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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

ÉTICA E COTIDIANO


Não é de hoje que ouvimos/vemos nas mídias casos que envolvem profissionais da área da saúde negligenciando o código de ética e faltando com o respeito diante do "outro".
Por conta disso, a aluna do curso de Jornalismo da FAPEPE, Simone Lemes entrevistou para o BLOG SOCIOLOGIA NO MUNDO, a coordenadora do curso de enfermagem Jaqueline Kuramoto sobre a falta de ética e despreparo do profissional da saúde. Acompanhem.

Jaqueline Kuramoto concluiu o curso de enfermagem em 1984, atuou por dois anos como enfermeira, em 1995 iniciou o curso de direito concluindo em 2000. No ultimo ano da faculdade de direito teve contato com casos de fetos anencéfalos, o que a motivou a se especializar na área de Bioética na UEL (Universidade de Londrina).
Fez mestrado em Lima no Peru pela Organização Mundial de Saúde e já no Brasil concluiu mestrado em educação pela FCT / UNESP de Presidente Prudente.
Atualmente coordena o curso de enfermagem da Faculdade de Presidente Prudente do grupo UNIESP.

BSM - O que podem ocasionar os erros de enfermagem? 
JAQUELINE - São vários fatores que contribuem para o descuido do profissional, principalmente na área da enfermagem. Primeiro são os fatores ambientais. Um hospital, um Posto de Saúde ou um 24 horas que tenha pouca luminosidade, escassez de medicamentos e de aparelhos, o enfermeiro se vê obrigado a improvisar para que o cuidado seja prestado ao paciente. Segundo fator é o fisiológico. Há sobrecarga de trabalho, pois hoje o profissional de enfermagem precisa de pelo menos dois empregos para ter um salário que lhe dê sustentabilidade. Os turnos não são pequenos, o profissional trabalha 12 horas e deveria descansar 36, mas continua trabalhando por mais 12 horas em outro hospital.

BSM - Você acredita que alguns erros de enfermagem poderiam estar associados à uma falha na formação inicial destes profissionais?
JAQUELINE - As universidades que estão preocupadas com qualidade de ensino estão revendo suas matrizes curriculares, pois existem poucas horas de aula sobre Legislação Ética Deontológica. Muitos alunos saem totalmente despreparados e alegam desconhecimento da lei.

BSM - Houve um aumento significativo de procura e, por consequência, de cursos de enfermagem. Existe algum acompanhamento ou fiscalização do trabalhado desses profissionais? 
JAQUELINE - Na enfermagem existem três entidades de classe que disciplinam sobre o exercício profissional, o COREN (Conselho Regional de Enfermagem) que é responsável por disciplinar sobre o exercício profissional. Este órgão está preocupado com o atendimento eficaz da população. A Associação Brasileira de Enfermagem que é responsável pela formação cultural e intelectual, promovendo congressos e encontros. E, por fim, o Sindicato de Enfermagem, entidade que está preocupada na defesa profissional, trabalha no sentido da redução da jornada de trabalho do enfermeiro, piso salarial competente etc.

BSM - Como deve ser a relação enfermeiro-paciente?       

JAQUELINE - A enfermagem é a ciência do cuidado. É importante ressaltar que as pessoas tendem a confundir o papel social do enfermeiro, reduzindo-o a um mero auxiliar do médico, ou o inverso, considerando-o um quase médico, e não é isso. A Enfermagem e a Medicina são duas Ciências diferentes, com especificidades bastante distintas, porém, se complementam no cuidado, no trato com o paciente. O projeto Humaniza SUS do governo vem ao encontro da necessidade de um atendimento com qualidade e respeito para com o paciente. 
Evidentemente que existe uma grande diferença entre ser um profissional humanizado é ser um profissional bonzinho, este último, não precisa estudar, não precisa da ciência, só precisa ficar segurando sua mão, penteando seu cabelo, não que isso não seja importante, mas não pode ser só isso. Precisa da medicação no horário correto, de mudança de decúbito, tomar sol, esse é o risco da questão da humanização.

BSM - Recentemente acompanhamos nas mídias alguns casos de erros ocasionados por profissionais de enfermagem, um deles foi a retirada de um curativo no dedo de uma criança de quatro anos que foi ao hospital apenas para se tratar de uma anemia, o que aconteceu nesse caso?
JAQUELINE - Pressa e descuido! Hoje o sistema de saúde é uma panela de pressão, o paciente já chega pra você extremamente estressado, porque já esperou tempo demais. Ele precisa sair dali porque tem que levar o filho na creche pra poder trabalhar, não tem paciência pra esperar. o enfermeiro, por sua vez, está sobrecarregado de serviço,  ele para, olha, mais não examina da forma como deveria. No caso da criança que teve o dedo cortado, a profissional na pressa não viu que não havia apenas gaze, e acabou pegando um pedacinho do dedo.


BSM - E o caso da troca dos frascos de soro por vaselina? 
JAQUELINE - Esse foi um erro de responsabilidade também da instituição. Na hora da compra são frascos extremamente parecidos, há a necessidade de uma identificação maior e mais prática. No corre corre, pegar o primeiro frasco que vê na frente, porque você quer instalá-lo pra que você dê conta do serviço. um profissional de enfermagem chegam a atender cerca de 50, 60, 70 pacientes por dia, eles não dão conta nem as vezes de fazer um relatório. É pouco profissional.

BSM - O caso da enfermeira que cortou os cabelos da paciente que veio a óbito chocou todos nós, o que o código de ética fez nesse caso?
JAQUELINE - Esse ato se chama vilipêndio de cadáveres, é o máximo da degradação moral da profissão. Essa profissional não conseguiu entender o valor que o cabelo tem para aquele paciente, se ele cuidou na vida toda daquele cabelo era porque era muito importante pra ele. Existem suspeitas também de que ela iria vender o cabelo, mais o processo ainda está correndo na justiça, não se sabe o motivo correto ainda.
Independente do que iria ser feito com o cabelo ela praticou um ato antiético, só o fato de ter cortado o cabelo já causou um dano, que no caso foi físico e moral também.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

2º TERMO DE ENFERMAGEM - PARA A PROVA


Turmas... segue o link da lista de exercícios para treino. Iremos corrigi-los na próxima aula (semana antes da prova). Também, para aqueles que continuam retardatários, segue os links dos textos que foram trabalhados em sala sobre lógica. 
OBS: O conteúdo da prova está em todos os textos que vimos desde o início das aulas e não somente nestes de lógica.
Bons estudos!!!




sábado, 21 de maio de 2011

É A REALIDADE APRESENTADA EM NÚMEROS

Professora Amanda Gurgel silencia Deputados em audiência pública

Poucos vídeos me chamaram a atenção como este que sugiro a vocês, caros amigos...
Espero que ele sirva para nos fazer refletir sobre nosso verdadeiro papel diante da sociedade brasileira e da realidade educacional a que se instaura desde muito tempo. O discurso da professora já não choca mais, porque - como ela mesma ressaltou - já banalizamos esta profissão tão nobre e necessária.
Pensemos...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

RESPONSABILIDADE SOCIAL DE EMPRESAS

Por: Gerisval Alves Pessoa



1 INTRODUÇÃO
 As empresas estão inseridas em um ambiente de incertezas e de muitas pressões das partes interessadas que exigem cada vez mais um desempenho global que promova a eficiência, eficácia, efetividade e economicidade, que tenham suas operações “limpas” e ações transparentes e socialmente responsáveis.  Neste contexto, nos últimos 40 anos foram desenvolvidas inúmeras técnicas gerenciais direcionadas às organizações a buscarem garantir sua sobrevivência no mercado e maximizar os seus resultados financeiros. Porém, como gerar competitividade vem dia após dia tornando-se um desafio central para as empresas.
Na busca da garantia de espaço no mercado globalizado, na potencialização do seu desenvolvimento, as empresas inteligentes, incansáveis na redefinição de seus valores como forma de adequá-los às necessidades mercadológicas vigentes, desenvolvem um novo comportamento voltado para o seu estabelecimento no mundo competitivo: Responsabilidade Social de Empresas (RSE), esta é a nova forma de “como fazer” adotada pelas empresas modernas.
Essa tendência decorre da maior conscientização do consumidor e conseqüente procura de produtos e práticas que gerem melhoria para o meio ambiente ou comunidade, valorizando aspectos ligados à cidadania. Além disso, essas profundas transformações mostram-nos que o crescimento econômico só será possível se estiver alicerçado em bases sólidas. Deve haver um desenvolvimento de estratégias empresariais competitivas por meio de soluções socialmente corretas, ambientalmente sustentáveis e economicamente viáveis. Diante do exposto cabe nos responder: o que vem a ser Responsabilidade Social de Empresas?

Para ver o texto na íntegra,  clique aqui

sexta-feira, 11 de junho de 2010

PROGRAMA APRENDIZ: A OPORTUNIDADE DO PRIMEIRO EMPREGO

Por Ana Paula Fioramonte - Jornalista


A juventude é um período de difíceis escolhas, com ela chegam às idéias de independência, unidas com cobranças e responsabilidades. Esse é o momento que um turbilhão de pensamentos invade a cabeça dos jovens e adolescentes a fim de planejarem o futuro e romper com a dependência financeira dos pais. 
Ao partirem em busca de oportunidades no mercado de trabalho, encontram grande dificuldade de conseguir o primeiro emprego, uma vez que as empresas exigem do trabalhador experiência anterior. 
De acordo com a advogada Marli Aparecida Grincoletto Coimbra, o programa de aprendizagem é uma saída aos jovens, pois ele assegura a formação técnico-profissional, devendo ser uma combinação entre atividades teóricas e práticas, conferindo-lhes ainda os direitos trabalhistas previstos na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). O aprendiz deve ter idade entre 14 e 24 anos, assunto que gera discussões, isso porque a Lei nº. 10.097/2000 estabelece a idade máxima em 18 anos, mas o Decreto nº. 5.598/2005 estende o limite para 24 anos, comenta a advogada. 
Coimbra explica que o contrato de aprendizagem deve ser firmado pelo período máximo de dois anos, estabelecendo uma carga horária máxima de 8 horas/dia ao aprendiz, devendo o mesmo perceber por seu trabalho a quantia de um salário mínimo fixado por lei, conforme o disposto no Decreto nº. 5.598/2005, CLT. Em caso de descumprimento a Lei as empresas ficam passivas de penalidades, conclui. 


Oportunidade 


Em Presidente Prudente, os jovens com idade entre 15 e 17 anos tem uma oportunidade de ingressarem no programa de aprendizagem através de instituições, como a Fundação Mirim, que atua como agente de integração entre as empresas e o aprendiz. Dando ao adolescente a oportunidade de uma qualificação profissional, bem como contribuir para ascensão social, destaca Ivo Liboni, assistente de marketing da instituição. 
Liboni destaca que a instituição trabalha em favor do aprendiz e de acordo com a Legislação, garantindo ao adolescente direitos trabalhistas como carteira assinada, férias, décimo terceiro salário e fundo de garantia por tempo de serviço. Além de receberem da instituição auxílio no transporte e alimentação. 
Para conhecer a instituição basta se dirigir à rua Napoleão Antunes Ribeiro Homem, 501, Jardim Marupiara, pelo telefone (18) 3221-6973 ou visitar a página na internet – www.fundacaomirim.com.br. 

Principais pontos do programa 
Legislação: 

Lei nº. 10.097/2000, Decreto nº. 5.598/2005, CLT, Constituição Federal. 

Contrato de Aprendizagem: 
Contrato de trabalho especial em que a empresa se compromete a assegurar formação técnico-profissional e o aprendiz, a realizar as tarefas necessárias a sua formação. 

Jornada de Trabalho: 
Para quem não concluiu o ensino fundamental, máximo de seis horas. Para o aprendiz que concluiu, até oito horas, incluindo as horas dedicadas a atividades teóricas. 

Restrições ao menor – Considerações Gerais: 
a) O trabalho ao menor de 16 anos é proibido, exceto como aprendiz, a partir dos 14 anos; 
b) Não pode ser realizado em locais prejudiciais à sua formação e em horários e locais que não permitam a sua freqüência na escola; 
c) Proibidos em locais e serviços considerados insalubres e perigosos.

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