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sábado, 27 de março de 2010

DE QUEM É MESMO A CULPA?


Pude acompanhar o desfecho do julgamento "dos Nardoni" e nada me chamou mais atenção  do que a fala do advogado criminalista Roberto Podval, que os defende. Podval dirigiu sua crítica à postura da imprensa e da sociedade no caso, relatando que  "se não houvesse essa loucura toda (olha para os jornalistas da sala), eles seriam absolvidos, porque não há provas. Eles entraram condenados sem serem julgados".É óbvio que este crime bárbaro chocou a sociedade! Também é fato que rendeu uns trocadinhos a mais para a imprensa que noticiou cada detalhe com maior ou menor sensacionalismo (isso não podemos negar), mas daí a afirmar que eles são inocentes...Não podemos, também, desconsiderar o fato de que - segundo Podval - não existem provas concretas que os incriminem (da mesma forma que não provaram inocência). Fica então algumas questões para pensarmos sobre nossa organização social e suas ferramentas de punição: Será que a falta de provas caracteriza inocência do réu? Até que ponto a influência da mídia pode absolver ou incriminar alguém? A opinião pública influencia na decisão do júri? Seria mais fácil e mais justo se, em nossa Constituição, o acusado fosse considerado culpado até que se prove o contrário?


É... "assim como são as pessoas, são as criaturas"!!!
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