenas as dificuldades que nos afastam do outro, mas sim aquilo que ele pode vir a ser além dos defeitos. Vejo que essa é uma das características mais lindas de Jesus, sim, Jesus, o carpinteiro, Ele tinha a capacidade de ver além do que os olhos humanos podiam. Enquanto todos enxergavam uma prostituta, Ele contemplava uma mulher de fibra, uma Santa.


MARCELA PACHECO é Jornalista e colaboradora do nosso blog.
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