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sábado, 28 de maio de 2011

A CRIANÇA COMO SUJEITO CONSUMIDOR


Está em fase final o trabalho de conclusão de curso (TCC) da minha aluna orientanda Gabriela Paduan, do curso de Jornalismo, que tem como tema a discussão da formação da criança enquanto sujeito consumidor.
O trabalho buscou analisar a hipótese inicial de que as propagandas veiculadas nos intervalos dos programas infantis influenciam o desejo de compra das crianças, construindo-as como consumidores em potencial.

Para fundamentar suas análises e referências bibliográfica, Paduan utilizou autores de renome da Sociologia e da Comunicação, tais como Juan Dìaz Bordenave e Philippe Ariès.
Suas reflexões ainda contam com textos do jornalista Flávio Paiva, sobre a publicidade abusiva direcionada às crianças.
No final, Paduan faz uma análise sobre a programação da Rede Globo, identificando os tipos de propagandas veiculadas nos comerciais destinados ao público infantil, sobretudo no horário da TV Globinho que vem a ser o programa na qual a pesquisadora utiliza como objeto.
Com a pesquisa, Gabriela Paduan percebe que a relação que as pessoas têm com a televisão é algo adquirido ainda na infância, de modo que o aparelho tende a ser visto como parte da família. "Sabendo que a televisão é uma companhia para os telespectadores, a mídia dedica parte do seu espaço para a publicidade, como maneira de se manter financeiramente, e as propagandas por sua vez, procuram persuadir as pessoas, para que elas consumam determinados produtos", diz.
Para verificar essas hipóteses, Paduan, aplica questionários e realiza entrevistas com crianças da escola Escola Jean Piaget de Pirapozinho, e seus pais.
A defesa de seu trabalho ainda não foi marcada e o trabalho ainda passa pelas últimas revisões. Perguntado sobre o que pode ser concluído na sua observação, Paduan relata que enquanto cidadãos devemos estar atentos às publicidades e ao que rege o Código de Defesa do Consumidor, além do Conselho Brasileiro de Auto-Regulamentação Publicitária, que regularizam as publicidades destinadas à criança, para que esta seja resguardada (visto que se trata de um público com personalidade ainda em formação). 

Também, "se faz necessária maior atenção dos pais em relação meios que eles utilizam como entretenimento para os filhos, devendo escolher com mais rigor o que eles assistem na televisão, para que eles possam ter acesso a programas educativos que lhes acrescentem valores considerados positivos".
O enfoque à cultura e à leitura crítica de tudo o que a mídia lhes impõe, para que cresçam e se tornem adultos conscientes quanto aos apelos publicitários, foi a sugestão dada como desfecho ao trabalho de pesquisa.
Parabéns Gabriela, pelo esforço e dedicação.
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