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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

DESAFIOS EDUCACIONAIS PARA O SÉCULO XXI

 
Aluno amadurecido para buscar soluções
Por Paula Carneiro
 
Uma das metas educacionais do séc. XXI é que o aluno seja capaz de exercer através do seu conhecimento, sua capacidade de escolher entre diferentes opções possíveis para resolver um problema, desenvolvendo assim a habilidade de aprender a aprender.
A formação ética torna-se então, um requisito central para a formação do cidadão. Formar um cidadão com responsabilidade implica em aprender e aceitar que temos uma história comum, valores comuns e um destino comum e segundo o grande educador Paulo Freire, que compreendeu que a teoria é inútil sem a prática, “ninguém educa ninguém. As pessoas se educam entre si, mediatizadas pelo mundo”. O grande projeto de Paulo Freire era “FORMAR PARA TRANSFORMAR”.
Para atingirmos a meta educacional do séc. XXI educadores precisam reavaliar alguns pontos, já que estamos saindo de um processo educativo, onde os modelos pedagógicos e epistemológicos estavam centrados na fala do professor, na qual o professor apenas transmitia para o aluno seu conhecimento, sendo essa uma visão empírica do conhecimento.
Esse comportamento nos retrata ao final da idade média, quando o modelo educativo idealizado pelos jesuítas se transforma em referência pedagógica. Eram aulas cujos objetivos eram manter a ordem da sala e modelar a moral do estudante.
Então como podemos formar um cidadão para atuar no séc. XXI e assim atingir a meta educacional desse século?
Precisamos ressignificar o processo de construção de conceitos pelos sujeitos aprendentes o professor deve estar aberto ao diálogo em sala de aula, ao confronto de idéias, a criar situações que valorizem as experiências de alunos e os aproximem da realidade dando um verdadeiro significado à aprendizagem.
Os estudantes precisam antes de tudo serem desafiados e só atividades práticas e equivalentes à realidade os levarão a construir pontes que os obrigará a envolverem-se em um esforço de compreensão e atuação. A meta educacional do séc. XXI é levar o indivíduo a produzir conhecimento, desenvolver valores e atitudes.
Para Morin, somos cidadãos Planetários e a educação do futuro deve ter como prioridades saberes que deverão estimular os educadores a “saírem do armário” e irem à luta para que as próximas gerações tenham garantia de um mundo belo e sustentável. Assim uma das vocações essenciais da educação do futuro serão o exame e o estudo da complexidade humana que conduziria à tomada de conhecimento, por conseguinte, de consciência da condição comum a todos os humanos e da muito rica e necessária diversidade dos indivíduos, dos povos, das culturas sobre nosso enraizamento como cidadãos da Terra.
O professor é o grande responsável por conseguir fazer esse aluno corresponder a uma proposta tão necessária nesse mundo globalizado e ele deve ser capaz de despertar a consciência crítica do aluno através de sua epistemologia muito bem adequada e direcionada para esse propósito.
 
PAULA CARNEIRO é professora, coordenadora de escola e coach educacional. Também é colaboradora do nosso blog.
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